Um rosto cinéfilo: Ingrid Bergman

Ingrid Bergman DN 1

Foi uma das “estrelas” mais brilhantes da era dourada de Hollywood (que trocou, nos anos 50, pelo cinema neo-realista de Roberto Rossellini, com quem viveu uma ardente relação), e no papel de Ilsa — a refugiada judia da 2ª Guerra Mundial que se apaixona por Rick (Humphrey Bogart), no clássico dos clássicos: Casablanca — ascendeu a um universo superior, onde as estrelas se transfiguram em criaturas mitológicas, cuja aura (de evanescente e sedutora fantasia) perdura para sempre.

No centenário do seu nascimento (29/8/1915), o prestigioso (e mais do que centenário) Diário de Notícias prestou homenagem à sua memória, dedicando-lhe um excelente artigo do crítico João Lopes e outras matérias — que seguidamente reproduzimos, com a devida vénia aos autores e ao venerável diário de grande informação.

Ingrid Bergman DN 2

 

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120 anos de cinema Gaumont – 7

Gaumont público 7

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Homenagem a José Garcês em Viseu

Estará patente, a partir de amanhã, no Espaço EDP, da Feira de S. Mateus, a exposição Viriato na Banda Desenhada, cuja estreia teve lugar em Moura, no passado mês de Julho, com o patrocínio da respectiva autarquia e da Inovinter — como este blogue oportunamente informou.

Viriato - Cavaleiro Andante.Organizado desta vez pelo GICAV (Grupo de Intervenção Cultural e Artística de Viseu), o evento contará com a presença de mestre José Garcês, autor de inúmeras obras de Banda Desenhada de cunho histórico, entre elas uma memorável e clássica evocação dos lendários feitos de Viriato, publicada no Cavaleiro Andante em 1952/53, que o GICAV, aproveitando esta oportunidade, decidiu recuperar em álbum, com as cores e o texto com que saiu origi- nalmente naquela revista.

José Garcês será também alvo de uma merecida homenagem realizada no mesmo dia, após a inauguração da mostra, recebendo, durante essa cerimónia, o Prémio Especial Anim’Arte BD (GICAV) 2015.

Quem estiver interessado em visitar a exposição Viriato na Banda Desenhada — comissariada por Luiz Beira e constituída por dezena e meia de painéis em que se podem apreciar diversas versões da história de Viriato em BD, por desenhistas como José Garcês, Victor Mesquita, Baptista Mendes, Artur Correia ou Eugénio Silva, entre outros —, poderá fazê-lo até ao dia 13 de Setembro, período em que decorre ainda a animada e tradicional feira de S. Mateus, na bela e histórica cidade de Viseu.

Colecção “Os Piores Inimigos de Ric Hochet” – 11 e 12

Ric Hochet - Relevez le gant! 467

1959 foi o ano em que o jovem repórter do La Rafale deu mais um passo importante (e decisivo) na sua carreira — até aí limitada, como já referimos, a curtos e esporádicos episódios completos —, tornando-se titular, no Tintin belga, de uma sensacional novidade: uma rubrica com o título Relevez le gant!, constituída por uma série de problemas policiais cuja decifração desafiava, na melhor tradição de Agatha Christie e Hercule Poirot, a argúcia e as faculdades dedutivas dos leitores.

Alguns desses casos, em que Ric Hochet estava sempre acompanhado pelo inspector Bourdon, foram também publicados no semanário O Falcão (1ª série), que chegou mesmo a instituir um concurso, com regulamento, destinado aos jovens sherlocks portugueses. E foi também n’O Falcão (nº 60, de 4/2/1960) que apareceu uma das primeiras histórias curtas de Ric Hochet, cujo título Ric Hochet e a “Sombra” (Ric Hochet contre l’Ombre) já prenun- ciava o ambiente dos próximos episódios da série.

Ric Hochet - Aceite o desafio + O Sombra

Pormenor curioso: enquanto que no Cavaleiro Andante e no Zorro o jovem repórter criminologista foi baptizado com os portuguesíssimos nomes de João Nuno e Mário João (embora vivesse na Cidade-Luz, trabalhando para um jornal parisiense), n’O Falcão manteve o seu próprio nome, o que prova que a censura nada teve a ver com essa mudança de identidade.

