Quando os grandes escritores e a 9ª Arte se encontram…

… a BD volta às livrarias!

Classics Illustrated nº 47  197De há muito que os laços entre a BD e a literatura se têm consolidado de múltiplas formas, quer em versões de obras clássicas de teor juvenil, cujo objectivo era fomentar, através das imagens e de um estilo descritivo muito verbalizado, o interesse pela leitura de livros mais “sérios” — como proclamavam os famosos Classics Illustrated, nascidos na mesma pátria dos super-heróis e dos comic books, com os quais pretendiam competir em popularidade e tiragem —, quer em simples tiras publicadas nos jornais, com adaptações de grandes obras da literatura universal — como Jane Eyre, Guerra e Paz, O Monte dos Vendavais, Os Três Mosqueteiros —, tiras essas lidas por um público heterogéneo, atraído também pelas imagens, e que, salvo raras excepções, nunca foram reunidas em volume (um enorme e riquíssimo acervo que continua a jazer no “sarcófago” da imprensa de outros tempos, à espera de que essas páginas sejam totalmente recuperadas por meios digitais e postas à disposição dos internautas apreciadores do género).

Os Três Mosqueteiros (P. Jackson)

Ultimamente, graças a novos conceitos editoriais, de alcance mais lato, visando a exposição nas livrarias (onde a crónica falta de espaço tem marginalizado a BD), surgiram as graphic novels, álbuns de formato mais pequeno, com características de livro, e conteúdo estético geralmente mais sofisticado, que respeitam também a matriz literária original (quando nela se inspiram), mas sem trair a qualidade simbiótica de uma linguagem dúctil e versátil como é a da Narração Figurativa (vulgo Banda Desenhada).

É nesta última categoria que se inserem três obras de registo e dimensão invulgares recentemente publicadas por conhecidas editoras do nosso meio — a Gradiva, a Arcádia e a Porto Editora —, em que a BD recria fielmente, mais uma vez, o universo literário, enriquecendo-o e transfigurando-o com o poder “mediúnico” da sua própria escrita.

elefante02

Realçando a importância (e o quase ineditismo) do acontecimento, o venerável Diário de Notícias dedicou-lhe duas páginas na sua edição de 12 de Novembro p.p., com natural destaque para o álbum realizado por João Amaral, o primeiro autor (português) de BD que se abalançou à árdua tarefa de adaptar um romance de José Saramago: “A Viagem do Elefante”.

Uma graphic novel que já está (e irá continuar) nas “bocas do mundo”… Com ela, mais “O Estrangeiro”, de Albert Camus, e “Logicomix”, em que se evoca a figura de Bertrand Russell, a BD voltou aos escaparates das livrarias, ao lado das obras de três Prémios Nobel!

O Estrangeiro e A viagem do elefante

Com a devida vénia ao DN e ao autor da oportuna reportagem, reproduzimos essas páginas do jornal, para memória futura e conhecimento dos nossos leitores a quem eventualmente passaram despercebidas.

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