Caprioli em exposição no Clube Português de Banda Desenhada

Chega finalmente à Amadora a grande exposição comemorativa do centenário de Franco Caprioli, que esteve patente em Moura e em Viseu, no ano de 2012, comissariada por Luiz Beira e Carlos Rico. Pela mesma altura, foram editados um fanzine e um e-book, por iniciativa, respectivamente, da Câmara Municipal de Moura e do Gicav de Viseu, principais organizadores deste memorável evento, que contou também com a colaboração de Fulvia Caprioli.

Se aprecia a obra do grande mestre italiano, com notável difusão em Portugal, desde os anos 1950 (no saudoso Cavaleiro Andante e noutras revistas, mas também em álbuns com as suas últimas obras), não perca esta mostra, amigo leitor. A inauguração será no próximo sábado, dia 20 de Outubro, pelas 16h00, na sede do Clube Português de Banda Desenhada.

À venda no local estará também, para os interessados, o referido fanzine, com o mesmo título da exposição, editado pela Câmara Municipal de Moura — texto de Jorge Magalhães, ilustrado com imagens de revistas portuguesas e estrangeiras, reproduzidas da sua colecção —, e que nesse mesmo ano de 2012 foi nomeado para os Prémios Nacionais de Banda Desenhada do Amadora BD.

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“José Coelho – O músico autodidata”: um novo trabalho de Carlos Rico

Como reza o convite que reproduzimos com todo o gosto (embora não possamos estar presentes, por motivo de força maior), no próximo sábado, dia 1 de Abril, às 15h30, na Feira do Livro de Moura, será feito o lançamento do novo álbum de banda desenhada de Carlos Rico, com a biografia de um mourense de eleição: José Coelho, músico e compositor cuja obra mais conhecida é o Hino a N.ª S.ª do Carmo, tocado em todos os pontos do país (e não só).

A edição é da Câmara Municipal de Moura. A seguir ao lançamento, haverá um concerto com a Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense “Os Amarelos”. E, à noite, outro concerto com os “Virgem Suta”. Um programa aliciante, que merece a vossa presença. Muitos parabéns, amigo Carlos Rico! E parabéns também à autarquia de Moura (e ao seu Presidente), por não desistir da BD!

Exposições sobre Jijé e Vandersteen no Clube Português de Banda Desenhada

No próximo dia 18 de Março, o CPBD realiza mais um evento que certamente ficará para a sua história, inaugurando simultaneamente três exposições: a primeira sobre o Cavaleiro Andante (como já aqui foi anunciado), e as restantes em homenagem a dois grandes nomes da BD franco-belga, Joseph Gillain (Jijé) e Willy Vandersteen — numa parceria com o Gicav, de Viseu, e a Câmara Municipal de Moura, entidades que patrocinaram, em anos recentes, exposições sobre estes autores, cuja obra é bastante conhecida em Portugal.

A  preceder a abertura destas exposições, que ocupam três salas do CPBD, haverá um colóquio, às 16hoo — subordinado ao tema “Jijé, um artista sempre presente” —, com a participação de um destacado membro do clã Jijé, o seu neto Romain Gillain, que vive há muitos anos no nosso país e, por isso, domina perfeitamente a língua portuguesa.

Alexandre Herculano e Eça de Queiroz na Banda Desenhada (por Luiz Beira)

Completando a informação já publicada neste blogue sobre as exposições patentes no Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), desde 30 de Abril p.p. — e que versam o tema Alexandre Herculano e Eça de Queiroz na Banda Desenhada, numa digna parceria com a Câmara Municipal de Moura e o Gicav (de Viseu) —, apresentamos em seguida duas breves monografias alusivas, da autoria de Luiz Beira, um dos comissários (e autor principal) dessas mostras, cujo acervo reúne algumas notáveis criações de desenhadores portugueses e brasileiros inspiradas na obra de dois dos maiores vultos da nossa Literatura.

ALEXANDRE HERCULANO

Alexandre HerculanoAlexandre Herculano (1810-1877)

Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo, nascido em Lisboa a 28 de Março de 1810 e falecido na sua Quinta de Vale de Lobos (Santarém) a 18 de Setembro de 1877, foi (e é) um dos maiores vultos da cultura de Portugal. A 6 de Novembro de 1888, os seus restos mortais foram transladados para a Sala do Capítulo do Mosteiro dos Jerónimos.

