Franco Caprioli, o Desenhador dos Mares do Sonho

caprioli_aTemos o prazer de anunciar que a Loja de Papel criou mais um blogue, destinado a homenagear a memória e a obra de um grande desenhador italiano, Franco Caprioli (1912-1974), cuja popularidade em Portugal ultrapassou a barreira do tempo, man- tendo-se viva mesmo em épocas mais recentes.  

Queremos assim agradecer-lhe, postumamente, todos os momentos de diversão e encantamento que nos proporcionou, a nós e a muitos outros leitores do Cavaleiro Andante, que ainda hoje, muitas décadas depois desse primeiro encontro, recordam com emoção a deslumbrante beleza do seu poético e harmonioso estilo. E também as horas felizes em que, na companhia dos seus humanistas e românticos heróis, viajaram até paragens desconhecidas, sulcando as águas dos fabulosos mares do sul… ou “mares do sonho”… que nenhum outro desenhador retratou como ele!

Podem ver os primeiros posts — oriundos, aliás, d’O Gato Alfarrabista, mas remodelados, com algumas diferenças de texto e imagens —  acedendo ao seguinte endereço:

https://francocapriolidesenhadordosmaresdesonho.wordpress.com

ou clicando sobre ele no side bar deste blogue.

 Boas leituras e boa viagem com Franco Caprioli, o inolvidável poeta do mar!    

Cabeçalho Caprioli com castanho

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Retrato “Horribilis” de um país desconhecido

Com a devida vénia, tanto ao blogue irmão, O Gato Alfarrabista, como ao Diário de Notícias e ao autor José Bandeira,  aqui reproduzimos para edificação e indignação dos amigos dos gatos e de todos os animais em geral, a incrível notícia que mais parece do tempo da Inquisição.

Depois de prepararmos mais um post sobre os “Os Gatos e o Crime”, não podíamos ficar indiferentes à denúncia deste acto hediondo, magnificamente ilustrada e comentada por um dos cartoonistas portugueses de mais alto nível.DN - Gato

 

Colecção “Os Piores Inimigos de Ric Hochet” – 4

Ric Hochet público 4

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O Regresso da Velha Senhora (vol. 3)

ercuAgatha Christie publico 3

Poirot, Miss Marple & companhia – 2

Agatha Christie 2

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O Regresso da Velha Senhora (vol. 2)

público Miss Marple

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Colecção “Os Piores Inimigos de Ric Hochet” – 3

Ric Hochet - La Rafale      226

Na imagem que escolhemos para encabeçar esta página, extraída da história Mystère à Porquerolles, outra empolgante aventura de Ric Hochet, um jovem jornalista de investigação (como agora se diz), atraído pela solução dos casos mais bizarros e intrincados, vê-se uma panorâmica da redacção do jornal onde trabalha, o diário de grande tiragem La Rafale (em português, A Rajada, título que, aliás, figura no primeiro episódio desta série publicado em Portugal, uma curta história em que Ric Hochet não passa ainda de um pequeno vendedor de jornais com aspirações a detective).

Ric Hochet Tintin 21 - 1962     225Esse episódio, como já referimos num post anterior, foi dado à estampa pelo Cavaleiro Andante, pouco tempo depois da sua publicação original no Tintin belga, em 30 de Março de 1955. Mas, nessa altura, Tibet, o criador gráfico da série, estava ocupado com outras personagens e mal imaginava o destino que a evolução da figura de Ric Hochet e a empatia gerada com os leitores reservavam à sua nova e ainda incipiente criação.

Só alguns anos depois, quando fez equipa com o argumentista André-Paul Duchâteau, mestre em intrigas policiais do género das de Agatha Christie e de outros autores anglo-saxónicos, a série ganhou “asas”, abalançando-se a mais altos voos com histórias em continuação como Signé Caméleón, em que Ric Hochet enfrenta, pela primeira vez, um dos seus piores inimigos, o astucioso e tenaz Camaleão, empenhado numa implacável vendetta contra o comissário de polícia Bourdon, cuja sobrinha Nadine desempenha o papel de “noiva eterna” do intrépido jornalista.

