“O Iceberg” (conto de Orlando Marques)

Esta rubrica regressa, com mais um conto de Orlando Jorge Bertoldo Marques, um dos melhores colaboradores literários d’O Mosquito, que se estreou e formou na sua escola. Mais tarde, passou pel’O Pluto, pel’O Faísca, pelo Mundo de Aventuras (e por outras publicações da Agência Portuguesa de Revistas), terminando a sua carreira no Jornal do Cuto, na Colecção Shane e no Mundo de Aventuras (2ª série), onde deixou também indeléveis marcas do seu talento de novelista, apreciado por uma larga legião de leitores.

O conto que leram foi originalmente publicado na última fase da Coleção de Aventuras, uma revista “gémea” d’O Mosquito (no seu conteúdo e nos seus formatos), que teve vida breve (1940-1942), e foi ilustrado por Eduardo Teixeira Coelho, então no início da sua carreira, com um estilo muito diferente do que adoptou pouco tempo depois.

As páginas que reproduzimos saíram no Mundo de Aventuras nº 467 (2ª série), de 25 de Setembro de 1982, onde Orlando Marques publicou também muitos contos inéditos, ilustrados por outros desenhadores. O cabeçalho da página 2 foi desenhado por Catherine Labey.

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Um conto da Páscoa: “As Três Moedas”

Nota prévia (J.M.) — O conto que se segue, reproduzido do Mundo de Aventuras nºs 340 e 341 (Abril de 198o), foi originalmente publicado, em 1975, num volume da colecção Galo de Ouro, editada pela Portugal Press, de Roussado Pinto. Por esse original, com o título “O Príncipe Olaf”, recebi a quantia de 2.500$00 (o que, na altura, não foi nada mau, pois equivalia a um terço do meu vencimento mensal na Agência Portuguesa de Revistas).

Muitos anos depois, ofereci esse livro a E.T. Coelho, numa das suas últimas visitas a Portugal. O grande artista, homenageado várias vezes pelo Festival da Amadora e pelo Clube Português de Banda Desenhada, gostou deste conto e decidiu adaptá-lo, numa história de BD com 10 páginas que ainda hoje permanece inédita.

No Mundo de Aventuras, que eu então coordenava, as ilustrações foram de outro grande artista, Augusto Trigo, que começou a colaborar no MA em 1980, pouco tempo depois de ter trocado a Guiné, onde nasceu, por Portugal, onde passara parte da sua infância e juventude. A nossa parceria em Banda Desenhada, que ainda dura, começou também nesse memorável ano de 1980. 

 

Um conto de vez em quando: “O Milagre do Ano Novo”

Temos o prazer de apresentar nesta nova rubrica um conto de Orlando Jorge B. Marques, um dos mais apreciados novelistas d’O Mosquito, onde se estreou em 1940 como colaborador da página dos leitores, alcandorando-se rapidamente a um lugar de destaque, entre autores consagrados como Raul Correia (que sempre considerou o seu maior mestre), Fidalgo dos Santos, Roberto Ferreira (Rofer), Lúcio Cardador (este oriundo também da página dos leitores, mas com alguns meses de antecedência) e José Padinha.

mundo-de-aventuras-437“O Milagre do Ano Novo” — conto falsamente autobiográfico, diga-se de passagem, publicado no Mundo de Aventuras nº 437, de 2/1/1958 (com uma ilustração de Carlos Alberto) — é um típico exemplo do estilo literário de Orlando Marques e dos assuntos que gostava de abordar na época natalícia e de fim de ano, pondo de lado a temática de aventuras para recriar cenários mais comuns e mais familiares aos leitores — como fez em dezenas de trabalhos, dispersos por revistas como O Pluto, O FaíscaO Mosquito e o Mundo de Aventuras (1ª e 2ª séries), das quais foi um dos mais assíduos colaboradores.

Para os jovens que admiravam o seu estilo e apreciavam os seus enredos, tornou-se um hábito (ou mesmo uma tradição) desfrutar na quadra mais festiva do ano, entre outros presentes ansiosamente aguardados, um conto natalício ou de ano novo de Orlando Marques. Convidamos-te, pois, leitor amigo, a “saborear” também esta pequena jóia do passado, que espelha inequivocamente os dotes literários de um prolífico novelista popular e a profunda humanidade que sabia imprimir aos seus temas e às suas personagens.

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