Escritor, poeta, político, historiador, jornalista, ensaísta e dramatur- go, notoriamente anti-clerical, combateu (tal como Almeida Garrett) sob o comando de D. Pedro IV, pela libertação nacional do absolutismo de D. Miguel.

Alexandre Herculano (busto)Chegou a ser deputado e foi preceptor do futuro rei D. Pedro V. Tal como Garrett, é um dos escritores que introduz o Roman- tismo na literatura portuguesa. Por sua vez, também introduziu a historiografia cientí- fica em Portugal, donde as suas magníficas e volumosas obras “História de Portugal”, “História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal” e a compilação de “Portugalie Monumenta Historica”.

A 1 de Maio de 1867, casou com Mariana Hermínia de Meira, de quem não houve descendência. Nesse mesmo ano, farto da podridão política e do ambiente da sociedade lisboeta, retirou-se para a sua quinta em Vale de Lobos (Azóia de Baixo, Santarém), onde, embora continuando a escrever, se dedicou essencialmente à agricultura e à produção do famoso “Azeite Herculano”.

Escreveu Poesia (“A Harpa do Crente” e “Poesias”), Teatro (“O Fronteiro de África” e “Os Infantes de Ceuta”), Romance (“O Pároco da Aldeia” e “O Galego”) e notáveis romances históricos (“O Bobo”, “Eurico, o Presbítero”, “O Monge de Cister” e “Lendas e Narrativas”).

“O Bobo” foi, até agora, o único texto seu adaptado (mediocremente) ao Cinema, em 1987, por José Álvaro Morais. Em 2011, em data  colada (2010) ao segundo centenário do seu nascimento, Moura e Viseu organizaram, em conjunto, uma exposição evocativa versando as adaptações dos seus textos à 9.ª Arte.

É precisamente a Banda Desenhada que bem o tem honrado, a saber:

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“O BOBO”, uma adaptação de José Ruy, numa primeira versão publicada no “Cavaleiro Andante” (1956), com legendas didascálicas, teve uma segunda versão publicada em álbum, três décadas depois, completamente redesenhada e já com a inclusão de balões: “O BOBO”, por José Ruy (“Editorial Notícias”, 1986).

“A ABÓBADA” foi adaptada por Fernando Bento para o “Cavaleiro Andante”, em 1955. A revista “Anim’arte”, com o patrocínio do Gicav (Viseu), republicou recentemente esta obra, sob a forma de separata.

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José Batista (Jobat) adaptou também “A Abóbada”, mas sob o título “O Voto de Afonso Domingues” (“Mundo de Aventuras”, 1958). No início dos anos 80, Eduardo Homem e Victor Mesquita criaram uma terceira versão, publicada a duas cores no extinto jornal “Kalkitos” (1980), mas que ficou incompleta.

“A MORTE DO LIDADOR” é das obras de Herculano que mais vezes foi adaptada à banda desenhada. O primeiro autor a fazê-lo foi Eduardo Teixeira Coelho (“O Mosquito”, 1950).

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Seguiu-se a versão de José Garcês (“O Falcão”, 1ª. série, 1960). Baptista Mendes também adaptou esta narrativa (embora com o título “O Último Combate”) na revista “Camarada”, 2ª série (1965), assim como José Pires, que publicou, em 1987, no “Tintin” belga, uma versão a cores. Anos mais tarde, recoloriu e retocou essas pranchas para serem publicadas no semanário “Alentejo Popular”, de Beja, 2011.

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De “EURICO, O PRESBÍTERO” temos uma notável adaptação de José Garcês, publicada na revista “Modas & Bordados”, em 1955-56. Foi mais tarde reeditada em álbum pelas Edições Futura, na “Antologia da BD Portuguesa” (1983).

“A DAMA PÉ-DE-CABRA” é outra obra de Herculano que tem despertado o interesse dos autores portugueses. Tal é o caso de José Garcês na revista “Tintin” (1980),  de Jorge Magalhães e Augusto Trigo (que incluíram esta versão numa excelente colecção de álbuns editados pela Asa – “Lendas de Portugal em Banda Desenhada”, 2.º volume, 1989 – que, lamentavelmente, não passou do terceiro tomo), e de José Pires, que chegou a apresentar um projecto às Edições Lombard para publicar esta narrativa, infelizmente recusado pela editora belga. O texto ficaria a cargo do argumentista Benoît Despas.

