Colecção “Os Piores Inimigos de Ric Hochet” – 3

Ric Hochet - La Rafale      226

Na imagem que escolhemos para encabeçar esta página, extraída da história Mystère à Porquerolles, outra empolgante aventura de Ric Hochet, um jovem jornalista de investigação (como agora se diz), atraído pela solução dos casos mais bizarros e intrincados, vê-se uma panorâmica da redacção do jornal onde trabalha, o diário de grande tiragem La Rafale (em português, A Rajada, título que, aliás, figura no primeiro episódio desta série publicado em Portugal, uma curta história em que Ric Hochet não passa ainda de um pequeno vendedor de jornais com aspirações a detective).

Ric Hochet Tintin 21 - 1962     225Esse episódio, como já referimos num post anterior, foi dado à estampa pelo Cavaleiro Andante, pouco tempo depois da sua publicação original no Tintin belga, em 30 de Março de 1955. Mas, nessa altura, Tibet, o criador gráfico da série, estava ocupado com outras personagens e mal imaginava o destino que a evolução da figura de Ric Hochet e a empatia gerada com os leitores reservavam à sua nova e ainda incipiente criação.

Só alguns anos depois, quando fez equipa com o argumentista André-Paul Duchâteau, mestre em intrigas policiais do género das de Agatha Christie e de outros autores anglo-saxónicos, a série ganhou “asas”, abalançando-se a mais altos voos com histórias em continuação como Signé Caméleón, em que Ric Hochet enfrenta, pela primeira vez, um dos seus piores inimigos, o astucioso e tenaz Camaleão, empenhado numa implacável vendetta contra o comissário de polícia Bourdon, cuja sobrinha Nadine desempenha o papel de “noiva eterna” do intrépido jornalista.

Ric Hochet contra o Carrasco  Bertrand 1Apresentamos, como curiosidade, uma capa do Tintin belga alusiva à aventura já citada, Mystère à Porquerolles (3º episódio na cronologia de Ric Hochet), que em Portugal foi reproduzida na revista Zorro, com o título “O Caso dos Quadros Roubados”.

A popularidade de Ric Hochet, aliada ao êxito da literatura policial no nosso país, foi um factor determinante na sua publicação em álbum, iniciada pela Livraria Bertrand em 1973, com o episódio “Ric Hochet contra o Carrasco”, que agora está de novo nas bancas, integrado na colecção que o jornal Público e as Edições Asa dedicam a esta carismática personagem, recordando algumas das suas melhores aventuras, em grande parte inéditas em Portugal, depois de apresentarem o mais recente episódio da série, realizado por uma nova e talentosa dupla: o desenhador Zidrou e o argumentista Simon Van Leimt.

Ric Hochet - público 3

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Colecção “Os Piores Inimigos de Ric Hochet” – 2

Ric Hochet (Camaleão)

Ric Hochet - vol. 1Já está nas bancas o 2º volume desta colecção, constituída por 12 títulos, sete dos quais inéditos em edições portu- guesas, o que é uma boa notícia para os apreciadores de uma das melhores séries europeias de temática policial, criada há 60 anos, nas páginas do Tintin belga, por dois mestres do género: Tibet e André-Paul Duchâteau.

Entregue recentemente a outra talentosa dupla, formada pelo desenhador Zidrou e pelo argumentista Simon Van Leimt, a série ganhou novo fôlego com o episódio “Descansa em Paz, Ric Hochet”, oportunamente escolhido para inaugurar esta colecção, pois trata-se, sem dúvida, de uma das melhores aventuras do famoso repórter detective, recheada de citações canónicas e de cruzamentos com alguns dos primeiros casos em que interveio o astucioso e furtivo Camaleão, agora ressuscitado, sob um novo disfarce, para continuar a pôr em perigo a vida de Ric Hochet e do seu amigo comissário Bourdon.

Zorro 132    214Além disso, o grafismo de Zidrou, sóbrio e elegante, combinando um traço fluido com um dinamismo contido mas de grande eficácia, veio dar um toque mais moderno à série — que se nota, sobretudo, no comportamento desinibido de Nadine, a “eterna” namorada do intrépido jornalista —, embora o cenário deste episódio nos remeta para 1968, sete anos depois do primeiro frente-a-frente entre Ric Hochet e o Camaleão, que continua a recorrer a todos os meios, mesmo os mais diabólicos, numa implacável vendetta contra os seus velhos inimigos que irá, tragicamente, provocar algumas vítimas.

Recordamos que as primeiras publicações de Ric Hochet em Portugal ficaram a dever-se ao Cavaleiro Andante, ao Zorro, ao Falcão e ao Tintin, tendo a estreia em álbum ocorrido em 1973, com o selo da editorial Bertrand.

Reproduzimos seguidamente, com a devida vénia, o texto de apresentação inserido no Público de 5 de Junho p.p., referente ao segundo álbum desta colectânea, em que Ric Hochet enfrenta outro temível e enigmático inimigo.

Ric Hochet Público 2     215

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