Os esplendorosos “cookies” de Natal

“Butter cookies” é o nome de uma especialidade de confeitaria que os nórdicos, sobretudo os anglo-saxões, bastante apreciam, gosto parti- lhado por gente de muitos outros países, incluindo os portugueses.

São pequenos e deliciosos biscoitos de sabor levemente amanteigado, que se derretem na boca enquanto bebericamos um chá e se vendem nos supermercados, dentro de caixas redondas de latão, cujo preço varia entre os 3 e os 4 euros.

Algumas dessas caixas — as mais atractivas e que custam o mesmo preço — têm tampas com motivos decorativos, especialmente na quadra do Natal, como as que aqui mostramos (passe a publicidade).

À variedade dos temas natalícios acresce a beleza e o colorido perfeito das imagens — algumas alusivas a cenas do passado, quando os festejos e as celebrações tradicionais desta época pareciam ter ainda mais encanto. E a figura mais em destaque é naturalmente a do Pai Natal, com o seu eterno ar bonacheirão e rodeado de cães e gatos, para lhe darem um aspecto ainda mais humano e familiar.

Concurso dos 12 Meses (Diabrete) – 7

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A página que hoje apresentamos de um dos mais populares concursos realizados pelo Diabrete, com ilustrações de José Cambraia e duas quadras que contêm uma espécie de adivinha sobre o nome de cada mês, que era preciso escrever numa legenda em rodapé — tarefa bastante fácil, aliás, mesmo sem ler os versos, graças à inspiração artística e às alegres imagens de Cambraia —, esta página, dizíamos nós, merecia ter sido publicada na solene e festiva data que o seu conteúdo evoca: a noite da Consoada, das grandes reuniões familiares, dos risos, do prazer e da emoção infantil, na expectativa de que o Pai Natal desça outra vez, noite alta, pela chaminé, com o seu saco carregado de prendas. Um ente real, na mente das crianças, mas “invisível”, que nunca se deixa surpreender durante o cumprimento da sua nobre missão, na noite mais bela do ano.

Em vez disso, esta página saiu no Diabrete nº 804, de 14 de Março de 1951, muitos meses antes da data tão ansiada, apenas como mais uma etapa de um concurso que também estava recheado de presentes (ou prémios) valiosos. Tantos anos depois, quis o nosso blogue dar-lhe o lugar que merece, apresentando-a nesta noite tão especial, com a fé de que alguns jovens desse tempo (hoje, já de cabelos brancos e rodeados de filhos e netos) que nos honrarem com a sua companhia, não tenham ainda esquecido o Diabrete nem, quiçá, o grandioso Concurso dos 12 Meses (desdobrado em três), que tanto alvoroço provocou entre os milhares de leitores do maior “camaradão” da juventude portuguesa.

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Presépios há muitos…

Presépio da Fulvia 1

Este belo Presépio em terracota, povoado por inúmeras figuras tradicionais, foi exposto por Fulvia Caprioli na sua página do Facebook. Fulvia, ilustradora e pintora de reais méritos, é filha do grande mestre da BD italiana Franco Caprioli (1912-1974), a quem a nossa Loja de Papel dedicou um blogue (Franco Caprioli – o desenhador dos mares do sonho), em honra da sua arte primorosa e das inúmeras histórias publicadas também em revistas portuguesas, com destaque para Cavaleiro Andante, Zorro, Jornal do Cuto, Mundo de Aventuras Especial e Jornal da BD.

Na sua casa de Roma, Fulvia guarda vários presépios com objectos em terracota que chegam a atingir 20 cms de altura, representando uma infinidade de figuras da memorabília popular — casas, fornos, fontes, moinhos, cascatas, palmeiras, animais, etc. —, amorosamente coleccionados, durante anos, ao calcorrear os mercados de Natal da Praça Navona e do norte de Itália. Infelizmente, não pode expô-los a todos ao mesmo tempo, na sua sala, por falta de espaço.

Presépio da Fulvia 2

Para Fulvia, como para muitos de nós, as imagens do Presépio constituem uma das mais belas recordações da infância e dos Natais que vivemos, nessa época de feliz inocência, ao som das canções tradicionais e dos coros familiares. Mas são também, no caso de Fulvia, outra forma de manter viva a memória do seu Pai, que tinha como ela um carinho especial pela quadra mais festiva do ano e pelas imagens do Presépio, impregnadas de encanto e de magia.

Como as próprias histórias de Caprioli, profundamente poéticas e humanistas e que também nunca se apagarão da nossa memória…

 

O Natal na Poesia Portuguesa

Natal de Fernando Pessoa

 

Presépios há muitos…

Crèche Janvry

Curioso Presépio oriundo da Polónia, cujas figuras, em tamanho maior do que o natural, são feitas de fibras de corda, linho e palha, artistica e laboriosamente entrançadas.

Está exposto numa das paróquias da região de Paris administradas pelo Padre Luis Romero, nosso familiar.

As luzes do Natal

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