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“O MONGE DE CISTER”, pelo brasileiro Eduardo Barbosa, é a única adaptação à BD – que saibamos – de uma obra de Herculano realizada por um autor estrangeiro.  Foi publicada na revista “Edição Maravilhosa” nº 80 (1954), com capa de António Euzébio.

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José Antunes adaptou para o “Camarada”, 2ª série (1961) “O CASTELO DE FARIA”, embora com o título “Nuno Gonçalves”, história mais tarde reeditada no n.º 5 dos “Cadernos Moura BD” que lhe foi dedicado, em 2004. Por sua vez, Carlos Baptista Mendes publicou no “Jornal do Exército” (1976) uma biografia de Alexandre Herculano, em duas pranchas.
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Por fim, deixamos aqui referência a uma pequena biografia de Alexandre Herculano, com texto e desenhos de José Ruy, cujo propósito seria o de ser incluída numa reedição do álbum “O Bobo”. O projeto, contudo, não passou da fase de esboço. 

Não faltam, pois, belas seduções, ao menos pela facilidade ilustrativa da Banda Desenhada, para que se conheça, sobretudo da parte das novas gerações, a beleza e o vigor da obra de Alexandre Herculano.

(Agradecemos a Baptista Mendes, José Ruy, José Pires, Carlos Gonçalves e Jorge Magalhães por nos terem facultado algumas das imagens que ilustram este texto).

EÇA DE QUEIROZEça de Queirós (1871)

Eça de Queiroz (1845 – 1900)

Escritor mundialmente conhecido, traduzido e lido, muitas vezes tão inteligentemente mordaz, José Maria Eça de Queiroz nasceu a 25 de Novembro de 1845, na Póvoa de Varzim, e faleceu aos 54 anos, em Paris, a 16 de Agosto de 1900. Romancista, cronista e poeta, teve cargos políticos, como o de embaixador no Brasil, Cuba e Inglaterra. Algumas das suas obras têm sido adaptadas ao Cinema, ao Teatro e à Televisão, mormente em Portugal, Brasil e México. E pela Banda Desenhada? Pois, pela admirável 9.ª Arte, aqui vai “tudo” o que conseguimos apurar:

O grande mestre português Eduardo Teixeira Coelho (que, muitas vezes, assinou apenas como ETC as iniciais do seu nome), foi o que mais adaptou textos de Eça: “A Aia”, “A Torre de D. Ramires”, “O Defunto”, “O Suave Milagre”, “O Tesouro” e “São Cristóvam” (esta, para nossa tristeza, ficou incompleta). As completas foram também editadas no Brasil, com capas do também nosso e saudoso Jayme Cortez.

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Algumas destas versões estreadas na revista “O Mosquito” foram reeditadas em álbum pela Futura e pela Vega. Com edição da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, foi editado o álbum “O Defunto”, com grafismo de José Morim.

Também em Portugal, Joaquim Oliveira Ribeiro arrojou-se (e bem) a adaptar “O Primo Basílio” (que ainda não terminou, por razões de saúde), e Eugénio Silva, mal terminou a biografia de “José do Telhado”, logo encetou a adaptação do conto queiroziano “A Perfeição”.

O chinês e a cobra

Ainda em Portugal, José Manuel Saraiva adaptou o conto “Singularidades de uma Rapariga Loira” e Baptista Mendes, em duas pranchas, desenhou “O Chinês e a Cobra” (texto extraído de “Cartas Familiares”), que foram publicadas no “Jornal do Exército”,  em 1979.

É do Brasil que nos chegam exemplos de outros textos de Eça de Queiroz na BD, às vezes conotados com a Argentina e a Itália. Assim, temos: “A Relíquia” (Ed. Conrad), numa espantosa e ousada adaptação, com o grafismo de Francisco Marcatti, e “O Tesouro” (não publicado, existindo apenas na Internet), por Luiz Marcelo

Nos anos 50, a revista brasileira de Banda Desenhada “Romance Ilustrado”, editou no n.º 6  “A Ilustre Casa de Ramires”, que supomos seja do italiano (ou italo-brasileiro) C. Raineri. Outra glória que nos chegou de além-Atlântico, é a muito interessante versão de “O Mandarim” publicada no n.º 1 da brasileira “Revista Ilustrada”, em 1956, com grafismo do argentino Enrique Vieytes  e capa do falecido ilustrador brasileiro Aylton Thomaz.

