Postais ilustrados de outros tempos – 4

Eis, como anunciado, mais quatro postais com trajos típicos de várias regiões do nosso país, inseridos numa colecção do Museu de Ovar, realizada pelo mestre aguarelista Alfredo Januário de Morais (1872-1971), um dos mais activos “trabalhadores” das artes gráficas portuguesas do século XX, exímio na tarefa de ilustrar fascículos populares e romances de aventuras, que foram lidos por milhares de jovens e atravessaram gerações.

É quase impossível calcular o número de capas e de outros trabalhos ilustrados, a cores e a preto e branco, que Alfredo de Morais pródiga e dinamicamente espalhou por jornais, revistas, livros, folhetos, postais, estampas, histórias aos quadradinhos, num exemplo paradigmático do artista que lutava contra a mediania e as fracas recompensas económicas do seu meio, trabalhando sem desânimo até uma idade bastante avançada.

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Postais ilustrados de outros tempos – 3

Eis mais algumas amostras de uma série que, na modalidade de postais, parece interminável, explorando toda a riqueza e variedade dos trajes típicos portugueses — desta feita, com a assinatura de Alfredo de Morais (1872-1971), prolífico ilustrador e aguarelista que deixou um acervo incalculável de obras de cariz eminentemente popular (o que não desabona a sua têmpera artística).

São disso exemplo as capas de inúmeros fascículos de aventuras (Sherlock Holmes, Raffles, Nick Carter, Patrick Osborne, Texas Jack, Capitão Morgan, etc), incluindo as exuberantes ilustrações com que fez as delícias dos leitores da Colecção Salgari (Romano Torres), nas suas primeiras e míticas séries.

Temos oito postais da sua lavra com este tema, editados (supomos que nos anos 1960) pelo Museu de Ovar. Em breve, para deleite dos apreciadores da obra de Alfredo de Morais, apresentaremos os restantes — seguindo-se uma série de características totalmente diferentes, com temas jocosos e infantis.

 

Postais ilustrados de outros tempos – 2

Eis dois raríssimos postais, com trajes típicos dos Açores (Ilha Terceira) e da Madeira, ilustrados por Vítor Péon, na primeira metade dos anos 1950 (a julgar pelo estilo e pela assinatura dentro de um círculo), quando este dinâmico e versátil artista, já no auge da sua actividade criadora, ainda trabalhava para o Mundo de Aventuras e para outras publicações da Agência Portuguesa de Revistas (APR).

A editora destes postais, como se pode ler no verso, tinha o sugestivo nome de Au Petit Peintre — casa centenária, fundada em 1909, com loja na rua de São Nicolau, em Lisboa, e que, se tiver resistido à crise e ao aumento das rendas, ainda deve existir no mesmo sítio. 

Dir-se-ia que, por coincidência, os caminhos do jovem ilustrador já se cruzavam com uma Arte que, dentro de alguns anos, acenderia no seu espírito febril e ambicioso, sempre em busca do ideal estético, a centelha de uma paixão dominadora: a Pintura.

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