“Terry e os Piratas” – 6º volume (Junho 2017)

Com periodicidade mensal, de uma regularidade sem falhas, para não defraudar os seus fiéis leitores, cujo número tem aumentado paulatinamente, o FandClassics, editado por José Pires, continua a recuperar a famosa série “Terry e os Piratas”, de Milton Caniff, praticamente desconhecida em Portugal, a não ser alguns dos primeiros episódios publicados, há muitos anos, no Mundo de Aventuras (2ª série) e no jornal Público.

A propósito desta magnífica criação de Milton Caniff, cuja origem remonta a 1934, José Pires enviou-nos um comentário sobre as dificuldades que tem encontrado na sua reedição, feita a partir de material (tiras diárias e páginas dominicais) nem sempre impresso nas melhores condições e com sistemática repetição de logótipos.

A todos os fãs do FandClassics e de “Terry e os Piratas”, recomendamos a leitura desse comentário de José Pires, inserido depois das imagens que se seguem.

«A série Terry e os Piratas é considerada um dos clássicos dos clássicos, ombreando com o Principe Valente, o Flash Gordon, o Rip Kirby, e por aí fora. Mas a história das páginas dominicais compli- cou tudo, estou convencido, e deve estar na base do Milton Caniff ter abandonado a série em 1946, depois de 12 anos consecutivos de publicação. E, de facto, a série continuou, depois, pela mão de George Wunder, mas este já não entrou no esquema das páginas dominicais, que acabaram por tornar a série apenas parcialmente conhecida, como em Portugal, onde muito poucos a leram.

Este berbicacho (páginas dominicais) impedia outros jornais de outras latitudes (como o “Público”, por exemplo) de a publicarem, pois deparavam com uma coisa que era de maior formato, com quatro tiras, duas a duas, a quatro cores, o que causava transtornos de paginação e ocupava muito do espaço destinado à publicidade (aquilo que torna os jornais a preço mais acessível). E as editoras que se aventuravam a publicar a série transformavam essas páginas dominicais em tiras a preto e branco (mais curtas e mais altas), mas a gigantesca dimensão da série, 25 volumes, não permitia às editoras tempo necessário a uma mais competente retirada dessas cores, e como os gráficos não dispunham de meios informáticos, na altura, o trabalho era muito demorado, deficiente e até muito tosco mesmo.

Acresce que essas mesmas páginas dominicais, logo na primeira vinheta, apresentavam um enorme logótipo da série, que na publicação semanal até se compreendia, mas numa edição em álbum se transformava num verdadeiro pesadelo, aparecendo sistematica- mente, de oito em oito tiras, quebrando a uniformidade que se exige a uma publicação em álbum.

Ora, esta minha ambiciosa edição consegue tornear o problema à custa de uma tarefa de meter medo ao susto. Reparem: a série durou 12 anos. Ora, como cada ano tem 52 semanas, teremos 52 x 12 = 624 retiradas de logótipos substituídos por imagens do próprio Caniff, resgatadas, combinadas e arranjadas para preencher o espaço. Além disso, há as mais de 4.380 pequenas tarjas com as legendas dos direitos de publicação que, embora diminutas e colocadas em sítios estratégicos, acabavam prejudicando o aspecto geral, e que foram também removidas, para já não falar de alguns milhares de redes ratadas ou entupidas que foram substituídas.

E eram estes importantes detalhes que eu gostaria de ver realçados nos diferentes blogues que falam dos meus fanzines e que, até agora (por incúria minha, decerto), o não fizeram».                José Pires

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Mulher-Maravilha – vol. 5 (e último)

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Almoço de aniversário e nova palestra do Clube Português de Banda Desenhada

O CPBD completa, em 28 de Junho, 41 anos de existência. Como normalmente acontece, tal facto é comemorado com um almoço de confraternização, que se realiza no próximo sábado, 24 de Junho, no Restaurante “Chafariz das Gravatas”, Av. Elias Garcia 109B – Amadora (precisamente na esquina da Av. do Brasil com a Elias Garcia). 

Em continuidade dessa celebração, terá lugar na sede do CPBD, pelas 16h00, uma palestra com outro ilustre convidado, o Dr. Manuel João Ramos, professor de Antropologia no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa e também autor de BD.

Exposição “Quadradinhos Portugueses” na Cidadela de Cascais

Esta exposição, comissariada por José de Matos-Cruz e patrocinada pela Câmara Municipal de Cascais, no âmbito da programação do Bairro dos Museus, será inaugurada no próximo sábado, dia 24 de Junho, às 19h00, na Cidadela de Cascais, ficando aberta ao público até 3 de Setembro do corrente ano.

Mulher-Maravilha – vol. 4

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A Mulher-Maravilha no cinema

Artigo do jornal Público, de 2 de Junho p.p., que reproduzimos com a devida vénia, para conhecimento de todos os fãs da Mulher-Maravilha que eventualmente ainda não tenham visto este filme, realizado por Patty Jenkins e com Gal Gadot (uma convincente amazona) no papel da protagonista. Apesar de algumas críticas negativas, aconselhamos esses fãs a não o perderem!

Olha as lindas marchas!

