Entrevistas com José Ruy – 1

O jornal Correio da Manhã, na sua revista Domingo (edição de 20 do corrente mês de Novembro), publicou com grande destaque uma reportagem no estúdio de José Ruy, homenageando assim a vasta obra e os 72 anos de laboriosa carreira, na área das artes gráficas, da ilustração e da BD, do insigne Mestre da BD portuguesa, que continua imparável, com o mesmo entusiasmo e vigor criativo de outros tempos — como se os anos não diminuíssem a sua fibra de lutador –, anunciando para breve dois novos álbuns, depois do lançamento, durante o recente Festival de BD da Amadora, da obra “Carolina Beatriz Ângelo – Pioneira na Cirurgia e no Voto”, que teve o alto patrocínio da Ordem dos Médicos (Secção Regional do Sul).

Reproduzimos seguidamente a referida entrevista do Correio da Manhã, com a devida vénia aos seus autores, os repórteres Vanessa Fidalgo e Pedro Catarino, e ao jornal — que, de vez em quando, tem dedicado especial atenção à BD portuguesa e a artistas como José Ruy, com uma longa experiência e muitas histórias para contar.

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A reportagem no estúdio do “Mestre dos Quadradinhos” foi também gravada pela CMTV, num vídeo com a duração de 5 minutos, que pode ser visto abrindo este link:

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Clássicos Ilustrados – 5

“A Regeneração” (por O. Henry)

Classic Ilustrated - O Henry 475Apresentamos hoje nesta rubrica outro conto do famoso jornalista e escritor norte- -americano O. Henry (1862-1910), que se notabilizou num género que os anglo- -saxónicos designam por short stories, isto é, contos e novelas curtos. De seu verdadeiro nome William Sidney Porter, teve uma carreira atribulada, sujeita a vários fracassos económicos e a problemas com a justiça, quando era caixa de um banco em Austin (Texas), tendo por isso passado algum tempo na prisão, depois de uma rocambolesca fuga para um país da América Central.

Decidido a esconder esse passado do público e sobretudo dos editores, Porter optou pelo pseudónimo que o tornaria célebre, mas a sua carreira continuou marcada pelos problemas pessoais, como a morte da primeira mulher e o divórcio da segunda, que tiveram como consequência a sua acentuada inclinação para afogar as mágoas na bebida.

Apesar de ter produzido uma obra vasta e apreciada pelos leitores de todo o mundo, cuja compilação deu origem a vários volumes de contos, originalmente publicados entre 1904 e 1911, O. Henry morreu pobre e vítima do álcool com que procurou combater as suas depressões.

O. Henry (Jimmy Valentine - Mosquito)

O conto “A Regeneração” (título original A Retrivied Reformation) foi também adaptado à BD pelo artista norte-americano Gary Gianni, num volume da colecção Classics Illustrated (1990), editado pela Berkley/First Publishing e em português pela Abril Jovem.  Lemo-lo pela primeira vez, com outro título, não numa antologia dedicada a O. Henry (pois nesse tempo ainda eram raras em português), mas numa revista juvenil, o saudoso O Mosquito, onde foi publicado entre os nºs 1036 e 1039 (1949), com tradução de Raul Correia e um cabeçalho desenhado por E. T. Coelho.

Para muitos outros jovens, “O Destino de Jimmy Valentine” significou também o primeiro contacto com a obra do famoso escritor norte-americano… embora só mais tarde o soubessem, pois, por lamentável lacuna, o seu nome não figurava no cabeçalho d’O Mosquito (acima reproduzido).

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Duas novas exposições do Clube Português de Banda Desenhada

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Como tínhamos prometido, aqui ficam mais algumas fotos das duas exposições patentes desde 30 de Abril p.p. (data da sua inauguração), na sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), aberta ao público todos os sábados, das 14h00 às 18h30, e que poderão ser vistas até ao final deste mês.

Estas fotos foram-nos enviadas pelo nosso bom amigo e colega da blogosfera (criador do excelente blogue Largo dos Correios), Professor António Martinó, a quem voltamos a agradecer a colaboração e generosidade sempre manifestadas no momento oportuno.

