O elefante que viajou até à Turquia…

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A notícia chegou-nos há dias, transmitida quase sorrateiramente pelo blogue do João Amaral, cuja proverbial modéstia o impede de “embandeirar em arco” quando o sucesso (merecidamente) lhe bate à porta… como já aconteceu diversas vezes.

Desta feita, a sua carreira de indiscutível mérito, num percurso sempre ascendente, teve mais um prémio com a edição no estrangeiro da sua obra mais recente (e mais apreciada): a adaptação do romance de José Saramago “A Viagem do Elefante”.

Sublinhe-se que este marco é ainda mais importante porque se trata de uma edição em turco (com a chancela da editora Kirmizikedi), país onde nunca um autor português de Banda Desenhada teve a sorte de ver, até hoje, a sua obra divulgada a par da de um Prémio Nobel da Literatura. Nem em nenhum outro local do mundo, aliás…

João Amaral fez uma aposta ganhadora ao investir o seu amor à BD, o seu talento e a sua capacidade de trabalho num projecto que, à partida, estava eivado de dificuldades. Mas porfiou e venceu… como atesta o êxito da edição portuguesa, rapidamente esgotada (e que recebeu os maiores elogios da própria viúva de Saramago), e agora esta edição numa língua “bizarra” e num país onde não imaginávamos que a obra de José Saramago e a Banda Desenhada fossem tão populares.

Parabéns, João Amaral, por este novo sucesso! E confiantes no dom que tens de nos surpreender, a cada passo, continuaremos à espera, com muita expectativa e curiosidade, dos teus próximos trabalhos. A viagem no dorso da BD (e do elefante) continua…

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“Workshop” com João Mascarenhas: “Vamos fazer um livro de BD”

Da ideia ao livro

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Colecção Almanaque Português – 9 e 10

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Colecção Bernard Prince – 11 e 12

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Nota: com estes dois álbuns terminou a colecção de Bernard Prince apresentada durante doze semanas pelo “Público”, numa nova parceria deste jornal com as Edições Asa. Esperamos, cheios de curiosidade, pelo herói que se segue…

“As Minas de Salomão” (2) – por Henry Rider Haggard

Rider HaggardO segundo livro que nos apraz registar, entre as edições portuguesas do famoso clássico de Henry Rider Haggard, foi editado pelo Círculo de Leitores, em 1986, e conserva a tradução de Eça de Queirós, a menos fiel ao espírito e à letra do romance original — exceptuando uma outra versão, ainda mais apócrifa, atribuída a Emilio Salgari, que a editora Romano Torres incluiu na sua colecção com o nome deste famoso autor italiano (como adiante veremos). Mas a edição do Círculo de Leitores recomenda-se por estar recheada de gravuras de Walter Paget, um dos melhores artistas gráficos que recriaram, com o poder das imagens, a fabulosa aventura de Allan Quatermain e dos seus intrépidos companheiros.

Minas de Salomão - c- dos leitores 994Em 2001, surgiu outra edição do Círculo de Leitores, igualmente digna de merecimento, pois contém, sob o título “Uma tradução enigmática e uma aposta ganha”, um sugestivo intróito de Luís Almeida Martins, que também prefaciou e traduziu para a mesma editora outras quatro obras do escritor vitoriano, entre elas “O Anel da Rainha de Sabá”, um dos marcos do romance de aventuras africanas que figuram, desde há muito, na minha lista de favoritos.

As capas desta colecção pecam por ser pouco atractivas, com um design repetitivo, por isso preferimos reproduzir as do volume “A Caverna dos Diamantes”, publicado pela Romano Torres, em 1935 e 1950, na Colecção Salgari, com uma magnífica ilustração de Júlio Amorim (na edição mais antiga a capa é de Alfredo de Morais, mas curiosamente há poucas diferenças entre ambas).

Se o nosso Eça adaptou livremente o romance, mudando até o nome do seu narrador, que se transformou em Alão Quartelmar, Salgari foi ainda mais longe, pois “nacionalizou” um dos principais personagens, o barão Curtis, assim como Neville, o seu irmão desaparecido, que passaram a ser naturais de Génova; além disso, abreviou muitas descrições de Haggard, sobretudo nos últimos capítulos, para fazer luzir o seu próprio estilo e os seus enredos cinegéticos (com resultados menos felizes que os de Eça, que também suprimiu parte do romance).

