Alarme em Tule (a ameaça nuclear)

Nos anos 60 do século passado, o artigo que podem ler a seguir (reproduzido da revista Zorro nº 4, de 3 de Novembro de 1962), deu certamente muito que pensar, pois vivia-se em pleno clima de “guerra-fria” entre duas grandes potências: a União Soviética e os Estados Unidos da América.

Mas o mais trágico é que, 56 anos depois, esse clima ainda não se alterou, apesar da queda da União Soviética, e que os actuais dirigentes das referidas potências continuam a comportar-se como rivais e senhores do mundo, pouca confiança inspirando numa solução global para o desarmamento das ogivas nucleares — que, entretanto, proliferaram como cogumelos, por todo o planeta — e num futuro menos ameaçador para a humanidade.

Advertisements

Colecção Novela Gráfica IV – Vol. 6: “Uma Irmã” (por Bastien Vivès)

Artigo de João Miguel Lameiras, reproduzido do jornal Público, edição de 7 de Julho de 2018.

Image

Postais Ilustrados de outros tempos – 13

QUERES SABER COMO ÉS? VÊ O MÊS EM QUE NASCESTE…

Apresentamos hoje mais quatro postais desta interessante série juvenil, referentes aos meses de Julho/Agosto e que põem em destaque, com espírito humorístico, as qualidades dos rapazes e das raparigas nascidos em plena época estival.

As ilustrações, confiadas a dois grandes desenhadores da escola do Camarada, são a principal curiosidade destes pequenos “horóscopos”, editados pela Pórtico nos anos 1960 (mas sem data precisa), e que certamente fariam rir os jovens nascidos já no século XXI, se quisessem fazer uma viagem no tempo, comparando as suas aptidões e os seus hábitos com os de tão “remotos” antepassados. A evolução social e o progresso tecnológico criaram um fosso tão grande entre as gerações que tudo hoje parece diferente, mesmo que os seres humanos, na sua essência, pouco tenham mudado.

Nas ilustrações destes postais continua patente o virtuosismo de dois mestres das artes gráficas, cada um no seu género, desde o suave encanto do refinado e poético traço de Júlio Gil (cuja simplicidade parece uma luz que ilumina as suas figuras) ao recorte caricatural dos “bonecos” de Carlos Roque, em que a graça espontânea do seu estilo (filiada numa picaresca tradição do humor à portuguesa) se conjuga com o academismo harmonioso de certa escola belga — que lhe abriu as portas do êxito e da máxima consagração entre os seus pares europeus.

Colecção Novela Gráfica IV – Vol. 5: “O Farol – O Jogo Lúgubre” (por Paco Roca)

Artigo de João Miguel Lameiras, reproduzido do jornal Público, edição de 30/06/2018.

Uma nova exposição de pintura de Nina Govedarica

Nina Govedarica, artista de origem croata e esposa do saudoso Fernando Relvas, falecido em Novembro de 2017, inaugura no próximo sábado, dia 7 de Julho, às 17h00, uma nova exposição de pintura, com o título “Quietude”, na Livraria e Galeria Leituria, sita na Rua Dona Estefânia, 123-A, Lisboa.

À Nina, as nossas felicitações pela obra pictórica que tem realizado, com temas que despertam sempre a atenção, expondo-a ao público com frequência.

Colecção Novela Gráfica IV – Vol. 4: “Calipso” (por Cosey)

Artigo de João Miguel Lameiras, reproduzido do jornal Público, edição de 23 de Junho de 2018.

“O Iceberg” (conto de Orlando Marques)

Esta rubrica regressa, com mais um conto de Orlando Jorge Bertoldo Marques, um dos melhores colaboradores literários d’O Mosquito, que se estreou e formou na sua escola. Mais tarde, passou pel’O Pluto, pel’O Faísca, pelo Mundo de Aventuras (e por outras publicações da Agência Portuguesa de Revistas), terminando a sua carreira no Jornal do Cuto, na Colecção Shane e no Mundo de Aventuras (2ª série), onde deixou também indeléveis marcas do seu talento de novelista, apreciado por uma larga legião de leitores.

O conto que leram foi originalmente publicado na última fase da Coleção de Aventuras, uma revista “gémea” d’O Mosquito (no seu conteúdo e nos seus formatos), que teve vida breve (1940-1942), e foi ilustrado por Eduardo Teixeira Coelho, então no início da sua carreira, com um estilo muito diferente do que adoptou pouco tempo depois.

As páginas que reproduzimos saíram no Mundo de Aventuras nº 467 (2ª série), de 25 de Setembro de 1982, onde Orlando Marques publicou também muitos contos inéditos, ilustrados por outros desenhadores. O cabeçalho da página 2 foi desenhado por Catherine Labey.

Calendários Ilustrados – 6

Este mês, para preencher uma lamentável lacuna, pois faltam-nos algumas folhas (de Junho a Setembro) do calendário de 1957 que temos estado a apresentar, decidimos recorrer a outras ilustrações de Mário Costa (1902-1975), igualmente sobre temas portugueses, desta feita uma curta galeria (com mágoa nossa) de trajos da nobreza, usados em diversas épocas.

Julgamos que esses trabalhos foram publicados também pela Empresa Fabril do Norte nos seus calendários, pois Mário Costa tornou-se, durante a  década de 1950, um dos principais colaboradores desta empresa, que soube aliar a arte à propaganda comercial. Mas as ilustrações que temos são, infelizmente, isoladas, sem nenhuma data… e o próprio vendedor não soube elucidar-nos, embora seja provável que as tenha recortado de algum calendário.

Por isso, apresentamo-las a título, apenas, de curiosidade e como outro excelente exemplo da arte pictórica de Mário Costa, sem dúvida um dos maiores aguarelistas portugueses do século passado, cuja obra neste domínio permanece, ainda, quase ignorada dos que só o conhecem e admiram como colaborador de revistas juvenis, nomeadamente O Senhor Doutor e o Tic-Tac.

Colecção Novela Gráfica IV – Vol. 3: “O Fantasma de Gaudi”

Texto de João Miguel Lameiras, reproduzido do jornal Público, edição de 16 de Junho de 2018.

“O Tempo das Cerejas” (na voz de Yves Montand)

Como estamos em pleno tempo das cerejas, nada mais oportuno do que relembrar uma curiosidade musical…

“Le Temps des cerises” é uma canção cuja letra foi escrita, em 1866, por Jean Baptiste Clément e a música composta por Antoine Renard, em 1868. A canção é fortemente associada à Comuna de Paris de 1871, porque o autor foi um activista «communard» que combateu durante a Semana Sangrenta. Esta assinalou a derrota da Comuna.

Em 1882, Renard dedicou a canção a uma enfermeira desaparecida durante essa Semana Sangrenta: «À valente cidadã Luisa, condutora de ambulância da rua Fontaine-le-Roi, no domingo 28 de Maio de 1871».

A canção teve inúmeros intérpretes, dos quais se destacam Charles Trenet, Nana Mouskouri ou Yves Montand, cuja versão é aqui reproduzida:

Previous Older Entries

WordPress.com Apps

Apps for any screen

Le chat dans tous ses états - Gatos... gatinhos e gatarrões! de Catherine Labey

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

largodoscorreios

Largo dos Correios, Portalegre

almanaque silva

histórias da ilustração portuguesa