Debbie Reynolds: a “menina bonita” de Hollywood também partiu

(Para ler o texto, ampliar a imagem em toda a sua extensão, clicando duas vezes sobre a mesma).

O regresso dos Túnicas Azuis – 8º volume: “O Submarino David”

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Uma excelente colecção, numa nova parceria Público/Asa, com 15 episódios (9 deles inéditos), em volumes cartonados e a preço módico, de uma das mais famosas séries humorísticas belgas, que os amantes do western não devem perder.

Carrie Fisher: a repentina despedida da Princesa Leia

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O regresso de Blake e Mortimer

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Artigos de João Céu e Silva e Pedro Cleto, reproduzidos, com a devida vénia, do Diário de Notícias (11/12/2016) e do Jornal de Notícias (14/12/2016), sobre o lançamento de um novo álbum da mítica série criada em 1946 por Edgar P. Jacobs, no Tintin belga, álbum esse com o título “O Testamento de William S.” — texto de Yves Sente e desenhos de André Juillard –,  já disponível também, em versão portuguesa, pelas Edições Asa.

Blake e Mortimer investigam o enigma de William Shakespeare, numa intrigante aventura policial em que o seu velho inimigo, o coronel Olrik, continua a seguir-lhes os passos… 

Os Homens e a História – 4

Uma história verdadeira de Natal

“Napoleão foi grande”, escreveu Tolstoi em Guerra e Paz, “porque se colocou acima da revolução, esmagou os abusos e conservou tudo o que ela tinha de bom, a emancipação dos preconceitos, a igualdade dos cidadãos, a liberdade da imprensa e da palavra”.

conde-de-lavaletteMas Napoleão foi grande, também, porque os seus amigos nunca o abandonaram. Homens como o conde Antoine-Marie Chamans de Lavalette (1769-1830), seu conselheiro e ajudante de campo, de quem ele diria mais tarde: “é a honra, a probidade e a rectidão em pessoa”, foram-lhe sempre dedicados, do princípio ao fim da grande epopeia napoleónica.

Depois da derrota, na batalha de Waterloo, esses fiéis amigos do imperador pagaram com a vida o seu juramento de lealdade. Lavalette, condenado à guilhotina, conseguiu evadir-se, nas vésperas do Natal de 1815. Essa rocambolesca evasão já a contámos aos leitores do Mundo de Aventuras, no número especial de Natal (1975) desta revista, de onde o artigo seguinte, com ilustrações de Baptista Mendes, foi reproduzido.

Lavalette era de origem humilde. Mas, na época do Império, qualquer pessoa podia ascender às posições mais honrosas, mesmo alguém que fora um simples soldado da Guarda Nacional, quando a revolução contra a monarquia mergulhou a França num mar de sangue. Vinte anos depois, em recompensa dos valiosos serviços prestados à pátria (e a Napoleão), já era par de França. O obscuro guarda-nacional, nascido numa humilde família de operários, galgou em tão pouco tempo os mais altos degraus da hierarquia social.

napoleao-a-cavaloMas a “águia” napoleónica estava prestes a ensaiar o seu último voo… Waterloo, o fim de todos os sonhos de grandeza. Napoleão tinha um encontro marcado com a fatalidade numa pequena ilha do Atlântico: Santa Helena. Nenhum dos seus partidários, porém, traiu a palavra dada. Labédoyère e Ney, que se lhe juntaram durante a marcha triunfal para Paris, foram fuzilados, e Lavalette, que fora o principal artífice da sua evasão do primeiro exílio, na ilha de Elba, viu suspender-se sobre ele o sangrento cutelo da guilhotina.

Preso numa cela da Conciergerie, sabia que também tinha os dias contados. Debalde sua mulher implorou o perdão do rei. Todos os ouvidos se fecharam às súplicas da nobre dama. Depois, foi a fuga de Lavalette, em circunstâncias extraordinárias, ajudado por alguns homens de origens e crenças políticas diferentes, que o milagre da fraternidade (ou seria de Natal?) uniu no esquecimento dos seus ódios e rivalidades.  

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Texto de Jorge Magalhães ◊ Ilustrações de Baptista Mendes

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Concurso dos 12 Meses (Diabrete) – 7

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A página que hoje apresentamos de um dos mais populares concursos realizados pelo Diabrete, com ilustrações de José Cambraia e duas quadras que contêm uma espécie de adivinha sobre o nome de cada mês, que era preciso escrever numa legenda em rodapé — tarefa bastante fácil, aliás, mesmo sem ler os versos, graças à inspiração artística e às alegres imagens de Cambraia —, esta página, dizíamos nós, merecia ter sido publicada na solene e festiva data que o seu conteúdo evoca: a noite da Consoada, das grandes reuniões familiares, dos risos, do prazer e da emoção infantil, na expectativa de que o Pai Natal desça outra vez, noite alta, pela chaminé, com o seu saco carregado de prendas. Um ente real, na mente das crianças, mas “invisível”, que nunca se deixa surpreender durante o cumprimento da sua nobre missão, na noite mais bela do ano.

Em vez disso, esta página saiu no Diabrete nº 804, de 14 de Março de 1951, muitos meses antes da data tão ansiada, apenas como mais uma etapa de um concurso que também estava recheado de presentes (ou prémios) valiosos. Tantos anos depois, quis o nosso blogue dar-lhe o lugar que merece, apresentando-a nesta noite tão especial, com a fé de que alguns jovens desse tempo (hoje, já de cabelos brancos e rodeados de filhos e netos) que nos honrarem com a sua companhia, não tenham ainda esquecido o Diabrete nem, quiçá, o grandioso Concurso dos 12 Meses (desdobrado em três), que tanto alvoroço provocou entre os milhares de leitores do maior “camaradão” da juventude portuguesa.

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O regresso dos Túnicas Azuis – 7º volume: “O Frade”

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Um rosto cinéfilo: Michèle Morgan

MICHÈLE MORGAN (1920-2016)

Foto publicada em separata na revista juvenil Flecha nº 2, de 4 de Novembro de 1954.

Uma das mais populares actrizes da época dourada do cinema francês (anos 1940-50), que ganhou fama mundial em filmes como Cais das Brumas (com Jean Gabin), Joana de Paris (com Paul Henreid), Passagem para Marselha (com Humphrey Bogart), Sinfonia Pastoral (prémio de melhor actriz no Festival de Cannes), O Ídolo Caído (com Ralph Richardson), Fabíola (com Henri Vidal, seu segundo marido) e As Grandes Manobras (com Gérard Philipe).

Era dona de um sorriso irresistível e conservou sempre o predicado que a tornou única na história do cinema: os olhos azuis esverdeados mais belos do mundo… consagração que lhe adveio da célebre frase de Gabin, em Cais das Brumas: “Tens uns belos olhos, sabes…”.

Na manhã de ontem, 21 de Dezembro, esses olhos “puros e sedutores”, num rosto de radiosa beleza, fecharam-se para sempre. Excepto nas imagens dos seus filmes, onde continuarão a encantar e a seduzir, como um vívido reflexo de eternidade, enquanto o fascínio e a magia da 7ª Arte não desaparecerem do imaginário colectivo.

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Espírito natalício

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Neil Gaiman, o autor que resgatou o Sonho na BD – 6 (fim)

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