Minas de Salomão - A caverna dos diamantes 1 e 2

Por fim, last but not the least, o terceiro volume da minha relação saiu em 2011, numa série de clássicos (alegadamente juvenis) distribuídos pelo semanário Sol, com capas de sóbrio e sedutor grafismo (atrevo-me mesmo a chamar-lhe original), como a que dá um toque singular a esta edição do meu conten- tamento… mais uma que reproduz fielmente o pitoresco texto queirosiano, mas enriquecido com gravuras de Walter Paget, um dos mais reputados ilustradores ingleses do século XIX, como já referi anteriormente neste artigo.

Minas de Salomão - Sol 997A propósito de edições ilustradas, não posso deixar de aludir à versão publicada em 1986 pela Editorial Verbo, na sua colecção Clássicos Juvenis, que tinha a valorizá-la, em todos os volumes, as capas e os desenhos de Augusto Trigo, artista bem conhecido e apreciado pelos amantes da 9ª Arte, cuja extensa obra no domínio da ilustração merece ser devidamente assinalada e aplaudida, para sair do quase anonimato em que permanece.

Reproduzimos seguidamente a capa de uma das numerosas edições deste livro, datada de 1995, em que o grafismo do cabeçalho sofreu alterações, bem como o título da colecção: Clássicos Juvenis TVI — mantendo-se, no entanto, a apresentação interior do texto, adaptado por Maria Isabel de Mendonça Soares, a partir da “libérrima” versão de Eça de Queirós, com seis desenhos de página inteira (um dos quais também aqui se reproduz).

Minas de Salomão - Verbo 1 e 2

“O Mosquito” em foco com uma exposição na Biblioteca Nacional

O Mosquito na Biblioteca Nacional

Mais uma boa notícia que nos chega através do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD): o aniversário d’O Mosquito, que já foi alvo de diversas comemorações em Aveiro, Lisboa e Amadora — como é do conhecimento dos nossos leitores —, será também solene e mediaticamente celebrado no mais erudito santuário da cultura portuguesa, a Biblioteca Nacional, onde uma exposição com o título 80 Anos d’O Mosquito, comissariada por Carlos Gonçalves e João Manuel Mimoso, ambos membros do CPBD, será inaugurada já no próximo dia 26 de Janeiro, decorrendo até ao final de Fevereiro.

Com este tipo de consagração oficial, que confere a uma mítica revista de BD um estatuto ainda mais invejável entre os seus pares, nunca sonharam, com toda a certeza, os seus fundadores: Raul Correia (o Avozinho) e António Cardoso Lopes Jr. (o Tiotónio). Nem, muito menos, o seu numeroso público infanto-juvenil… que aprendeu com as histórias aos quadradinhos (de vários e talentosos autores) e a prosa do Avozinho (entre outras) a aumentar também a sua cultura!

Mesa Redonda sobre o “Charlie Hebdo” no Museu Bordalo Pinheiro

Museu Bordalo Pinheiro - Charlie Hebdo

O Museu Bordalo Pinheiro assinala o 111º aniversario da morte de Rafael Bordalo Pinheiro no dia 23 de Janeiro, sábado, pelas 17 horas, com a mesa redonda sobre a liberdade de expressão Estúpidos? Maldosos? Semanais! 

David Bowie (1947-2016) – um génio descido à Terra

David Bowie

“Look up here… I’m in Heaven”

Do álbum Blackstar (2016), editado dias antes da sua morte, ocorrida, para surpresa de todo o mundo, no presente mês de Janeiro.

Colecção Almanaque Português – 6 – 7 – 8

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Alamanaque 7 936

Alamanaque 8 935

Nota: para preenchermos um hiato, devido a problemas imprevistos, que nos forçaram a suspender durante algum tempo os nossos blogues, apresentamos em conjunto os três últimos artigos dados à estampa no jornal Público sobre esta excelente colecção de interesse cultural, que surge nas bancas às quintas-feiras.

 

Colecção Bernard Prince – 8 – 9 – 10

Bernard Prince 8 931

Bernard Prince 9 932

Bernard Prince 10 933

Nota: para preenchermos um hiato, devido a problemas imprevistos, que nos forçaram a suspender durante algum tempo os nossos blogues, apresentamos em conjunto os três últimos artigos dados à estampa no jornal Público, sobre a excelente colecção de Bernard Prince, em 12 volumes, que surge às quartas-feiras nas bancas.

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