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E pronto, já são muitos, belos e emotivos exemplos em que a Banda Desenhada honrou o nosso grande e atento escritor.

(Registamos aqui o nosso agradecimento sincero a quem nos apoiou nesta pesquisa: Dr. Juarez Antonio Leoni (Brasil), Drª. Armanda Patrício (irmã de Joaquim Ribeiro), Carlos Gonçalves, Jorge Magalhães, José Manuel Vilela, Leonardo De Sá, Baptista Mendes e Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. Muito e muito obrigado).

Nota: Ao agradecermos a colaboração prestada pelo Clube Português de Banda Desenhada ao nosso blogue, queremos sublinhar, mais uma vez, as várias iniciativas em que o nome d’O Mosquito tem estado em foco — relacionadas com a comemoração do seu 80º aniversário — e a meritória tarefa em que o CPBD, apesar dos seus ainda escassos recursos financeiros, se tem empenhado activamente nos últimos meses, desde a mudança da sua sede para a Amadora e a actualização dos seus estatutos, agora mais conformes com os ambiciosos projectos que já começou a pôr em prática nesta renovada fase da sua existência, prestes a completar quatro décadas ao serviço da BD, da cultura e da juventude portuguesas.

Duas novas exposições do Clube Português de Banda Desenhada

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Como tínhamos prometido, aqui ficam mais algumas fotos das duas exposições patentes desde 30 de Abril p.p. (data da sua inauguração), na sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), aberta ao público todos os sábados, das 14h00 às 18h30, e que poderão ser vistas até ao final deste mês.

Estas fotos foram-nos enviadas pelo nosso bom amigo e colega da blogosfera (criador do excelente blogue Largo dos Correios), Professor António Martinó, a quem voltamos a agradecer a colaboração e generosidade sempre manifestadas no momento oportuno.

Bem haja, amigo Martinó!

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Nesta reportagem, feita antes da inauguração oficial, podem apreciar-se com mais nitidez (ampliando as imagens) os painéis das referidas exposições, dedicadas ao tema Eça de Queiroz e Alexandre Herculano na Banda Desenhada, cuja apresentação honra a parceria entre o CPBD e o GICAV. Aliás, as duas mostras estiveram também patentes em Moura, onde teve início o seu périplo, e em Viseu.

Nelas figuram trabalhos de vários autores portugueses e brasileiros, baseados em obras dos dois grandes escritores do século XIX — entre os quais se destacam, naturalmente, as magníficas pranchas de Eduardo Teixeira Coelho (ETC), publicadas n’O Mosquito entre 1950 e 1953.

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Eis seguidamente a relação dos trabalhos expostos e respectivos autores artísticos e literários. Recordamos que estas exposições foram comissariadas por Carlos Rico e Luiz Beira, que nessa qualidade presidiram à cerimónia de inauguração realizada na sede do CPBD no final de Abril, conforme noticiámos no blogue O Voo d’O Mosquito.

ALEXANDRE HERCULANO

A Morte do Lidador” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
A Abóbada” – por Victor Mesquita/A Abóbada” – por Fernando Bento
O Monge de Cister” – por Eduardo Barbosa (brasileiro)
O Voto de Afonso Domingues” – por Jobat (José Baptista)
Eurico o Presbítero” – por José Garcês
Nuno Gonçalves”  – por José Antunes
O Último Combate” – por Baptista Mendes
Alexandre Herculano” (biografia) – por Baptista Mendes
Alexandre Herculano” (biografia) – por José Ruy
O Bobo” – por José Ruy
A Morte do Lidador” – por José Pires/”A Morte do Lidador” – por José Garcês
A Dama Pé-de-Cabra” – por José Pires/A Dama Pé-de-Cabra” – por Augusto Trigo, adaptação literária de Jorge Magalhães