Bem haja, amigo Martinó!

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Nesta reportagem, feita antes da inauguração oficial, podem apreciar-se com mais nitidez (ampliando as imagens) os painéis das referidas exposições, dedicadas ao tema Eça de Queiroz e Alexandre Herculano na Banda Desenhada, cuja apresentação honra a parceria entre o CPBD e o GICAV. Aliás, as duas mostras estiveram também patentes em Moura, onde teve início o seu périplo, e em Viseu.

Nelas figuram trabalhos de vários autores portugueses e brasileiros, baseados em obras dos dois grandes escritores do século XIX — entre os quais se destacam, naturalmente, as magníficas pranchas de Eduardo Teixeira Coelho (ETC), publicadas n’O Mosquito entre 1950 e 1953.

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Eis seguidamente a relação dos trabalhos expostos e respectivos autores artísticos e literários. Recordamos que estas exposições foram comissariadas por Carlos Rico e Luiz Beira, que nessa qualidade presidiram à cerimónia de inauguração realizada na sede do CPBD no final de Abril, conforme noticiámos no blogue O Voo d’O Mosquito.

ALEXANDRE HERCULANO

A Morte do Lidador” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
A Abóbada” – por Victor Mesquita/A Abóbada” – por Fernando Bento
O Monge de Cister” – por Eduardo Barbosa (brasileiro)
O Voto de Afonso Domingues” – por Jobat (José Baptista)
Eurico o Presbítero” – por José Garcês
Nuno Gonçalves”  – por José Antunes
O Último Combate” – por Baptista Mendes
Alexandre Herculano” (biografia) – por Baptista Mendes
Alexandre Herculano” (biografia) – por José Ruy
O Bobo” – por José Ruy
A Morte do Lidador” – por José Pires/”A Morte do Lidador” – por José Garcês
A Dama Pé-de-Cabra” – por José Pires/A Dama Pé-de-Cabra” – por Augusto Trigo, adaptação literária de Jorge Magalhães

EÇA DE QUEIROZ

A Ilustre Casa de Ramires” – por C. Raineri (brasileiro)
A Torre de D. Ramires” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
A Aia” –  por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
S. Cristóvam” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
O Suave Milagre” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
O Defunto” – por José Morim/”O Defunto” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
José Matias” – por José Manuel Saraiva
A Relíquia” – por Francisco Marcatti (brasileiro)
O Primo Basílio” – por Joaquim Ribeiro (obra inédita)
Os Maias” – por Jorge Machado-Dias (obra inédita)
O Mandarim” – por Vreytes (brasileiro)
Eça de Queirós” (biografia) – por Baptista Mendes
O Chinês e a Cobra” – por Baptista Mendes
A Perfeição” – por Eugénio Silva (obra inédita)
“O Tesouro” – por Luís Marcelo (brasileiro)/”O Tesouro” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC

Reportagem da Assembleia Geral do CPBD

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No passado sábado, dia 16 de Abril, pelas 16h00, na sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), sita na Avenida do Brasil 52A, Reboleira (Amadora), reuniu-se a sua Assembleia Geral, depois de convocatória enviada a todos os associados, a fim de tomar várias deliberações urgentes no âmbito dos processos de obtenção de apoio em curso, junto da Câmara Municipal da Amadora (ratificação das contas de 2013 e 2014, orçamento e plano de actividades de 2016).

Foram também votadas as contas de 2015 e prestada informação ao auditório sobre a recente actividade do Clube, projectos futuros e outras questões de interesse geral. Todas as deliberações seriam aprovadas por unanimidade, com acta assinada pelos presentes.

Durante a sessão, foi distribuído aos sócios o nº 142 (Abril 2016) do Boletim do CPBD, dedicado à primeira de duas exposições marcantes, inauguradas na sua sede em Janeiro último: Os 80 anos d’O MosquitoTributo a Eduardo Teixeira Coelho. Do sumário deste número consta também um artigo de Carlos Bandeira Pinheiro e Jorge Magalhães, com uma extensa e completa quadriculografia (em publicações portuguesas) de E.T. Coelho, o “poeta da linha”, cujas ilustrações (e retratos) se destacam na capa e na contracapa do Boletim.

