Três novas exposições no Clube Português de Banda Desenhada

Foram inauguradas hoje, dia 24 de Fevereiro, três novas exposições do CPBD, sobre temas de interesse geral — a abordagem pela BD de figuras históricas como D. Afonso Henriques e o Infante D. Henrique e o 80º aniversário do mais emblemático herói do século XX —, que estarão patentes na sua sede (Reboleira-Amadora) durante as próximas semanas, mas somente aos sábados, entre as 15h00 e as 18h00. 

Depois do colóquio realizado em 17 de Fevereiro p.p. com o Professor António Martinó, que interessou profundamente a assistência e deixou em aberto a marcação de uma segunda palestra com o mesmo conferencista e o mesmo tema (Reflexões sobre a Linguagem da BD), o CPBD continua a trilhar o seu caminho, num novo ano que se afigura cheio de projectos e de fundadas expectativas de crescimento.

Pela nossa parte, desejamos aos seus directores e colaboradores que todos se concretizem, para bem da Banda Desenhada portuguesa que o CPBD, ao longo de quase 42 anos de existência, tanto ajudou a evoluir.   

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José Ruy e Baptista Mendes homenageados pelo Gicav, em Viseu

josé ruy-viseu-2016

infante-d-henrique-viseu-2016No âmbito da exposição sobre a figura do Infante D. Henrique na Banda Desenhada, inaugurada em Viseu em 28 de Agosto último, no Pavilhão Multiusos da famosa Feira de S. Mateus, onde estão patentes ilustrações de vários autores, queremos assinalar, mais uma vez, a homenagem prestada a José Ruy e Baptista Mendes, dois veteranos da BD portuguesa cuja longa e prestigiosa carreira ficou indelevelmente ligada aos personagens e às narrativas de índole histórica, género em que ostentam, com inteiro merecimento, o insigne título de Mestres.

infante-d-henrique-c3a1lbum-gicavPor iniciativa do Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu (Gicav), organizador da referida exposição, com o apoio da Câmara Municipal daquela cidade, da Viseu Marca e do Instituto Português do Desporto e Juventude, foi editado um álbum com duas histórias dos autores homena- geados, alusivas ao Ínclito Infante, ambas extraídas de publicações dos anos 1960.

Aqui ao lado reproduzimos a capa desse álbum, com sinceras felicitações a Baptista Mendes, José Ruy (na foto supra, com Luiz Beira) e ao dinâmico grupo cultural Gicav, de Viseu, promotor de uma meritória inicia- tiva que, nos últimos anos, tem posto em destaque os mestres da BD portuguesa e os profundos laços da sua obra artística com as maiores figuras do nosso património cultural e histórico. Bem hajam e continuem!

Propomos a todos os interessados que façam uma visita ao excelente blogue BDBD, orientado por Carlos Rico e Luiz Beira, onde está patente uma reportagem alusiva ao acto inaugural deste evento, que teve, como noutros anos, grande afluência de público. Aqui fica o link: http://bloguedebd.blogspot.pt/2016/09/o-infante-d-henrique-em-viseu.html

O Infante D. Henrique na popular Feira de S. Mateus

Convite BD

No próximo dia 28 de Agosto, domingo, pelas 16:00 horas, será inaugurada em Viseu, no Pavilhão Multiusos da Feira de S. Mateus, uma exposição cujo aliciante tema se intitula Infante Dom Henrique na Banda Desenhada”.

A exposição, composta por cerca de duas dezenas de quadros em grande formato, mostrará praticamente todas as versões existentes em BD sobre a vida do “Navegador”. A mostra é uma produção do Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu (Gicav) e conta com o apoio da Câmara Municipal de Viseu, da Viseu Marca e do Instituto Português do Desporto e Juventude.

Na mesma ocasião, serão homenageados ao vivo, pelo Gicav, José Ruy e Carlos Baptista Mendes, sendo também lançado um mini-álbum com a reedição de duas histórias destes consagrados autores, versando o Infante D. Henrique.

Tudo bons motivos, portanto, para uma visita à mui nobre cidade de Viseu, a pretexto da Banda Desenhada e de uma das maiores figuras da nossa História Pátria.

(Texto adaptado, com a devida vénia, de uma notícia publicada no BDBD, blogue orientado por Carlos Rico e Luiz Beira).

Os Descobrimentos Portugueses – 9

Descobrimentos 9 A

Os Descobrimentos portugueses 9

Os Descobrimentos Portugueses – 1

Colecção Descobrimentos - a maior aventura

Descobrimentos portugueses - 1 600

Os livros que guardo na memória – 4

Título D Filipa

a-conquista-de-ceuta-ca-104Em 25 de Julho de 1415, teve início a epopeia das conquistas e dos descobrimentos portu- gueses, com uma grande expe- dição militar chefiada por el-rei D. João I e pelo condestável D. Nuno Álvares Pereira, cujo objectivo era desferir um rude golpe nas possessões islâ- micas do Norte de África, arrebatando aos Mouros a rica e estratégica cidade de Ceuta.

