Amadora BD 2017 – última semana

O Festival Amadora BD continua a decorrer até ao próximo domingo, dia 12 de Novembro, com um punhado de magníficas exposições a não perder, desde as de Will Eisner e Jack Kirby (comemorativas do seu centenário) e dos portugueses Nuno Saraiva e Rui Pimentel, que estão patentes no Fórum Luís de Camões, à de Fernando Relvas na Galeria Artur Bual. Mas há mais, como podem ler no programa anexo…

Além da cenografia, que reforça um dos aspectos mais positivos do Amadora BD, nas suas anteriores edições, e do valor artístico da maioria dos trabalhos expostos, outro pormenor que merece atenção é a quantidade de figuras representadas no cartaz do Festival, da autoria de Nuno Saraiva, cuja obra Tudo Isto é Fado! foi distinguida em 2016 com o prémio de melhor álbum português de BD.

Todas essas figuras são de personalidades célebres da Amadora, num perpassar de memórias que evocam sobretudo a actividade artística e cultural, desde o século XIX ao tempo presente, formando um ecléctico conjunto que nas páginas seguintes está devidamente identificado.

Entre elas, surgem alguns dos maiores vultos da BD portuguesa, como Stuart Carvalhais, António Cardoso Lopes Jr. (Tiotónio), José Garcês, José Ruy e Vasco Granja, moradores ou naturais do concelho da Amadora. Parabéns ao Nuno Saraiva, cujo prémio foi inteiramente merecido, pela ideia e pela realização deste cartaz, que é sem dúvida um dos mais interessantes da longa galeria do Amadora BD!

Recordando o “ABC-zinho” (1921-1932)

“ABC-ZINHO” – A PRIMEIRA REVISTA DE BANDA DESENHADA PORTUGUESA

Artigo de Carlos Gonçalves

Esta afirmação talvez seja pouco credível para quem não se tenha apercebido da evolução das revistas de histórias aos quadradinhos em Portugal. Senão vejamos: se analisarmos as revistas que até então tinham aparecido no nosso país sobre o tema, vemos que quase todas elas publicavam caricaturas ou anedotas. Muito esporadicamente incluíam nas suas páginas banda desenhada.

Só depois de 1872 (ano em que Rafael Bordalo Pinheiro cria a primeira história aos quadradinhos, que intitulou “Apontamentos da Picaresca Viagem do Imperador do Rasilb pela Europa” e que seria publicada num pequeno álbum naquela altura), surge uma ou outra história apresentada na linguagem figurativa. As revistas “O Amigo da Infância”, “As Creanças” e “O Jornal da Infância” publicavam textos infantis e ilustrações. No caso de “A Corja”, “A Caratonha”, “A Marselheza” e “A Paródia”, estas eram revistas satíricas, bem como muitas outras que surgiram na época. A que se aproximou mais de uma revista infantil sobre este tema foi “O Gafanhoto” (1ª e 2ª séries).

Quanto a nós, seria o “ABC-zinho” a verdadeira revista infantil, com histórias aos quadradinhos desde o primeiro dia da sua publicação. Um dos principais desenhadores desta revista foi o próprio director da revista, José Ângelo Cottinelli Telmo, arquitecto oficial do Governo de Salazar e que colaborou intensamente na vida nacional da altura. Urbanizou a Praça do Império, criou o Liceu D. João de Castro, o Monumento das Descobertas e a tão falada prisão de Caxias, além de ter planificado a Exposição do Mundo Português. Também foi realizador de Cinema e dos bons, cabendo-lhe o primeiro filme sonoro português, tão do agrado de todo o público: “A Canção de Lisboa”.

