Colecção “Design Português” – 2

Design português - 2    129

De distribuição semanal, como a colecção Novela Gráfica — outra iniciativa cultural do jornal Público —, a colecção Design Português, coordenada por José Manuel Bártolo, descreve e analisa pormenorizadamente a evolução desta forma de arte decorativa (elitista e popular, por estranho contraste), desde os primórdios do século XX até à actualidade, sempre associada ao desenvolvimento de outras áreas fundamentais para o progresso e a modernização do país, como as artes gráficas, a imprensa, a publicidade, o urbanismo, a arquitectura, o comércio, a indústria, o artesanato, o turismo, cuja promoção para fins de propaganda interna e externa, confiada aos melhores artistas contemporâneos, foi um dos factores que contribuíram para o seu próprio impulso criativo.

Digamos que sem o design e a liberalização social e cultural a que as artes decorativas estiveram profundamente arreigadas, a marcha do progresso, na sua vertente artística, lúdica, social e comunicacional, seria muito mais lenta.

Reproduzimos seguidamente, com a devida vénia, os textos de apresentação dos volumes terceiro e quarto, inseridos no Público de 3 e 10 de Abril de 2015.

Design português Público - 3

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Colecção “Novela Gráfica” – Vol. 9

Público - Novela gráfica 9 125

Já está à venda, numa banca perto de si, mais um volume desta ecléctica colecção, recheada de obras inéditas, que recomendamos sem reservas a todos os amadores de boa banda desenhada.

Depois de grandes nomes da novela gráfica, como Will Eisner, Jodorowski, Moebius, Tardi, Baudoin, Crumb, Cosey, Altarriba, Kim e Miguel Rocha, é agora a vez de Sergio Toppi, um ilustrador que alia ao seu estilo barroco um potencial gráfico e uma concepção narrativa capazes de transformar a prancha de BD numa estrutura multifacetada, cujo todo se fragmenta, sem perder a coesão, em composições de extraordinário requinte estético, que surpreendem e encantam pela sua textura de rara beleza.

Segue-se a sinopse descritiva de Sharaz-De: Contos das Mil e Uma Noites, reproduzida, com a devida vénia, do jornal Público de sexta- -feira, 17 de Abril de 2015.

Público - Sharaz-De

23 de Abril – Dia Mundial do Livro

Dia  Mundial do Livro

Assinalamos esta data com uma bela imagem e uma assertiva frase que despertam a atenção e os sentimentos, ambas oriundas da revista “Somos Livros”, editada pela Bertrand Livreiros e inserida, como suplemento, no jornal Público de 3 de Abril p.p.

No solo arável da Cultura, as palavras em caracteres de imprensa são a semente que faz brotar, quando germina nos nossos espíritos, uma imensa e rica floresta, cujas raízes podem durar uma eternidade e em cujos viçosos ramos — as revistas (certas revistas) e os livros — corre a seiva da Razão e do Conhecimento. Façamos tudo para que essa floresta seja um dos maiores legados que continuaremos a transmitir à posteridade, como promessa e esperança de um futuro melhor.

«Todos os livros» — como exprimiu eloquentemente um grande pensador, Eduardo Lourenço — «são uma alegoria viva da invenção de nós próprios, do mito da esfinge, onde esperamos encontrar a última palavra que nos pudesse resumir. Queremos, de algum modo, que os livros nos salvem».    

Colecção “Novela Gráfica” – Vol. 8

Novela Gráfica   8   100 copy

Na passada 5ª feira, 16 de Abril, saiu mais um volume desta excelente colecção, dedicado a uma obra-prima da BD europeia, com a assinatura de um dos seus mais proeminentes e originais criadores, o suíço Cosey, que entrou no mundo da 9ª Arte pela mão do seu compatriota Derib e logo subiu ao pódio com a série de culto Jonathan — também muito apreciada pelos bedéfilos portugueses —, em que a sua linguagem gráfica e o seu talento de narrador, atraído pelo místico exotismo do Tibete, foram amadurecendo em deslumbrantes composições de página — talvez a qualidade mais marcante do seu estilo —, visual e textualmente recheadas de metáforas poéticas.