Nessa heróica empresa, que culminou com a conquista da praça-forte um mês depois, em 22 de Agosto desse ano da graça de 1415, distinguiram-se, pela sua energia, capacidade de comando e bravura em com- bate, os jovens infantes D. Henrique e D. Duarte, o primeiro dos quais estava fadado para reger os destinos da escola de Sagres, a melhor escola de marinharia do mundo, e o segundo para suceder no trono ao Rei de Boa Memória. Tanto eles como seu irmão D. Pedro foram armados cavaleiros pelo próprio pai, na mesquita de Ceuta consagrada, desde esse dia, à fé cristã.

Mário Domingues - CeutaRecordando esta efeméride, tão im- portante na história da expansão marí- tima e colonial portuguesa dos séculos XV e XVI, retirámos dos arquivos do passado uma página magnificamente ilustrada por mestre José Garcês, que o Cavaleiro Andante — muito receptivo, nessa época, aos trabalhos de inspiração (e exaltação) patriótica, em que Garcês, por mérito e experiência, já era um autor consagrado —, deu à estampa no nº 104, de 26 de Dezembro de 1953.

Um dos episódios mais marcantes, mas talvez menos recordados, hoje em dia, dessa histórica epopeia, é o que revela a profunda afeição que D. Filipa de Lencastre — a rainha e mãe de virtuosos dotes,  que muito contribuiu para o bom nome e o exemplar reinado de D. João I — sentia pelos seus filhos, a quem quis entregar as espadas de cavaleiros antes da partida para Ceuta, apesar de ter caído ao leito, gravemente enferma.

Mário Domingues, um popular escritor do século XX, que produziu vários romances históricos com biografias de reis, príncipes, cavaleiros, navegadores, poetas, sacerdotes, estadistas, passando em revista os períodos mais gloriosos, mas também os mais obscuros da nossa monarquia, evocou este lendário episódio num capítulo do livro “Grandes Momentos da História de Portugal”, editado em 1962 pela F.N.A.T. (Federação Nacional para a Alegria no Trabalho).

Filipa de Lancastre, Garcês 455Vítima da peste que grassava em Lisboa e adivinhando que o seu fim estava próximo, D. Filipa quis dar o primeiro sinal aos seus filhos do glorioso futuro que os esperava, para bem do reino de Portugal, recomen- dando a Duarte, o primogénito e herdeiro do trono, que defendesse com toda a energia os seus súbditos, zelando pelo cumprimento do direito e da justiça, a Pedro que estivesse sempre ao serviço das donas e das donzelas, e a Henrique, o mais novo dos três mancebos, mas também o mais audaz e sonhador, que protegesse “os cavaleiros fidalgos e escudeiros do reino, fazendo-lhes todas as mercês a que, por razão, tivessem direito”.

Depois, entregou aos filhos as três espadas que mandara forjar para aquele momento solene e com as quais seriam armados cavaleiros pelo rei, seu pai, na mesquita de Ceuta, após a conquista que transformou esta cidade no primeiro baluarte cristão do norte de África.

tira de Flipa a entregar espadas aos filhos

José Garcês retratou a mesma cena num livro dedicado a D. Filipa de Lencastre (Edições Asa, 1987) e numa magnífica biografia aos quadradinhos do Infante D. Henrique, publicada no Camarada (2ª série), entre os nºs 8 e 25 do 3º ano (1960), com texto de António Manuel Couto Viana.

Mais sucintamente, representou-a também no 2º volume da sua História de Portugal em BD, relevante projecto nascido de uma parceria com o historiador António do Carmo Reis e patrocinado pela Asa, que lhe consagrou sucessivas edições, com retumbante êxito, a partir de 1985.

Aproveitamos esta ocasião para desejar a mestre José Garcês, que celebrou em 23 de Julho o seu 87º aniversário, as maiores felicidades, associando-nos a todos os seus admiradores e amigos que ainda recordam os belos momentos que passaram a ler as suas histórias.

Ceuta, cidade rica.

Sobre esta época da nossa História, primeira etapa da expansão ultramarina e das conquistas de praças-fortes aos Mouros, que era mister combater por causa da sua religião e do comércio de especiarias com o Levante, há três livros que registei também na memória e que se lêem como autênticos romances de aventuras:

Lanças n’África e Sangue Português, antologias de contos de Henrique Lopes de Mendonça — um dos mais destacados romancistas históricos do século passado e autor da letra do Hino Nacional —, e Os Portugueses em Marrocos, da escritora inglesa Elaine Sanceau, que viveu muito tempo no nosso país e dedicou várias obras aos descobrimentos e ao império colonial português, sendo, por isso, muito elogiada (e condecorada) por Salazar.

lanças-em África-e cia

Mário Domingues (1899-1977), Elaine Sanceau (1896-1978) e Henrique Lopes de Mendonça (1856-1931) são três prolíficos e notáveis autores que merecem ocupar um lugar de honra no galarim dos melhores romancistas históricos portugueses e cujas obras, guardadas religiosamente na nossa biblioteca, figuram hoje nesta Montra dos Livros.

 

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