Exposição na BNP: “Os Primeiros 25 Anos da Agência Portuguesa de Revistas (1948-1973)”

Depois da grande exposição “100 Anos de Fascículos de Aventuras em Portugal”, que encerrou há pouco mais de uma semana, já se avizinha uma nova parceria entre a Biblioteca Nacional e o Clube Português de Banda Desenhada.

Assim, no mesmo espaço, graças ao empenho de João Manuel Mimoso, sócio do CPBD, vai estar patente, a partir do próximo dia 27 de Setembro, uma exposição dedicada à mítica editora Agência Portuguesa de Revistas, com um historial do que foi, nos seus primeiros 25 anos de existência (1948-1973), essa autêntica “fábrica de sonhos”, misto de unidade comercial e industrial, com oficinas e distribuição próprias, e cenáculo de lazer e de cultura livresca popular, que publicou também memoráveis colecções de cromos e fomentou a popularidade dos heróis da Banda Desenhada entre a juventude portuguesa, através de revistas emblemáticas como Mundo de Aventuras, Colecção Condor, Colecção Tigre, Condor Popular, Colecção Audácia, Ciclone e muitas outras.

Uma exposição e uma homenagem que já tardavam (pois a APR encerrou as suas portas há mais de 30 anos) e que agora terão, finalmente, lugar num espaço nobre, a Biblioteca Nacional, em Lisboa (Campo Grande). Parabéns aos seus organizadores!

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Novo colóquio na BNP sobre a história das colecções de cromos em Portugal

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Na próxima quinta-feira, dia 2 de Março, às 17h30, o Clube Português de Banda Desenhada, representado por Carlos Gonçalves e João Manuel Mimoso, realiza nova palestra no âmbito da exposição que se encontra patente na Biblioteca Nacional até ao dia 29 de Abril de 2017 — para recordar uma grande editora (não só na publicação de Revistas de Banda Desenhada como de Cadernetas de Cromos) e prestar também merecida homenagem a Carlos Alberto Santos, um grande desenhador, pintor, ilustrador e criador de magníficas colecções de cromos, que nos deixou recentemente.

Na Folha de Sala da BNP, que a seguir reproduzimos, podem ler um excelente artigo de João Manuel Mimoso sobre o tema desta exposição.

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Exposição na BNP: “100 Anos do Cromo Colecionável em Portugal”

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Colóquio inaugural da exposição “100 Anos do Cromo em Portugal”, no dia 1 de Fevereiro de 2017, às 17h45. Apresentação de Carlos Gonçalves, do Clube Português de Banda Desenhada, e intervenção de João Manuel Mimoso, historiando a origem e a evolução das colecções de cromos dos rebuçados e caramelos em Portugal e de alguns dos seus fabricantes, desde a década de 1920 até à de 1960.

Um colóquio posterior, a realizar em 2 de Março, abordará os “cromos- -surpresa” lançados pela Agência Portuguesa de Revistas, em 1952, e prestará homenagem ao grande artista e ilustrador, recentemente falecido, Carlos Alberto Santos.

A exposição será inaugurada às 19h00, após o encerramento do colóquio, ficando patente ao público até 29 de Abril de 2017.

Uma visita ao Museu na companhia de Tintin

Museu Hergé

Quem ainda não conhece o Museu Hergé, situado na localidade de Louvain-la-Neuve, a poucos quilómetros de Bruxelas, e for um incondicional admirador da obra do famoso autor belga e da sua maior criação, o incontornável e sempre jovem repórter Tintin, deve seguir o exemplo dos fiéis devotos do profeta Maomé, que pelo menos uma vez na vida cumprem o seu dever mais sagrado, fazendo uma peregrinação a Meca.

Mesmo que uma visita ao Museu não tenha a mesma importância para os “crentes” de Hergé, será certamente uma recordação inesquecível… e que lhes dará direito a ficar também com algumas “relíquias”, juntando-as a outros valiosos objectos da sua colecção.