 Segue-se a sinopse descritiva de Em Busca de Peter Pan, reproduzida do jornal Público de sexta-feira, 10 de Abril de 2015.

Novela Gráfica   8  Público - Peter Pan    101

De banca em banca – 3

“MULHERZINHAS”por LOUISA MAY ALCOTT

Hoje, para variar, vamos esquecer Rider Haggard ou Johnston McCulley e expor na nossa montra outros livros, em edições raras, esperando que o nosso gato não fique aborrecido por trocarmos o género de aventuras — que tanto lhe parece agradar — por outro mais dirigido, neste caso, ao público feminino.

As Mulherzinhas

A nossa expectativa é que ele reconheça nas capas desses livros a marca de Eduardo Teixeira Coelho e que se digne, por isso, tocar-lhes com o nariz, como fazem os gatos, em sinal de reconhecimento e de apreço (ou por qualquer outra razão difícil de perceber).

Como já tivemos ocasião de referir, o nosso grande artista foi colaborador da Portugália Editora, no tempo em que ainda trabalhava para O Mosquito — isto é, antes de partir para o estrangeiro, em meados dos anos 50 —, e fez várias capas para as afamadas colecções Biblioteca dos Rapazes e Biblioteca das Raparigas, que ocupavam, nessa altura, Biblioteca das Raparigas - Boas Esposas (retocado)os escaparates e as montras das principais livrarias e eram lidas avidamente pelo público juvenil de ambos os sexos (e cremos que até por muitos adultos), embora os rapazes, obviamente, por uma questão de superioridade e de “machismo”, não demonstrassem nenhum interesse por romances destinados às moças da sua idade. Estas, sim, é que marcavam a diferença, não discriminando nenhum dos títulos… o que pode justificar, de certo modo, a tiragem mais substancial da Biblioteca dos Rapazes.

Desses livros, hoje bastante raros, mesmo nas lojas virtuais e nos alfarrabistas tradicionalmente melhor abastecidos, destacam-se, na Biblioteca das Raparigas, os que ostentam o nome de uma das mais famosas e apreciadas escritoras do século XIX: Louisa_May_Alcott_headshotLouisa May Alcott (1832-1888), autora da trilogia “Mulherzinhas” (Little Women), “Boas Esposas” (Good Wives) e “Oito Primos” (Eight Cousins), três romances que se tornaram paradigmas do género romântico, sobretudo o primeiro, já várias vezes adaptado ao cinema e à televisão (e também à BD, por desenhadores de vários quadrantes), e que abordam de forma espirituosa e sentimental a história da família do Dr. March, centrada nas peripécias juvenis das suas quatro filhas, prolongando-as até à idade casadoira.

Os Oito Primos063Nas capas que E. T. Coelho realizou para esses romances femininos — a primeira das quais inspirada no filme de 1949, com a gentil Elizabeth Taylor e outras artistas jovens, mas de primeiro plano — está bem patente, a par do seu virtuosismo e do seu sentido da composição, uma sensibilidade estética e poética que poucos artistas gráficos lograram alcançar em trabalhos do género, tornando as suas belíssimas  ilus- trações com frisos em leque de rostos juvenis, expressivamente retratados, exemplos emble- máticos da arte figurativa numa modalidade que tem passado despercebida à grande maioria dos seus admiradores.

(Os nossos agradecimentos a Leonardo De Sá por nos ter facultado, devidamente retocada, uma imagem da capa de “Boas Esposas”, livro que só possuímos noutra edição).

Colecção “Design Português” – 1

Design português 1   062

Entre as iniciativas culturais do jornal Público, com que este prestigioso diário tem brindado semanalmente os seus leitores, destaca-se, além da colecção Novela Gráfica, editada às quintas-feiras — e à qual temos feito larga referência no nosso blogue —, outra incontornável colecção, distribuída às terças-feiras e que versa a história do design em Portugal, desde os primórdios do século XX até ao presente, abrangendo, portanto, várias décadas em que esta forma de expressão artística multidisciplinar, berço de “ideias novas e de processos novos”, se desenvolveu em quase todas as áreas de actividade social e profissional, com o concurso dos maiores nomes das Belas Artes portuguesas.