EÇA DE QUEIROZ

A Ilustre Casa de Ramires” – por C. Raineri (brasileiro)
A Torre de D. Ramires” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
A Aia” –  por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
S. Cristóvam” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
O Suave Milagre” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
O Defunto” – por José Morim/”O Defunto” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC
José Matias” – por José Manuel Saraiva
A Relíquia” – por Francisco Marcatti (brasileiro)
O Primo Basílio” – por Joaquim Ribeiro (obra inédita)
Os Maias” – por Jorge Machado-Dias (obra inédita)
O Mandarim” – por Vreytes (brasileiro)
Eça de Queirós” (biografia) – por Baptista Mendes
O Chinês e a Cobra” – por Baptista Mendes
A Perfeição” – por Eugénio Silva (obra inédita)
“O Tesouro” – por Luís Marcelo (brasileiro)/”O Tesouro” – por Eduardo Teixeira Coelho/ETC

Alexandre Herculano e Eça de Queiroz na Banda Desenhada

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As futuras actividades do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD)

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No passado dia 14 de Novembro, nas novas instalações cedidas pelo município da Amadora, onde anteriormente funcionava o CNBDI (Av. do Brasil, 52-A, Reboleira), o Clube Português de Banda Desenhada, reunido em Assembleia Geral, com mesa formada por Dâmaso Afonso (presidente), António Isidro (vice-presidente) e Carlos Moreno (secretário), definiu e aprovou a programação para o período até Dezembro de 2016: exposições, encontros, palestras, acções de formação, etc. Aqui lhe damos a devida publicidade.

CPBD Assembleia 1 e 2

Nota: as fotos da citada reunião foram gentilmente cedidas pelo blogue Divulgando Banda Desenhada, orientado por Geraldes Lino, a quem retribuímos a amizade e agradecemos a partilha. O CPBD já tem páginas nas seguintes redes sociais:

https://www.facebook.com/Clube-Português-de-Banda-Desenhada-1674979312745675/

https://plus.google.com/u/0/109089305559630635992/posts

https://pt.linkedin.com/in/clubeportuguesbandadesenhada

Eventos do CPBD para 2015/2016

CPBD novo logo.pngComo é óbvio, as nossas propostas para futuros eventos do CPBD estarão sujeitas a quaisquer condicionalismos que possam surgir futuramente, não no aspecto da sua possível realização e concretização por falta de mão-de-obra ou de possibilidades fi- nanceiras (pensamos que aí teremos uma preciosa ajuda da nossa anfitriã, a Câmara Municipal da Amadora), mas por decisões de maior oportunidade de aproveitar esta ou aquela nova realização, por conveniência dos intervenientes. De todos os modos, estarão empenhados nestes eventos todos os esforços de uma associação já com um longo passado, mas que está neste momento a dar os seus primeiros passos com novos associados e ainda com uma moral que, embora rejuvenescedora, precisa de criar os seus alicerces.

Queremos que fique aqui bem expresso que todas estas novas actividades do CPBD só serão possíveis devido à grande vontade e empenhamento de José Ruy, nosso mentor e ajuda preciosa na concretização de todos estes projectos.

Um primeiro grupo de actividades corresponde a uma “programação mínima” que vinculará o CPBD perante a Câmara Municipal da Amadora, no âmbito de um contrato-programa a celebrar entre o Clube e o Município da Amadora.

CPBD (alguns sócios)EXPOSIÇÕES

Entre Novembro e Dezembro de 2015:

Stuart Carvalhais (na comemoração dos 100 anos do aparecimento das personagens Quim e Manecas)

José de Lemos (20 anos do seu desaparecimento)

Entre Janeiro e Maio de 2016:

“O Mosquito” (na comemoração dos 80 anos desta publicação)

Eça de Queiroz na Banda Desenhada (exposição cedida pelo Município de Moura)

Alexandre Herculano na Banda Desenhada (exposição cedida pelo Município de Moura)

Entre Junho e Setembro de 2016:

40 anos do CPBD (sobre o Historial do Clube Português de Banda Desenhada, na comemoração dos seus 40 anos de existência)

Entre Outubro e Novembro de 2016:

“ABCzinho” (exposição comemorativa dos 95 anos desta revista)