Por cortesia de João Manuel Mimoso, um amigo que já realizou essa “peregrinação” (talvez mais do que uma vez!), mostramos-vos algumas das suas recordações, constituídas materialmente pelo folheto com a planta do local e o horário das visitas, e pelos bilhetes, curiosa e artisticamente estampados com pequenas vinhetas das histórias de Tintin.

Nenhum visitante do Museu Hergé cometerá, por certo, o “sacrilégio” de deitá-los fora… porque as “relíquias” conservam-se e veneram-se, mesmo que sejam simples rectângulos de papel!

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Homenagem a José Garcês (70 anos de carreira) na Biblioteca Nacional

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José Garcês (Biblioteca Nacional)

José Garcês – 70 anos de carreira artística

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Segundo informação de Carlos Gonçalves, membro da direcção do Clube Português de Banda Desenhada, a partir de 15 de Março, e na continuidade da comemoração dos 80 anos da revista O Mosquito, a exposição que se encontra na Biblioteca Nacional (Campo Grande) irá também homenagear o mestre José Garcês, pelos seus 70 anos de carreira na 9ª Arte, iniciada em 1946 nas páginas de O Mosquito. Uma mostra das suas obras, que encantaram, divertiram e instruíram várias gerações de leitores, tanto pela beleza estética como pelo valor pedagógico de muitas delas, estará patente ao público até 16 de Abril, naquela prestigiosa instituição cultural.

Por deferência do CPBD, apresentamos seguidamente algumas fotos dessa exposição, tiradas por João Manuel Mimoso. Entre os itens mostrados ao público destaca-se a imponente construção do Mosteiro da Batalha, montada propositadamente pelo seu autor, José Garcês, para figurar nesta merecida homenagem.

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Visita à Biblioteca Nacional (ou o apelo d’O Mosquito octogenário) num dia de inverno

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O frio, a chuva, os transportes (e até as muletas da Catherine), nada nos impediu de assistir às palestras sobre os 80 anos da mítica revista O Mosquito, realizadas na passada 4ª feira, 17 do corrente, no auditório da Biblioteca Nacional. Infelizmente, o caótico trânsito lisboeta (que piora sempre em dias de chuva) retardou a nossa chegada ao local e só assistimos à última parte da palestra de abertura, proferida por João Manuel Mimoso, sobre o tema 17 anos de capas d’O Mosquito, acompanhada pela projecção de diapositivos.

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Logo a seguir, o Professor António Martinó de Azevedo Coutinho falou do seu percurso no mundo das histórias aos quadradinhos — como se chamava, então, singelamente, a banda desenhada —, desde a sua infância, em Portalegre, e depois durante os seus anos de acção pedagógica, tanto no ensino primário como nos cursos secundário e superior.

A terminar, rendendo uma justa homenagem ao seu amigo Hélder Pacheco, outro insigne professor e homem de cultura, portuense de gema, leu de modo fascinante um texto inédito que prendeu a assistência, intitulado Há muito tempo, quando éramos pequenos, evocando memórias pessoais de Hélder Pacheco ligadas à mais popular revista infanto-juvenil de outros tempos, adorada por todos os garotos que já andavam na escola.

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Mestre José Ruy partilhou também connosco memórias vividas na redacção e nas oficinas d’O Mosquito, com o seu jeito descontraído, aberto e afável de comunicar, desfiando peripécias curiosas e factos que marcaram a relação entre os dois sonhadores e paladinos que criaram o “mito” mais duradouro da BD portuguesa: António Cardoso Lopes Jr. e Raul Correia, ambos residentes na Amadora, a cidade onde efectivamente nasceu O Mosquito e onde hoje funciona também a sede do Clube Português de Banda Desenhada, promotor desta iniciativa numa oportuna e louvável parceria com a Biblioteca Nacional.