Em 1962, Ric Hochet foi ainda protagonista de uma longa novela de mistério com o título Monsieur X frappe à minuit, cujo texto tinha também a assinatura de André-Paul Duchâteau, o argumentista que se tornou o parceiro ideal de Tibet quando a sua nova criação começou finalmente a aparecer em histórias de “longa metragem”, conquistando, em pouco tempo, o estatuto de grande vedeta do jornal Tintin.

A título de curiosidade mostramos duas páginas dessa novela, ilustrada por Tibet, tal como foi publicada no Zorro, a partir do nº 33 (25/5/1963), com um título semelhante: O sr. X ataca à meia-noite. Tempo depois, o destemido e arguto “Mário João” transitou para as histórias aos quadradinhos, vivendo três novas aventuras que o tornaram ainda mais popular entre os leitores da revista, muitos dos quais desconheciam o seu verdadeiro nome.

Ric Hochet - Sr. X

Na época anterior à consagração de Ric Hochet (que só chegou tardiamente, depois de um longo caminho, como já vimos), Tibet estava ainda “colado” à imagem de Chick Bill, o seu personagem de maior êxito, ao ponto de aparecer vestido de cowboy numa curiosa pantomina em que vários colaboradores do Tintin assumiam a aparência dos heróis que lhes tinham dado justa fama, “disfarçados” com a sua habitual indumentária.

Essa página, que a seguir apresentamos, foi publicada no nº 12 (14º ano), de 25/3/1959, e nela podemos reconhecer as veras efígies de alguns dos mais populares autores da BD franco-belga, fazendo honrosa companhia a Tibet.

Ric Hochet - Tintin 12

Reproduzimos seguidamente, com a devida vénia, os textos de apresentação inseridos no jornal Público de 7 e 14 de Agosto p.p., referentes aos dois últimos volumes da colecção “Os Piores Inimigos de Ric Hochet”, que brindou os apreciadores desta série (entre os quais nos incluímos) com algumas aventuras inéditas do dinâmico repórter detective.

Ric Hochet - público 11

Ric Hochet - público 12

O cinema regressou a Cascais

Cinéma Cascais - público 1 e 2

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Memórias do Holocausto – 3

Holocausto -  público 3

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Os livros que guardo na memória – 4

Título D Filipa

a-conquista-de-ceuta-ca-104Em 25 de Julho de 1415, teve início a epopeia das conquistas e dos descobrimentos portu- gueses, com uma grande expe- dição militar chefiada por el-rei D. João I e pelo condestável D. Nuno Álvares Pereira, cujo objectivo era desferir um rude golpe nas possessões islâ- micas do Norte de África, arrebatando aos Mouros a rica e estratégica cidade de Ceuta.

Nessa heróica empresa, que culminou com a conquista da praça-forte um mês depois, em 22 de Agosto desse ano da graça de 1415, distinguiram-se, pela sua energia, capacidade de comando e bravura em com- bate, os jovens infantes D. Henrique e D. Duarte, o primeiro dos quais estava fadado para reger os destinos da escola de Sagres, a melhor escola de marinharia do mundo, e o segundo para suceder no trono ao Rei de Boa Memória. Tanto eles como seu irmão D. Pedro foram armados cavaleiros pelo próprio pai, na mesquita de Ceuta consagrada, desde esse dia, à fé cristã.

Mário Domingues - CeutaRecordando esta efeméride, tão im- portante na história da expansão marí- tima e colonial portuguesa dos séculos XV e XVI, retirámos dos arquivos do passado uma página magnificamente ilustrada por mestre José Garcês, que o Cavaleiro Andante — muito receptivo, nessa época, aos trabalhos de inspiração (e exaltação) patriótica, em que Garcês, por mérito e experiência, já era um autor consagrado —, deu à estampa no nº 104, de 26 de Dezembro de 1953.