Outros desenhadores desta revista foram o Albino (Stuart Carvalhais, com pseudónimo) e Rocha Vieira, um dos grandes desenhadores portugueses, cujo estilo se assemelhava bastante aos traços das histórias produzidas em Inglaterra e que seriam posteriormente importadas pelo “Tic-Tac”, “O Senhor Doutor” e “O Mosquito”, mais de uma dezena de anos depois. Os trabalhos de Rocha Vieira são já o resultado de um desenhador experiente e de grande maturidade. Os de Stuart mantêm-se na sua vertente, como nos habitou, não defraudando ninguém nos resultados alcançados.

As histórias são pejadas de aventuras, tão em voga nesse tempo, em que os leitores davam azo à sua imaginação e eram transportados nas asas do sonho, vivendo do mesmo modo que as personagens as peripécias narradas de vinheta para vinheta. Foi talvez por isso que esta revista se tornaria num dos maiores êxitos como publicação infantil, pois foi absolutamente completa e no campo didáctico pouco ou nada poderemos acrescentar quanto aos objetivos alcançados, que seria educar e distrair, ao mesmo tempo, a juventude dos anos 20.

Além da panóplia de desenhadores de grande qualidade que apresentou, alguns dando os seus primeiros passos na arte de desenhar histórias aos quadradinhos, como Cottinelli Telmo, Tiotónio, o próprio Suart, agora mais solto, António Cristino (uma esperança ainda, pois era muito jovem), Carlos Botelho e outros de que falaremos a seguir.

AS CONSTRUÇÕES DE ARMAR

Mas acima de tudo, um dos seus maiores pontos de interesse e de sucesso seria o de incluir, desde o seu primeiro número, construções de armar. Inicialmente eram simples, mas pouco a pouco e com o passar dos meses passariam a ser já de uma qualidade indiscutível. O seu número 14 incluiu uma folha A3 dupla com o Hidroavião Lusitânia, uma autêntica obra-prima nos seus detalhes, sendo também, por isso, difícil de montar.

Depois, incluirá como suplemento da revista mais uma série de construções: “Mimi e os seus fatinhos”, mobílias de bonecas, personagens de circo, animais, jogos, e a partir do seu número 45 uma das melhores construções até hoje criadas, “O Teatrinho do ABC-zinho”, composto por mais de duas dezenas de folhas, com a montagem de um teatro (uma construção que obrigaria os leitores a uma certa habilidade para a realizar), com personagens e cenários… e de tal modo era a imaginação, que até é possível iluminar os cenários. Seguiram-se uma aldeia do Zinho, com casinhas e tudo o que faz parte de uma aldeia (inclusive um facto inédito neste género de construções, um cemitério da aldeia com jazigos e campas), uma tourada, um castelo, automóveis, etc.

Como ponto alto e inédito também, anote-se a publicação de 12 pequenos livros com contos e ilustrações, não só de Cottinelli Telmo como de Else Althausse. Finalmente e também como um novo facto inédito desta publicação, teremos que destacar um presépio único, da autoria do arquitecto, em que as figuras se apresentam em três dimensões.

OUTRAS COLABORAÇÕES DA PRIMEIRA SÉRIE DO “ABC-ZINHO”

Depois dos artistas que já salientámos aqui e que colaboraram na revista, destacam-se ainda os nomes de Alfredo Morais (um dos maiores capistas, autor de centenas de capas e ilustrações no princípio do século XX), Emmérico Nunes, que era outro consagrado autor com ilustrações e banda desenhada, seguido de Carlos Botelho, de quem já falámos, também conhecido como o pintor de Lisboa. A maior produção portuguesa pertence a Rocha Vieira e a António Cardoso Lopes (o Tiotónio), durante a primeira série desta revista. No entanto, também irá incluir trabalhos estrangeiros: ingleses (retirados da revista “Puck”), espanhóis e franceses. “Os Sobrinhos do Capitão” serão nas suas páginas apresentados pela primeira vez em Portugal.

A primeira série da revista “ABC-zinho” surge em 15 de Outubro de 1921 e termina no número 171, em 28 de Dezembro de 1925. Era uma publicação bimensal e tinha 24 páginas impressas a preto e branco, alternando com outras a uma cor. Os seus diretores foram Cottinelli Telmo e Manuel de Oliveira Ramos. Comemoram-se, pois, os 96 anos do seu aparecimento.