Divulgamos seguidamente algumas imagens desta Assembleia Geral, captadas por Dâmaso Afonso, presidente da respectiva Mesa (que só por causa disso não aparece nas fotos). Aqui ficam, mais uma vez, os agradecimentos que lhe são devidos pela valiosa colaboração que tem prestado, desde o início, aos nossos blogues.

Entre os sócios presentes, reconhecem-se, nas primeiras filas, António Martinó (outro eficiente repórter, sempre de câmara em punho), José Ruy e Geraldes Lino; e nas últimas, Pedro Bouça, António Amaral, Paulo Duarte (coordenador do Boletim do CPBD), Luís Valadas, Catherine Labey, José Vilela, Carlos Gonçalves e um sujeito de barbas grisalhas que eu vejo todos os dias no espelho…

A Mesa foi ocupada (nas fotos) por Pedro Mota (presidente da Direcção) e Carlos Moreno (secretário da Assembleia Geral). Pedimos desculpa aos sócios não identificados. Fica para a próxima…  

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Quem reparar, ou fizer comentários acerca de tantas cabeças grisalhas, deve lembrar-se de que o Clube Português de Banda Desenhada (CPBD) festeja em 2016 quarenta anos de existência… e alguns dos sócios presentes já o acompanham desde a primeira hora! Honra lhes seja feita, pois, sobretudo aos que, como Carlos Gonçalves e Geraldes Lino, continuam abnegadamente a exercer funções directivas.

Posto isto, queremos também referir as duas exposições, recentemente montadas, que se encontram numa das salas do piso inferior da nova sede e que versam o tema Eça de Queirós e Alexandre Herculano na Banda Desenhada, numa parceria do CPBD com o GICAV. Aqui fica esta breve menção e o anúncio, dado o interesse que elas nos suscitam, de uma reportagem alusiva (neste ou noutros blogues da nossa Loja de Papel), em próxima oportunidade.

Nota: Há algumas horas, recebemos também uma remessa de fotos enviadas pelo segundo “repórter de serviço” na Assembleia Geral do CPBD, o nosso bom amigo e colega da blogosfera, Professor António Martinó (autor do blogue Largo dos Correios), a quem agradecemos a generosa partilha e a colaboração sempre expedita, reservando para um próximo post a publicação das suas imagens.

Dia 16: Assembleia Geral do CPBD

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No próximo sábado, dia 16 de Abril, pelas 15h30, na sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), sita na Avenida do Brasil 52A, Reboleira (Amadora), haverá nova reunião da sua Assembleia Geral, para tomar várias deliberações urgentes no âmbito dos processos de obtenção de apoio em curso (ratificação das contas de 2013 e 2014, orçamento e plano de actividades de 2016).

Serão ainda votadas as contas de 2015 e prestada informação aos associados sobre a recente actividade do Clube, projectos futuros e outras questões de interesse geral. Está  também prevista a distribuição aos sócios do nº 142 (Abril 2016) do Boletim do CPBD, dedicado a duas exposições marcantes inauguradas na sua sede, em Janeiro último: Os 80 anos d’O MosquitoTributo a Eduardo Teixeira Coelho.

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Homenagem a José Garcês (70 anos de carreira) na Biblioteca Nacional

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José Garcês (Biblioteca Nacional)

Uma história de Páscoa (por José Garcês)

“COMO FOI DESCOBERTA A CRUZ” 

José Garcês no seu estúdioIntegrada na rubrica Contos e Lendas — onde já surgiram “Os 12 trabalhos de Hércules”, pelo traço de Marcello de Morais —, apresen- tamos hoje uma história curta com a assinatura de mestre José Garcês, um dos mais infatigáveis obreiros da BD nacional, cuja carreira iniciada em 1946, nas páginas d’O Mosquito, nunca foi interrompida. Mesmo 70 anos depois, José Garcês continua a ter uma agenda cheia de projectos, acalentando o sonho de voltar a fazer BD com temas didácticos e animalistas, duas áreas em que se tornou um consagrado especialista, assim como na das construções de armar, com monumentos nacionais fielmente reproduzidos (a Torre de Belém, os Mosteiros da Batalha e dos Jerónimos, etc), num meticuloso e impressionante labor arquitectónico que lhe tem granjeado os maiores elogios.