Carlos Gonçalves, grande coleccionador (e conhecedot) das preciosidades que são as construções de armar e as separatas que muitas revistas infanto-juvenis publicaram ao longo da sua existência, mostrou reproduções digitais desses suplementos, assim como fotos de certas construções já montadas, como algumas peças do célebre Cortejo Real (construção publicada na revista O Senhor Doutor, que foi contemporânea d’O Mosquito).

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Depois de uma animada sessão de comentários, que prolongaram os temas das palestras durante mais meia-hora, todos nos dirigimos à sala onde a exposição comemorativa dos 80 anos d’O Mosquito, exposta em várias vitrines, foi apresentada e comentada pelos seus comissários, João Mimoso e Carlos Gonçalves. Nem mesmo a Catherine (embaraçada com as muletas) ficou para trás, tal era a sua ânsia de ver a exposição. Pena foi que o folheto alusivo a esta mostra já tivesse “voado”, como folhas secas num dia de vento…

Aqui reproduzimos algumas fotos da memorável sessão na Biblioteca Nacional, gentilmente cedidas pelo nosso amigo António Martinó Coutinho (autor do blogue de referência Largo dos Correios, onde poderão ler, na íntegra, o magnifico texto de Hélder Pacheco), tiradas por ele e pelo seu neto Manuel, o mais jovem elemento da assistência, brilhante estudante universitário e que denota possuir também excelentes dotes de fotógrafo. A ambos os nossos agradecimentos, com as mais afectuosas saudações “mosquiteiras”.

Nota: o texto de Hélder Pacheco e esta mesma reportagem, enriquecida com outras imagens dos temas apresentados por João Mimoso e Carlos Gonçalves, estão também patentes no blogue O Voo d’O Mosquito

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Amanhã: os 80 anos d’O Mosquito evocados na Biblioteca Nacional pelo CPBD

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Dia17: Palestras sobre “O Mosquito” na Biblioteca Nacional

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Na próxima 4ª feira, dia 17 de Fevereiro, às 17h00, realiza-se uma série de colóquios na Biblioteca Nacional (Campo Grande), que têm por tema o 80º aniversário da mais emblemática revista juvenil portuguesa, O Mosquito, com a intervenção de figuras bem conhecidas pela sua preponderante acção no meio bedéfilo, como José Ruy, António Martinó Coutinho, Carlos Gonçalves e João Manuel Mimoso, estes dois na qualidade de comissários da exposição organizada pelo Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), em parceria com a Biblioteca Nacional, onde estão patentes vários exemplares d’O Mosquito (1ª série), publicados entre 1936 e 1953, separatas com construções de armar (algumas já montadas), álbuns, suplementos como A Formiga, dedicado às raparigas, e outros ítens raros e curiosos.

A exposição pode ser visitada de 2ª feira a 6ª feira (9h30 – 19h30), e aos sábados (9h30 – 17h30), encerrando no final deste mês.

“O Mosquito” em foco com uma exposição na Biblioteca Nacional

O Mosquito na Biblioteca Nacional

Mais uma boa notícia que nos chega através do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD): o aniversário d’O Mosquito, que já foi alvo de diversas comemorações em Aveiro, Lisboa e Amadora — como é do conhecimento dos nossos leitores —, será também solene e mediaticamente celebrado no mais erudito santuário da cultura portuguesa, a Biblioteca Nacional, onde uma exposição com o título 80 Anos d’O Mosquito, comissariada por Carlos Gonçalves e João Manuel Mimoso, ambos membros do CPBD, será inaugurada já no próximo dia 26 de Janeiro, decorrendo até ao final de Fevereiro.

Com este tipo de consagração oficial, que confere a uma mítica revista de BD um estatuto ainda mais invejável entre os seus pares, nunca sonharam, com toda a certeza, os seus fundadores: Raul Correia (o Avozinho) e António Cardoso Lopes Jr. (o Tiotónio). Nem, muito menos, o seu numeroso público infanto-juvenil… que aprendeu com as histórias aos quadradinhos (de vários e talentosos autores) e a prosa do Avozinho (entre outras) a aumentar também a sua cultura!

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