A SEGUNDA SÉRIE DO “ABC-ZINHO”

A segunda série desta revista teria o mesmo impacto junto dos leitores como a primeira, não só pelo seu formato, no dobro da outra e já com algumas páginas a cores. Os artistas pouco aumentaram no seu total, mas surgiram novos estilos e novos métodos de contar uma história aos quadradinhos, já que os colaboradores anteriores tinham naturalmente evoluído.

António Cristino é um deles, mais maduro e perfeito, o Tiotónio demonstra a sua criatividade, Carlos Botelho está mais à vontade e surgem dois novos artistas nos finais da publicação: Carlos Ribeiro, outro desenhador já com provas dadas, como director da revista “O Senhor Doutor”, e Ilberino dos Santos, que mais tarde criará algumas pranchas de humor para “O Mosquito”. O seu formato salienta melhor a arte gráfica, além de que oferece maior impacto visual aos olhos dos seus leitores, com os trabalhos que são publicados. Dedica também algumas das suas páginas aos contos, quer históricos quer de aventuras. Não há dúvidas que esta revista teve um papel importante na sua divulgação. 

Até aqui pouco mudaram as revistas do género, como o  “Carlitos” e o “Cócórócó”… De qualquer dos modos, com a passagem dos anos as histórias aos quadradinhos viriam a afirmar-se no nosso país. Com as várias experiências conseguiu-se encontrar a fórmula ideal para satisfação dos leitores. No entanto, muitos educadores e professores acusavam estas publicações de criar um desinteresse pelos livros. Não é verdade, hoje sim, os meios audiovisuais é que têm sido um dos maiores factores para o afastamento da leitura. E até da própria banda desenhada. Para colmatar tal situação criaram-se as novelas gráficas (algumas vezes republicando histórias já impressas em álbuns ou revistas).

O “ABC-zinho” (2ª série) apareceu a 4 de Janeiro de 1926, vindo a terminar no seu nº 350, a 26 de Setembro de 1932.

Postais ilustrados de outros tempos – 1

A ARTE DE STUART E OS VERSOS DE PESSOA

Curioso e raro postal editado pela Administração Geral dos CTT, com uma ilustração do grande Stuart Carvalhais (1948), alusiva a um ofício ambulante que, nessa distante época, ainda era um dos mais típicos apontamentos das ruas lisboetas e de outras cidades do país.

Esses reparadores ambulantes — autênticos homens dos sete ofícios — tudo consertavam, até varetas de guarda-chuva… porque, então, o lema dos populares com modestos recursos era poupar o mais que podiam.

Profissão de gente rústica, que na gíria popular ficou conhecida como «deita gatos», foi tema — por causa da estranheza e originalidade do nome — de textos literários e até de versos simbólicos, como estes de Fernando Pessoa, escritos em 1933:

Quim e Manecas na Biblioteca Nacional

Quim  e Manecas na BN copy 2

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As futuras actividades do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD)

CPBD entrada

No passado dia 14 de Novembro, nas novas instalações cedidas pelo município da Amadora, onde anteriormente funcionava o CNBDI (Av. do Brasil, 52-A, Reboleira), o Clube Português de Banda Desenhada, reunido em Assembleia Geral, com mesa formada por Dâmaso Afonso (presidente), António Isidro (vice-presidente) e Carlos Moreno (secretário), definiu e aprovou a programação para o período até Dezembro de 2016: exposições, encontros, palestras, acções de formação, etc. Aqui lhe damos a devida publicidade.