Quim e Manecas (CPBD)PROGRAMAÇÃO DIVERSA

Entre Novembro e Dezembro de 2015:

Um autor, uma obra (série de encontros com autores de BD, sobre o seu método de trabalho e uma obra em destaque): José Ruy e “A Peregrinação”

Entre Janeiro e Maio de 2016:

No âmbito da exposição “O Mosquito” – ciclo de palestras coordenado por José Ruy:

– Uma BD de “O Mosquito”: Os Doze de Inglaterra (por E.T. Coelho) – incluindo o lançamento do álbum editado pela Gradiva

– Os novelistas de “O Mosquito”

– Os processos gráficos de “O Mosquito”

No âmbito das mostras “Eça de Queiroz na Banda Desenhada” e “Alexandre Herculano na Banda Desenhada”:

Workshop sobre a adaptação de textos literários à banda desenhada

Um autor, uma obra (autor a confirmar)

Entre Junho e Setembro de 2016:

No âmbito da exposição “40 anos de CPBD”:

– Conferência sobre a história do CPBD

– Jornada de reflexão e debate sobre o futuro do CPBD

– Feira de fanzines e revistas

Entre Outubro e Novembro de 2016:

No âmbito da exposição “ABCzinho”:

– Palestra sobre o “ABCzinho” e Cottinelli Telmo

– Riscos e Rabiscos – sessão de desenho ao vivo

Um autor, uma obra (autor a confirmar)

img_2493aFora deste grupo de actividades que será objecto do contrato-programa, o CPBD pretende ir mais longe na programação deste período. O Clube está receptivo às sugestões dos sócios.

Não faltam ideias:

Nas várias edições do Boletim do CPBD, foram publicadas algumas obras de jovens desenhadores portugueses, que estavam a dar os seus primeiros passos na 9ª Arte. Uma exposição de comparação entre as suas realizações, enquanto jovens, e as posteriores, será um facto a considerar.

Realização de outras acções de formação (nomeadamente oferta de ocupação dos tempos livres – sugestão da Srª. Presidente da Câmara).

Realização de palestras e mesas-redondas temáticas:

José Ruy – Quando entrei para “O Mosquito” – 16 de Janeiro de 2016

Carlos Pessoa – Homenagem a Hugo Pratt – 1º trimestre de 2016

José Carlos Francisco – Como conheci Tex – 11 de Junho de 2016

Pedro Mota – Entrevistas com autores de BD: Pedro Massano

Pedro Mota – Os argumentistas de BD

Carlos Gonçalves – Memórias da fundação do CPBD

Pedro Bouça – História do mangá no Japão

Machado-Dias – Autores brasileiros modernos desde Shimamoto

Prof. António Martinó – A função pedagógica da Banda Desenhada

Exposições de homenagem a autores (a promover na sede do CPBD ou noutros espaços, designadamente equipamentos culturais da Amadora, em parceria com a respectiva Câmara Municipal).

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“Viriato na Banda Desenhada”

Viriato garcês

“Viriato na Banda Desenhada” é o nome da exposição que foi inaugurada ontem, dia 16 de Julho, às 19:30, no espaço Inovinter, na cidade de Moura. Esta mostra é uma co-produção da Câmara Municipal de Moura e do Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu (Gicav), com colaboração da Câmara Municipal de Viseu, Junta de Freguesia de Viseu, Instituto Português do Desporto e Juventude e Inovinter – polo de Moura.

Trata-se de uma exposição composta por 15 quadros que incluem todas as adaptações em banda desenhada sobre a figura de Viriato. Estão 13 desenhadores representados nesta exposição, nomeadamente 11 portugueses:

Artur Correia, José Garcês (autor do cartaz), Fernando Bento, Victor Mesquita, Crisóstomo Alberto, José Ruy, José Salomão, Eugénio Silva, Baptista Mendes, João Amaral, Pedro Castro – e dois espanhóis: Chuty e Manuel Gago.

A exposição “Viriato na Banda Desenhada” pode ser visitada de 16 de Julho a 2 de Agosto, nos seguintes horários: sexta-feira, 17, das 17:30 às 20:00; durante o fim-de-semana, 18 e 19, das 10:00 às 13:00 e das 18:30 às 22:30. Nos restantes dias, das 17:30 às 20:00.

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