Pelo traço de Mestre José Ruy, em Quadradinhos nº 54, 2ª série, de 20/6/1981 (suplemento do saudoso vespertino A Capital, dirigido por Adolfo Simões Müller), chega-nos um pitoresco desfile das marchas populares desse festivo mês de Junho, enquadradas por famosos heróis de papel, de arquinho e balão em punho, que ainda hoje fazem as delícias dos seus admiradores, num renovado preito de homenagem aos magistrais artistas que os criaram há muitas décadas.

E até Tom Sawyer e Ivanhoe se aliaram à festa… como convidados especiais do Quadradinhos, um suplemento que, fiel ao lema do seu director, procurava não só divertir como instruir, fomentando também entre os mais jovens o convívio com os heróis dos clássicos literários, através da fusão entre o texto e a imagem.   

Mulher-Maravilha – vol. 3

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18º Salão do Brinquedo de Lisboa – 2ª edição (10 de Junho 2017)

SALÃO DO BRINQUEDO DE LISBOA EXPÕE

BRINQUEDOS ANTIGOS E DE COLECÇÃO

A nostalgia que nos desperta a visão de brinquedos que identificamos com a nossa infância, sugere-nos que fomos, nessa fase importantíssima da nossa vida, mais ou menos felizes. Esperemos que, num futuro próximo, todas as crianças tenham oportunidade de se tornar adultas e experimentar esta maravilhosa sensação…

Salão do Brinquedo de Lisboa, que vai já na sua 18ª edição, foi criado para colmatar a falta de um evento deste tipo (feira de brinquedos antigos e de colecção) no centro de Lisboa e responder ao crescente interesse do coleccionismo de brinquedos antigos, BD vintage e derivados.

Este tipo de evento, sem fins lucrativos, tem como objectivo a divulgação do tema, reunindo coleccionadores e entusiastas para intercâmbio de peças e de conhecimentos. Há um número limitado de mesas disponíveis (que terão de ser reservadas antecipadamente) para os participantes exporem as suas peças, mas todos os visitantes poderão trazer brinquedos que queiram vender ou trocar e a entrada é gratuita.

Em paralelo com a feira, realiza-se uma bolsa de avaliações, coordenada pela organização, com a colaboração de participantes, consoante os temas. Todos os visitantes podem trazer os seus brinquedos antigos para serem avaliados, sem qualquer encargo.

Realizou-se também no 1º Salão, em 29 de Outubro de 2011, um leilão de beneficência com objectivo de angariação de fundos a favor de uma instituição de solidariedade social (Terra dos Sonhos). Dado o sucesso desta iniciativa e a generosa adesão de diversos participantes e visitantes, tanto na doação de peças para leiloar, como na licitação das mesmas, repetiu-se esta acção em 2015, desta vez a favor da Sonha Faz e Acontece.

Agradecemos antecipadamente a quem quiser doar peças para leilão. Alternativamente, quem tiver interesse em vender as suas peças avaliadas, poderá incluí-las num futuro leilão, recebendo o valor final, deduzido da comissão que normalmente uma leiloeira cobraria, sendo que neste caso essa comissão reverte também inteiramente a favor da instituição.

Na prática, as duas iniciativas estão interligadas para facilitar a quem quiser alienar um brinquedo antigo, uma vez que o pode ter avaliado e de seguida vendido num leilão onde potencialmente haverá mais interessados em licitar do que num leilão tradicional, com a vantagem adicional de saber que está a ajudar uma boa causa.

Para coordenar esta operação de angariação e animar a festa, contamos com a delegação portuguesa da 501st Legion, grupo de fans Star Wars, vestidos a rigor de personagens “maus” da saga, que certamente irão dar um colorido especial a esta iniciativa. Não se esqueçam de vir munidos de máquina fotográfica ou telemóvel com câmara, pois não é todos os dias que podemos tirar uma foto ao lado de um Darth Vader ou de um Stormtrooper !!!

Para este ano de 2017, teremos ainda mais duas edições do Salão do Brinquedo, em 30 de Setembro e 2 de Dezembro. Contamos novamente com uma equipe de avaliadores à disposição do público. Para além da reunião de coleccionadores e entusiastas do brinquedo antigo, um dos principais objectivos desta organização é a sensibilização da população local para esta temática.

A possibilidade do público avaliar os seus brinquedos de infância carinhosamente guardados, numa altura como esta de crise que atravessamos, pode também ser uma opção aliciante para ficarmos a saber que afinal temos algum património de valor que desconhecíamos e que pode ser convertido em capital (ali mesmo no evento) ou doado para beneficência! Património esse que é indiscutivelmente de interesse cultural, como de resto o comprovava o apoio do entretanto extinto (infelizmente) Museu do Brinquedo de Sintra, e a presença do Museu do Brinquedo Português (Ponte de Lima).

A entrada é livre e contamos com a vossa presença!

(Nota: texto e imagens enviados pela organização do evento).

Exposição de desenhos de Nuno Saraiva dedicados às Festas de Lisboa

O colectivo artístico Passevite inaugura amanhã, dia 10 de Junho, pelas 19h00, uma exposição de desenhos de Nuno Saraiva, intitulada “Festas. Os Originais!”, que terá lugar no nº 54-A da Rua Maria da Fonte, aos Anjos, em Lisboa.

Nela estarão patentes, até ao próximo dia 29 de Junho, os desenhos originais de Nuno Saraiva, traçados a tinta da china e marcador sobre papel, apresentados em estado virgem antes de serem maculados pelas cores que têm alegrado as FESTAS de LISBOA.

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