CPBD Assembleia 1 e 2

Nota: as fotos da citada reunião foram gentilmente cedidas pelo blogue Divulgando Banda Desenhada, orientado por Geraldes Lino, a quem retribuímos a amizade e agradecemos a partilha. O CPBD já tem páginas nas seguintes redes sociais:

https://www.facebook.com/Clube-Português-de-Banda-Desenhada-1674979312745675/

https://plus.google.com/u/0/109089305559630635992/posts

https://pt.linkedin.com/in/clubeportuguesbandadesenhada

Eventos do CPBD para 2015/2016

CPBD novo logo.pngComo é óbvio, as nossas propostas para futuros eventos do CPBD estarão sujeitas a quaisquer condicionalismos que possam surgir futuramente, não no aspecto da sua possível realização e concretização por falta de mão-de-obra ou de possibilidades fi- nanceiras (pensamos que aí teremos uma preciosa ajuda da nossa anfitriã, a Câmara Municipal da Amadora), mas por decisões de maior oportunidade de aproveitar esta ou aquela nova realização, por conveniência dos intervenientes. De todos os modos, estarão empenhados nestes eventos todos os esforços de uma associação já com um longo passado, mas que está neste momento a dar os seus primeiros passos com novos associados e ainda com uma moral que, embora rejuvenescedora, precisa de criar os seus alicerces.

Queremos que fique aqui bem expresso que todas estas novas actividades do CPBD só serão possíveis devido à grande vontade e empenhamento de José Ruy, nosso mentor e ajuda preciosa na concretização de todos estes projectos.

Um primeiro grupo de actividades corresponde a uma “programação mínima” que vinculará o CPBD perante a Câmara Municipal da Amadora, no âmbito de um contrato-programa a celebrar entre o Clube e o Município da Amadora.

CPBD (alguns sócios)EXPOSIÇÕES

Entre Novembro e Dezembro de 2015:

Stuart Carvalhais (na comemoração dos 100 anos do aparecimento das personagens Quim e Manecas)

José de Lemos (20 anos do seu desaparecimento)

Entre Janeiro e Maio de 2016:

“O Mosquito” (na comemoração dos 80 anos desta publicação)

Eça de Queiroz na Banda Desenhada (exposição cedida pelo Município de Moura)

Alexandre Herculano na Banda Desenhada (exposição cedida pelo Município de Moura)

Entre Junho e Setembro de 2016:

40 anos do CPBD (sobre o Historial do Clube Português de Banda Desenhada, na comemoração dos seus 40 anos de existência)

Entre Outubro e Novembro de 2016:

“ABCzinho” (exposição comemorativa dos 95 anos desta revista)

Quim e Manecas (CPBD)PROGRAMAÇÃO DIVERSA

Entre Novembro e Dezembro de 2015:

Um autor, uma obra (série de encontros com autores de BD, sobre o seu método de trabalho e uma obra em destaque): José Ruy e “A Peregrinação”

Entre Janeiro e Maio de 2016:

No âmbito da exposição “O Mosquito” – ciclo de palestras coordenado por José Ruy:

– Uma BD de “O Mosquito”: Os Doze de Inglaterra (por E.T. Coelho) – incluindo o lançamento do álbum editado pela Gradiva

– Os novelistas de “O Mosquito”

– Os processos gráficos de “O Mosquito”

No âmbito das mostras “Eça de Queiroz na Banda Desenhada” e “Alexandre Herculano na Banda Desenhada”:

Workshop sobre a adaptação de textos literários à banda desenhada

Um autor, uma obra (autor a confirmar)

Entre Junho e Setembro de 2016:

No âmbito da exposição “40 anos de CPBD”:

– Conferência sobre a história do CPBD

– Jornada de reflexão e debate sobre o futuro do CPBD

– Feira de fanzines e revistas

Entre Outubro e Novembro de 2016:

No âmbito da exposição “ABCzinho”:

– Palestra sobre o “ABCzinho” e Cottinelli Telmo

– Riscos e Rabiscos – sessão de desenho ao vivo

Um autor, uma obra (autor a confirmar)

img_2493aFora deste grupo de actividades que será objecto do contrato-programa, o CPBD pretende ir mais longe na programação deste período. O Clube está receptivo às sugestões dos sócios.

