Y, O Último Homem – Vol. 1

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O regresso de Astérix e Obélix – numa corrida que os Romanos não esqueceram

(Artigo publicado no Diário de Notícias, em 10 de Outubro de 2017, que reproduzimos com a devida vénia)

Acontecimento editorial do ano, a nova aventura de Astérix e Obélix, os dois inseparáveis gauleses, chega com a sua habitual mão-cheia de tabefes e dentes partidos, os seus inimitáveis jogos-de-palavras e a sua “justa dose” de História revisitada, para deleite dos apreciadores de aventuras rocambolescas.

O álbum da ASA, cuja capa retrata a grande corrida por etapas que serve de pano de fundo ao episódio (quase uma recriação da Volta à Itália em bicicleta!), já está à venda em muitas livrarias do país. Há também uma edição em mirandês.

Na Grande Corrida Transitálica, na qual participam representantes de vários povos da Antiguidade, conseguirão os bravos Gauleses suplantar todas as artimanhas e golpes sujos a que recorrem os orgulhosos Romanos,  apostados como sempre em sair vencedores?

E para além de todas as outras equipas adversárias, conseguirão eles fazer face aos intrépidos Bretões? Ser mais rápidos do que os Persas ou os Sármatas? Não perder terreno perante os valorosos Godos?… Isto para já não falar de outros povos itálicos, desejosos também de vencer a prova, pois não vêem com bons olhos a hegemonia de Roma!

Equatória: uma nova aventura de Corto Maltese

Sinopse: O ano é 1911. Entre Veneza e as selvas da África equatorial, Corto Maltese procura o “Espelho do Preste João”, um misterioso objecto relacionado com as Cruzadas. Na sua rota, cruza-se com três mulheres cujos destinos são estranhamente complementares: Aída, uma perspicaz jornalista, Frida, que monta uma expedição em busca do pai que desapareceu, e Afra, uma antiga escrava.

Segunda história do personagem Corto Maltese criada sem a partici- pação de Hugo Pratt, pelos espanhóis Juan Díaz Canales e Ruben Pellejero (autores também do álbum anterior), e publicada em França em Setembro de 2017. A edição portuguesa é da Arte de Autor — que reeditou recentemente A Balada do Mar Salgado, primeira e mítica aventura de Corto Maltese (com um prefácio de Umberto Eco).

Sequência inicial da nova aventura de Corto Maltese. A semelhança com o estilo narrativo de Hugo Pratt é flagrante.

O regresso de Valérian – Vol. 12

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Novela Gráfica III – Vol. 15

Com este volume chega ao fim mais uma série das Novelas Gráficas editadas pelo Público e pela Levoir, com total agrado de um largo sector da nossa comunidade bedéfila. Mas aguarda-se, nas próximas séries, uma presença mais consistente de autores portugueses e brasileiros.

Foi pena, também, não ter incluído na presente série o álbum A Vida de Che em BD, um clássico incontornável (embora de matriz política e biográfica), com a assinatura de Héctor G. Oesterheld, Alberto e Enrique Breccia, publicado na mesma altura, mas como um volume desgarrado. 

Ler Faz Bem: “O Jogador” (um livro de Dostoievski, oferecido pela “Visão”)

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O regresso de Valérian – Vol. 11

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A vida de Che em BD: uma obra mítica finalmente editada em Portugal

Chega dentro de dias às bancas, numa edição Público/Levoir, a biografia do ícone da Revolução Cubana, escrita por Héctor Germán Oesterheld e ilustrada por Alberto e Enrique Breccia, expoentes máximos da BD argentina e mundial. Lançada com grande êxito logo após o assassinato de Che Guevara, a sua difusão foi proibida, sendo mesmo ordenada a destruição das pranchas originais pela ditadura militar argentina. O trágico desaparecimento do próprio Oesterheld e as lendas em torno da primeira reedição da obra em Espanha elevaram-na a um estatuto de crescente mito.

Mais do que uma obra polémica, A Vida de Che é uma obra-prima da banda desenhada — sob a forma de novela gráfica, quando este termo e o seu conceito ainda não existiam —, pela primeira vez em versão portuguesa, recordando o 50º aniversário da morte de um dos mais célebres guerrilheiros do século XX.

Novela Gráfica III – Vol. 14

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Fanzines de José Pires (Setembro 2017)

Continuando a manter uma regularidade sem pausas, José Pires lançou este mês mais dois volumes das séries que tem em publicação, com destaque para Terry e os Piratas, a obra-prima de Milton Caniff, cuja reedição integral, quase totalmente inédita entre nós, abrangerá 25 números do FandClassics, cada um deles com mais de 70 páginas. O preço, no entanto, não varia, fixando-se nos 15 euros. 

Uma tarefa quase homérica, com a duração prevista de dois anos (!), mas que o incansável José Pires (experimentado nestas lides) encara sem preocupações, pois a colecção, de cadência mensal, já vai no 9º volume e o número de leitores não cessa de aumentar.

No Fandwestern (um dos mais antigos fanzines portugueses) continua a publicação de outra grande série clássica, Matt Marriott, já com mais de cinco dezenas de episódios primorosamente reeditados, a partir do material disponível em antigas publicações, mas também de tiras originais pertencentes a um dos maiores fãs da série.

Outra colecção, portanto, digna de aplauso, visto fazer justiça ao magnífico trabalho de Tony Weare, resgatando-o do inglório olvido a que foi votado tanto em Inglaterra como noutros países.

Em Setembro saiu também mais um número do Fandaventuras, no seu formato clássico, com o excelente episódio inédito Cuba 1896, ilustrado por um notável artista espanhol, Fernando Fernandez, e inspirado em eventos reais, quando o país de Fidel Castro, muito antes deste nascer, fervilhava com um indomável espírito de rebelião, pegando em armas contra o jugo colonialista (incluindo o dos Estados Unidos).

Estes fanzines (de tiragem bastante limitada) podem ser encomendados a José Pires através do e-mail gussy.pires@sapo.pt

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