Viriato por José GarcêsJosé Garcês espera também lançar este ano um álbum (já concluído) sobre a história de Silves e tem sido alvo de várias homenagens, uma delas a decorrer ainda na Biblioteca Nacional, onde uma exposição dos seus trabalhos está patente até 12 de Abril. Em 2015, teve também uma exposição em Viseu, com particular destaque para a sua famosa obra “Viriato”, reeditada pelo Gicav (Grupo de Intervenção e Criatividade Artís- tica de Viseu), em grande formato, a partir das páginas publicadas, em 1952, no Cavaleiro Andante.

A história que seguidamente reprodu- zimos — incluída numa retrospectiva que iremos dedicar a este veterano da BD portuguesa, começando por algumas das suas criações menos conhecidas (anos 40-50) — apareceu originalmente na revista mensal Pisca-Pisca, onde José Garcês deixou também a marca do seu multifacetado talento artístico. 

No sumário do nº 4 do Pisca-Pisca (Abril de 1968), há outra história de Garcês, baseada na lenda de Amadis de Gaula, um tema que abordou de forma inspirada, como os nossos leitores poderão brevemente confirmar nesta rubrica. Dentro da mesma temática, que sempre o seduziu, registam-se ainda as magníficas versões do Palmeirim de Inglaterra e de Os Cavaleiros de Almourol, duas lendas bem conhecidas da historiografia medieval portuguesa, adaptadas por Garcês na Fagulha e no Mundo de Aventuras Especial.

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Operação BD Nostalgia na revista “Visão”…

… ou o regresso dos velhos heróis!

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Numa iniciativa que muitos bedéfilos saudarão certamente com júbilo, a revista Visão decidiu celebrar o seu 23º aniversário de forma especial, oferecendo aos seus leitores, durante seis semanas, uma deliciosa [sic] colecção de Banda Desenhada antiga publicada em Portugal, que começa com o saudoso Major Alveja e engloba também outros heróis de mítica fama como Mandrake, Fantasma ou Flash Gordon.

Numa altura em que alguns jornais, com inegável destaque para o Público, têm dedicado à Banda Desenhada uma atenção especial, apresentando sucessivas colecções baseadas nos grandes clássicos da escola franco-belga e nos maiores super-heróis norte-americanos (sem esquecer o precioso filão das graphic novels), registamos naturalmente com agrado — ainda que com algumas reservas em relação ao critério selectivo, sobretudo dos dois últimos títulos — este “brinde” aos amantes das histórias aos quadradinhos de outra época e de outro género de heróis, quando as bancas se enchiam de revistas de cariz popular, com títulos emblemáticos que ainda hoje ecoam no imaginário de várias gerações e povoadas por trepidantes aventuras, cujos arque- típicos personagens — alguns já quase com um século de existência — parecem ter o condão de viver para sempre!

Fazemos votos de que outros heróis “adormecidos” no tempo, mas não na memória dos que com eles cresceram, sonharam e viveram muitos momentos de exuberante fantasia, possam em breve voltar à acção, em iniciativas semelhantes à que a revista Visão decidiu levar a cabo para assinalar, de forma diferente, um aniversário que decerto ficará também na memória dos seus inúmeros leitores.  

José Garcês – 70 anos de carreira artística

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Segundo informação de Carlos Gonçalves, membro da direcção do Clube Português de Banda Desenhada, a partir de 15 de Março, e na continuidade da comemoração dos 80 anos da revista O Mosquito, a exposição que se encontra na Biblioteca Nacional (Campo Grande) irá também homenagear o mestre José Garcês, pelos seus 70 anos de carreira na 9ª Arte, iniciada em 1946 nas páginas de O Mosquito. Uma mostra das suas obras, que encantaram, divertiram e instruíram várias gerações de leitores, tanto pela beleza estética como pelo valor pedagógico de muitas delas, estará patente ao público até 16 de Abril, naquela prestigiosa instituição cultural.