Não faltam ideias:

Nas várias edições do Boletim do CPBD, foram publicadas algumas obras de jovens desenhadores portugueses, que estavam a dar os seus primeiros passos na 9ª Arte. Uma exposição de comparação entre as suas realizações, enquanto jovens, e as posteriores, será um facto a considerar.

Realização de outras acções de formação (nomeadamente oferta de ocupação dos tempos livres – sugestão da Srª. Presidente da Câmara).

Realização de palestras e mesas-redondas temáticas:

José Ruy – Quando entrei para “O Mosquito” – 16 de Janeiro de 2016

Carlos Pessoa – Homenagem a Hugo Pratt – 1º trimestre de 2016

José Carlos Francisco – Como conheci Tex – 11 de Junho de 2016

Pedro Mota – Entrevistas com autores de BD: Pedro Massano

Pedro Mota – Os argumentistas de BD

Carlos Gonçalves – Memórias da fundação do CPBD

Pedro Bouça – História do mangá no Japão

Machado-Dias – Autores brasileiros modernos desde Shimamoto

Prof. António Martinó – A função pedagógica da Banda Desenhada

Exposições de homenagem a autores (a promover na sede do CPBD ou noutros espaços, designadamente equipamentos culturais da Amadora, em parceria com a respectiva Câmara Municipal).

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A nova vida do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD)

A inauguração da nova sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), que decorreu no passado dia 6 de Novembro, com a presença da Presidente da Câmara Municipal da Amadora e do seu Vereador da Cultura, assim como de vários membros da actual direcção do Clube e de alguns sócios, contou também com a participação de Mestre José Ruy, que teve a gentileza de nos enviar o seguinte texto que ele próprio redigiu sobre o evento, acompanhado pelas fotos tiradas pelo infatigável “repórter” Dâmaso Afonso.

Nova sede do Clube Português de Banda Desenhada

(por José Ruy)

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CPBD novo logo.pngQualquer de nós que gostamos de Histórias em Quadradinhos e nos interessámos pelos eventos dedicados a esta arte ao longo das últimas quatro décadas, não pode ignorar a acção pedagógica do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), criado em 1976.

Quando o imóvel da Amadora, na Avenida do Brasil 52-A, onde estivera instalado o Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (CNBDI), ficou devoluto, e depois do acervo de originais ter sido transferido para um “bunker” com melhores condições, na nova Bedeteca da Amadora, a autarquia pensou como iria ocupar esse mítico local.

IMG_2520aVárias hipóteses se apresentavam para o espaço, mas era intenção da edilidade manter ali uma actividade ligada ao tema «histórias em quadradinhos», que o pleno funcionamento durante dezanove anos do CNBDI cimentara com um prestígio confirmado por todos nós.

Por isso, o Dr. Luís Vargas, que idealizara o CNBDI, lembrou-se oportunamente de que faria sentido que o Clube Português de Banda Desenhada transferisse para ali a sua sede.

Feitos os contactos, chegou-se ao acordo de uma parceria e, assim, no local continuarão a ser realizadas exposições e principalmente eventos relacionados com esta tão digna arte. O CPBD tem agora as condições indispensáveis para alargar as suas actividades a grupos etários mais jovens, pois esses terão à sua disposição um espaço para montarem ateliês e poderem trabalhar em grupo.

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No dia 6 de Outubro, a nova sede foi inaugurada oficialmente, abrindo ao público três importantes exposições: uma sobre as personagens de Stuart Carvalhais, Quim & Manecas, num prolongamento do tema que esteve patente no Festival de BD da Amadora deste ano; outra sobre José de Lemos, um grande «cartoonista» do jornal “Diário Popular”, com um traço elegante e inconfundível. Estão expostos originais da colecção particular de Carlos Gonçalves e também reproduções cedidas gentilmente por Teófilo Duarte, de um evento realizado em 2014 pelo próprio, na Casa da Cultura de Setúbal.