Dado o indiscutível interesse deste tema — associado também à imprensa e à literatura infanto-juvenil — e da citada colecção, coordenada por José Bártolo, divulgamos seguidamente, com a devida vénia, os textos de apresentação dos dois primeiros volumes, tal como saíram no Público de 20 e 27 de Março p.p.

Público - Design volume 1

Público - Design volume 2

Colecção “Novela Gráfica” – Vol. 7

Nopvela gráfica 7   059

Numa feliz iniciativa do jornal Público e da editora Levoir, continuamos a ser brindados semanalmente com esta magnífica colecção, repartida por doze volumes de diferentes formatos, que podem parecer pouco práticos para arrumar numa estante, mas agregados por um critério basilar: a sua natureza específica de relatos gráficos em que — como no presente título, assinado pelo mestre da BD underground Robert Crumb — a associação entre texto, narrativa e imagem se funde numa dimensão paraliterária.

Segue-se a sinopse descritiva de O Livro do Mr. Natural, publicada no jornal Público de sexta-feira, 3 de Abril de 2015.

Público - Mr Natural 061

Os livros que guardo na memória – 3

A MARCA DO ZORRO por Johnston McCulley

Johnston McCulley McCulley e Guy Williams(1883-1958), o criador da mítica figura do Zorro, um dos primeiros vingadores mascarados, teve uma prolífica e brilhante carreira como argumentista de cinema e autor de séries para os pulp magazines, pois, além do seu principal personagem, criou figuras que granjearam também grande popularidade na época, como Black Star, The Spider, The Green Ghost e The Crimson Clown — percursoras de alguns dos super-heróis com nomes bizarros e identidades secretas nascidos nas décadas seguintes —, satisfazendo a sede de emoções de um vasto público viciado na leitura de revistas de crime,Curse of Capristano mistério e aventura como o Detective Story Magazine.

Zorro nasceu em Agosto de 1919, nas páginas de outro título famoso na história dos pulps (magazines de índole popular, dedicados aos mais diversos géneros, que utilizavam a polpa de papel para reduzir os custos de impressão): o All-Story Weekly, sete anos depois desta mesma revista (então ainda mensal) ter publicado a primeira aventura de Tarzan, escrita por um tal Edgar Rice Burroughs. A história de McCulley intitulava-se The Curse of Capistrano e tinha como cenário o sul da Califórnia, no tempo em que essa região, colonizada desde o século XV pelos espanhóis, ainda não passara para o domínio do México.

Foi tal o aplauso dos leitores que, no ano seguinte, surgiu a primeira adaptação cinematográfica — cujo único defeito era não ter som —, com o nome do prota- Mark of Zorro - Douglas Fairbanksgonista bem estampado no título: The Mark of Zorro, e um lendário actor e espadachim de Hollywood, Douglas Fairbanks, no papel de Don Diego Vega (a identidade secreta do Zorro), ao lado de Noah Beery, no do antipático e fanfarrão sargento Gonzalez.

O êxito do filme, que contribuiu para o lançamento de um novo género, conhecido como swashbuckler (aventuras de capa e espada), deu origem a um livro com o mesmo título, The Mark of Zorro, em que McCulley desenvolveu consideravelmente o primitivo enredo. Em 1940, surgiu outra memorável versão dos estúdios de Hollywood, com três famosas “estrelas” desse tempo: Tyrone Power, Linda Darnell e Basil Rathbone. Vi-a muitos anos depois, em reposição no cinema do meu bairro, o saudoso Royal-Cine, entre os aplausos e o trepidante entusiasmo de uma plateia maioritariamente juvenil.