Ric Hochet contra o Carrasco  Bertrand 1Apresentamos, como curiosidade, uma capa do Tintin belga alusiva à aventura já citada, Mystère à Porquerolles (3º episódio na cronologia de Ric Hochet), que em Portugal foi reproduzida na revista Zorro, com o título “O Caso dos Quadros Roubados”.

A popularidade de Ric Hochet, aliada ao êxito da literatura policial no nosso país, foi um factor determinante na sua publicação em álbum, iniciada pela Livraria Bertrand em 1973, com o episódio “Ric Hochet contra o Carrasco”, que agora está de novo nas bancas, integrado na colecção que o jornal Público e as Edições Asa dedicam a esta carismática personagem, recordando algumas das suas melhores aventuras, em grande parte inéditas em Portugal, depois de apresentarem o mais recente episódio da série, realizado por uma nova e talentosa dupla: o desenhador Zidrou e o argumentista Simon Van Leimt.

Ric Hochet - público 3

Arcádia edita “O Comboio dos Órfãos”

O combóio dos orfãos

O Comboio dos Órfãos é uma história sobre mobilidade e desenraizamento, que nos revela um período menos conhecido, mas muito significativo, da História dos Estados Unidos da América. Na sua costa leste, a onda de emigração maciça levou ao abandono de muitas crianças oriundas da velha Europa. Miseráveis entre os mais miseráveis, essas crianças abandonadas e maltratadas sobreviviam à custa de pequenos furtos e mendicidade nas ruas de Nova Iorque. Só nesta cidade, eram cerca de 20 mil em 1854, ano em que foi posto em prática o primeiro programa de adopção, conhecido pelo nome de “Orphan Train Riders”. Inicialmente artesanal, este sistema adquiriu rapidamente uma dimensão e uma eficácia quase industriais. Quando a iniciativa terminou, em 1929, cerca de 250.000 crianças haviam sido enviadas para o Oeste.

O reverendo Charles Loring Brace foi o primeiro a acreditar que retirando estas crianças do seu ambiente nocivo (onde eram conhecidas pela alcunha de “street rats”), poderia transformá-las em cidadãos irrepreensíveis. Nos estados do Middle West, havia falta de mão-de-obra e muitos casais que não podiam ter filhos… pelo que seria recomendável enviá-las, por comboio, de uma costa à outra dos EUA. As primeiras viagens, patrocinadas pela organização de Brace, a Children’s Aid Society, foram realmente um êxito.

Recorrendo a agentes locais, Loring Brace instituiu um sistema de cartazes que anunciavam a chegada das crianças para adopção. As “distribuições” realizavam-se no teatro, na ópera, na igreja, ou até no cais da estação ferroviária. Os nomes, ou números, pregados nos casacos dos mais novos permitiam que os agentes os identificassem facilmente. Era frequente, porém, que estas sessões se assemelhassem a uma feira de gado. Compostas, na sua grande maioria, por agricultores, as famílias de acolhimento exigiam o direito de verificar o estado de saúde (principalmente dos dentes) dos meninos e meninas trazidos de tão longe. Era raro que fossem imediatamente adoptados. A única obrigação das famílias de acolhimento consistia em tratá-los como se fossem seus filhos, até atingirem os 17 anos. Obviamente, muitos eram considerados apenas como mão-de-obra barata, mas, para o reverendo e para a maioria dos órfãos, era uma situação melhor do que aquela em que viviam nas ruas de Nova Iorque.

Este álbum de BD, com 96 páginas, apresentado agora em português, numa edição da “renascida” Arcádia, relata uma longa viagem pautada pela amizade, pela entreajuda… mas também pela traição. Uma obra original, a não perder!

Poirot, Miss Marple & companhia – 1

Agatha Christie Público 1

Agatha Christie Público 2

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Santo António versos

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