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A terceira exposição consta do acervo de quarenta anos do CPBD, com as suas edições, cartazes, boletins e antigas secções nos jornais diários “Correio da Manhã” e outros, que mostra bem a actividade de divulgação de tudo o que nós, autores de «quadradinhos», publicámos em livros e revistas durante estas quatro décadas.

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As fotos seguintes [tiradas também por Dâmaso Afonso, a quem agradecemos a sua disponibilidade], referem-se à visita, durante a inauguração, da Presidente da Câmara da Amadora, Dr.ª Carla Tavares, e do Vereador da Cultura, Dr. António Moreira.

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A nova sede do CPBD abrirá aos sábados, das 15 às 18 horas. No entanto, sempre que estiverem estabelecidas marcações com escolas ou grupos interessados e forem estipuladas as datas dos eventos aprovados na programação, funcionará em dias úteis da semana, e as datas serão divulgadas nos blogues da especialidade.

Nova sede do CPBD inaugurada amanhã

CNBDI da Amadora

CPBD novo logo.pngSegundo informação de última hora, a nova sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), na Falagueira-Venda Nova, será inaugurada ama- nhã, sexta-feira, pelas 17h00, e não no sábado, como estava inicialmente previsto, contando com a presença da Presidente da Câmara Municipal da Amadora e do seu Vereador da Cultura.

Aproveitando esta notícia para prestar mais esclarecimentos sobre a renovada acção do CPBD — agora instalado no antigo núcleo do histórico CNBDI (encerrado há alguns meses), cujo amplo espaço lhe oferece maior liberdade, e em contacto próximo com outras entidades que promovem e prestigiam a 9ª Arte, como a Bedeteca da Amadora, embora seguindo caminhos autónomos —, reproduzimos a circular que nos foi enviada pela direcção do Clube, com informação detalhada e algumas fotos das três mostras que, a partir de amanhã, estarão patentes na sua nova “sala de visitas”.

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O Clube Português de Banda Desenhada já se mudou para a cidade da Amadora

CNBDI da Amadora

Temos o prazer de informar que a inauguração oficial da nova sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD) terá lugar no próximo dia 7 de Novembro, às 18h30, na antiga morada do histórico Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (CNBDI), sita na Avenida do Brasil, 52A, Amadora.

Durante a sessão, será apresentado o programa de eventos da temporada 2015-2016, com a revelação de algumas agradáveis surpresas para os sócios e o público em geral.  

CPBD novo logo.pngDuas exposições organizadas pelo CPBD serão abertas ao público, no mesmo local, a primeira dedicada à famosa série Quim e Manecas, de Stuart Carvalhais, como prolongamento do tema “A Criança na BD”, que presidiu, este ano, ao Festival Amadora BD, e a segunda constituída por uma notável colecção de originais e reproduções de outro grande autor português, José de Lemos, assinalando o 20º aniversário do seu falecimento, com gentil cedência de algum material pela Casa da Cultura de Setúbal, através do seu dinamizador Teófilo Duarte.

Numa das salas da nova sede estará também patente uma elucidativa mostra sobre o longo caminho percorrido pelo Clube, documentando a sua actividade editorial e as principais exposições que realizou durante os seus 40 anos de existência.

A parceria entre o CPBD e a Câmara Municipal da Amadora — que deu azo a mais um importante polo cultural da Cidade da BD, não deixando “morrer” um espaço emblemático — está configurada no novo símbolo do Clube, exposto num grande telão, na frontaria da sua ampla e convidativa sede, que aguarda, a partir de 7 de Novembro p.f., a visita dos seus sócios e do público bedéfilo em geral.

 

Amadora BD 2015 – Visita guiada no “Diário de Notícias”

Amadora BD - DN 1

Amadora BD - DN 2

Amadora BD 2015 – A festa renovada da BD portuguesa

Amadora BD 2015 - Público

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