Por deferência do CPBD, apresentamos seguidamente algumas fotos dessa exposição, tiradas por João Manuel Mimoso. Entre os itens mostrados ao público destaca-se a imponente construção do Mosteiro da Batalha, montada propositadamente pelo seu autor, José Garcês, para figurar nesta merecida homenagem.

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Visita à Biblioteca Nacional (ou o apelo d’O Mosquito octogenário) num dia de inverno

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O frio, a chuva, os transportes (e até as muletas da Catherine), nada nos impediu de assistir às palestras sobre os 80 anos da mítica revista O Mosquito, realizadas na passada 4ª feira, 17 do corrente, no auditório da Biblioteca Nacional. Infelizmente, o caótico trânsito lisboeta (que piora sempre em dias de chuva) retardou a nossa chegada ao local e só assistimos à última parte da palestra de abertura, proferida por João Manuel Mimoso, sobre o tema 17 anos de capas d’O Mosquito, acompanhada pela projecção de diapositivos.

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Logo a seguir, o Professor António Martinó de Azevedo Coutinho falou do seu percurso no mundo das histórias aos quadradinhos — como se chamava, então, singelamente, a banda desenhada —, desde a sua infância, em Portalegre, e depois durante os seus anos de acção pedagógica, tanto no ensino primário como nos cursos secundário e superior.

A terminar, rendendo uma justa homenagem ao seu amigo Hélder Pacheco, outro insigne professor e homem de cultura, portuense de gema, leu de modo fascinante um texto inédito que prendeu a assistência, intitulado Há muito tempo, quando éramos pequenos, evocando memórias pessoais de Hélder Pacheco ligadas à mais popular revista infanto-juvenil de outros tempos, adorada por todos os garotos que já andavam na escola.

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Mestre José Ruy partilhou também connosco memórias vividas na redacção e nas oficinas d’O Mosquito, com o seu jeito descontraído, aberto e afável de comunicar, desfiando peripécias curiosas e factos que marcaram a relação entre os dois sonhadores e paladinos que criaram o “mito” mais duradouro da BD portuguesa: António Cardoso Lopes Jr. e Raul Correia, ambos residentes na Amadora, a cidade onde efectivamente nasceu O Mosquito e onde hoje funciona também a sede do Clube Português de Banda Desenhada, promotor desta iniciativa numa oportuna e louvável parceria com a Biblioteca Nacional.

Carlos Gonçalves, grande coleccionador (e conhecedot) das preciosidades que são as construções de armar e as separatas que muitas revistas infanto-juvenis publicaram ao longo da sua existência, mostrou reproduções digitais desses suplementos, assim como fotos de certas construções já montadas, como algumas peças do célebre Cortejo Real (construção publicada na revista O Senhor Doutor, que foi contemporânea d’O Mosquito).

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Depois de uma animada sessão de comentários, que prolongaram os temas das palestras durante mais meia-hora, todos nos dirigimos à sala onde a exposição comemorativa dos 80 anos d’O Mosquito, exposta em várias vitrines, foi apresentada e comentada pelos seus comissários, João Mimoso e Carlos Gonçalves. Nem mesmo a Catherine (embaraçada com as muletas) ficou para trás, tal era a sua ânsia de ver a exposição. Pena foi que o folheto alusivo a esta mostra já tivesse “voado”, como folhas secas num dia de vento…

Aqui reproduzimos algumas fotos da memorável sessão na Biblioteca Nacional, gentilmente cedidas pelo nosso amigo António Martinó Coutinho (autor do blogue de referência Largo dos Correios, onde poderão ler, na íntegra, o magnifico texto de Hélder Pacheco), tiradas por ele e pelo seu neto Manuel, o mais jovem elemento da assistência, brilhante estudante universitário e que denota possuir também excelentes dotes de fotógrafo. A ambos os nossos agradecimentos, com as mais afectuosas saudações “mosquiteiras”.

Nota: o texto de Hélder Pacheco e esta mesma reportagem, enriquecida com outras imagens dos temas apresentados por João Mimoso e Carlos Gonçalves, estão também patentes no blogue O Voo d’O Mosquito

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