Um dos episódios mais marcantes, mas talvez menos recordados, hoje em dia, dessa histórica epopeia, é o que revela a profunda afeição que D. Filipa de Lencastre — a rainha e mãe de virtuosos dotes,  que muito contribuiu para o bom nome e o exemplar reinado de D. João I — sentia pelos seus filhos, a quem quis entregar as espadas de cavaleiros antes da partida para Ceuta, apesar de ter caído ao leito, gravemente enferma.

Mário Domingues, um popular escritor do século XX, que produziu vários romances históricos com biografias de reis, príncipes, cavaleiros, navegadores, poetas, sacerdotes, estadistas, passando em revista os períodos mais gloriosos, mas também os mais obscuros da nossa monarquia, evocou este lendário episódio num capítulo do livro “Grandes Momentos da História de Portugal”, editado em 1962 pela F.N.A.T. (Federação Nacional para a Alegria no Trabalho).

Filipa de Lancastre, Garcês 455Vítima da peste que grassava em Lisboa e adivinhando que o seu fim estava próximo, D. Filipa quis dar o primeiro sinal aos seus filhos do glorioso futuro que os esperava, para bem do reino de Portugal, recomen- dando a Duarte, o primogénito e herdeiro do trono, que defendesse com toda a energia os seus súbditos, zelando pelo cumprimento do direito e da justiça, a Pedro que estivesse sempre ao serviço das donas e das donzelas, e a Henrique, o mais novo dos três mancebos, mas também o mais audaz e sonhador, que protegesse “os cavaleiros fidalgos e escudeiros do reino, fazendo-lhes todas as mercês a que, por razão, tivessem direito”.

Depois, entregou aos filhos as três espadas que mandara forjar para aquele momento solene e com as quais seriam armados cavaleiros pelo rei, seu pai, na mesquita de Ceuta, após a conquista que transformou esta cidade no primeiro baluarte cristão do norte de África.

tira de Flipa a entregar espadas aos filhos

José Garcês retratou a mesma cena num livro dedicado a D. Filipa de Lencastre (Edições Asa, 1987) e numa magnífica biografia aos quadradinhos do Infante D. Henrique, publicada no Camarada (2ª série), entre os nºs 8 e 25 do 3º ano (1960), com texto de António Manuel Couto Viana.

Mais sucintamente, representou-a também no 2º volume da sua História de Portugal em BD, relevante projecto nascido de uma parceria com o historiador António do Carmo Reis e patrocinado pela Asa, que lhe consagrou sucessivas edições, com retumbante êxito, a partir de 1985.

Aproveitamos esta ocasião para desejar a mestre José Garcês, que celebrou em 23 de Julho o seu 87º aniversário, as maiores felicidades, associando-nos a todos os seus admiradores e amigos que ainda recordam os belos momentos que passaram a ler as suas histórias.

Ceuta, cidade rica.

Sobre esta época da nossa História, primeira etapa da expansão ultramarina e das conquistas de praças-fortes aos Mouros, que era mister combater por causa da sua religião e do comércio de especiarias com o Levante, há três livros que registei também na memória e que se lêem como autênticos romances de aventuras:

Lanças n’África e Sangue Português, antologias de contos de Henrique Lopes de Mendonça — um dos mais destacados romancistas históricos do século passado e autor da letra do Hino Nacional —, e Os Portugueses em Marrocos, da escritora inglesa Elaine Sanceau, que viveu muito tempo no nosso país e dedicou várias obras aos descobrimentos e ao império colonial português, sendo, por isso, muito elogiada (e condecorada) por Salazar.

lanças-em África-e cia

Mário Domingues (1899-1977), Elaine Sanceau (1896-1978) e Henrique Lopes de Mendonça (1856-1931) são três prolíficos e notáveis autores que merecem ocupar um lugar de honra no galarim dos melhores romancistas históricos portugueses e cujas obras, guardadas religiosamente na nossa biblioteca, figuram hoje nesta Montra dos Livros.

 

120 anos de cinema Gaumont – 6

Gaumont público 6

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Petzi e os seus amigos – 3

 

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Memórias do Holocausto – 2

HOLOCAUSTO 2

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