Mas já, em 1937 e 1939, Zorro chegara de novo ao ecrã em dois trepidantes serials (filmes em episódios) da Republic Pictures, com os títulos Zorro Rides Mark of Zorro - 1940 - a 150jpgAgain e Zorro’s Fighting Legion, ambos realizados por John English e William Witney e interpretados respecti- vamente, no papel do vingador mascarado, por John Carroll e Reed Hadley. A Republic, pequena companhia especializada neste género de filmes, de longa metragem e orçamentos muito baixos, produziu nos anos seguintes mais seis serials do Zorro para aproveitar tão rendoso filão.

Entretanto, McCulley continuava a escrever aventuras do seu herói para outro célebre magazine, o Argosy, adoptando o figurino que Douglas Fairbanks transformara num ícone cinematográfico e que todos copiaram a partir de então: um destro e misterioso espadachim de mascarilha, capa sobre os ombros e chapéu de abas redondas, à moda da Califórnia espanhola.

Zorro Rides AgainEm 1941, para cavalgar a onda de popularidade do audacioso mascarado que lutava contra a injustiça e a opressão feudal dos grandes latifundiários, surgiu outra novela, intitulada The Sign of Zorro, mas McCulley não se ficou por aí, escrevendo num ritmo frenético mais de 60 histórias com este personagem até ao final da sua vida. A última foi publicada postumamente em Abril de 1959, quando já se ouviam os ecos de um novo triunfo do Zorro, agora como herói televisivo, numa série com 78 episódios produzida pelos Estúdios Disney e interpretada por Guy Williams (Zorro), Gene Sheldon (o seu servo Bernardo) e Henry Calvin (sargento Garcia), nos principais papéis.

De todos os romances do Zorro escritos por McCulley conheço apenas uma versão brasileira de A Marca do Zorro, publicada em 1959 (6ª edição) pela editora Vecchi, na sua colecção “Os Audazes”. Não creio que haja qualquer edição portuguesa, em livro, a partir dos primitivos originais.

A MARCA DE ZORRO869

 

Hergé – Colheita de 1938

Somos livros capa   052Ao lermos uma notícia com este título na revista Somos Livros, distribuída com o jornal Público de 3 de Abril p.p., ficámos com a certeza de que a obra de Georges Rémi (Hergé) se valoriza de dia para dia, como um bom vinho guardado em velhos cascos de carvalho.

Mais uma vez se comprova que nenhum outro herói da BD consegue ultrapassar Tintin em projecção internacional e em sucesso de marketing, que já se esten- deu também ao negócio de leilões, com os seus originais postos à venda a atin- girem valores cada vez mais elevados. Aliás, não é só Hergé que se vende bem; os leilões de pranchas de BD de outros (re)conhecidos autores (Moebius, Bilal, Manara, Pratt, Uderzo) correm de vento em popa, multiplicando-se nessa próspera área.

Se Hergé ainda fosse vivo, estaria hoje milionário — mesmo sem ter ganho o euromilhões —, pois cada um dos seus álbuns tornou-se uma mina de ouro! Até ilustrações soltas ou capas de revistas e de edições especiais valem agora milhares de euros, como noticiou com destaque a revista Somos Livros, da Bertrand Livreiros, numa página que a seguir reproduzimos — e em que também se fala de outro ícone da cultura popular europeia: o romancista Georges Simenon, que foi contemporâneo e compatriota de Hergé.

Dois temas com bastante interesse, assim o julgamos, para os nossos leitores…

Somos livros página 4     055

Colecção “Novela Gráfica” – Vol. 6

novela gráfica 6

Já está disponível numa banca perto de si mais um volume desta excelente colecção, com uma obra largamente premiada de dois autores espanhóis, exemplo das tendências experimentais que cruzam a BD do país vizinho, usando a “novela gráfica” e todas as suas potencialidades estéticas, narrativas e temáticas de género autónomo como um meio ideal de consolidação desses novos caminhos.

Segue-se a sinopse descritiva de A Arte de Voar, publicada no jornal Público de sexta-feira, 27 de Março de 2015.

Público - a arte de voar

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