Curiosidades e passatempos: “Acredite se quiser!” (Ripley)

Interessante página de curiosidades da famosa série norte-americana Ripley’s Believe It… or Not!, criada por Robert Ripley, que o Mundo de Aventuras publicou durante largos anos, preenchendo assim, dentro das suas páginas recheadas de emoção, humor e fantasia, um espaço lúdico-didáctico que teve bom acolhimento, pois a par das habituais efemérides esta rubrica relatava factos insólitos e pitorescos, cujo mote era desafiar o espanto e a incredulidade dos leitores.

O sucesso da série foi universal, dando origem a documentários de cinema, desenhos animados e programas de rádio e de televisão, como o que foi produzido pela cadeia ABC, entre 1982 e 1986, e apresentado pelo famoso actor Jack Palance. Outros se seguiram… Enquanto Ripley viajava pelo mundo, em busca de informação, os seus assistentes passavam boa parte do tempo encafuados nas bibliotecas, pesquisando assuntos desconhecidos da generalidade do público.

Numa das fases do Mundo de Aventuras, de formato mais pequeno, esta página de curiosidades chegou a aparecer nas contracapas, durante uma longa série de números. É natural, por isso, que muitos leitores não a dispensassem. A página supra foi publicada no nº 402 (1957).

Advertisements

Ficheiro da BD Portuguesa: José Garcês

A rubrica em epígrafe surgiu no Mundo de Aventuras nº 481, em 1982, e foi sugerida por mim, que era o coordenador da revista, a António J. Ferreira, um dos mais insignes estudiosos e investigadores da BD portuguesa, particularmente da que antecedeu o nascimento d’O Mosquito, nas décadas de 1920 e 1930.

A. J. Ferreira foi leitor do ABCzinho, d’O Senhor Doutor, do Tic-Tac, d’O Papagaio e obviamente d’O Mosquito, e conhece a fundo todas essas revistas, dando especial relevo aos artistas portugueses que nelas colaboraram. E muitos foram!

Aceite o convite, A. J. Ferreira lançou-se imediatamente ao trabalho… que deu valiosos frutos, aparecendo no Mundo de Aventuras até ao seu último número (1987). São algumas dessas Fichas, com mini-biografias de autores portugueses, que nos propomos, agora, dar a conhecer (ou a reler) aos internautas que nos visitam.

Começamos por José dos Santos Garcês, cuja carreira se iniciou, em 1946, nas páginas d’O Mosquito — então a atravessar uma das suas melhores fases, com histórias de Jesús Blasco, Eduardo Teixeira Coelho, Jayme Cortez, e de outros excelentes artistas europeus e americanos. E esta escolha tem uma razão especial, porque José Garcês celebrou no passado dia 23 de Julho o seu 90º aniversário, efeméride que merece ser devidamente assinalada… como já o fizeram O Gato Alfarrabista e outros blogues da nossa Loja de Papel.

José Garcês colaborou n’O Mosquito até 1948, tendo realizado quatro aventuras em que são patentes, desde a primeira página, a evolução do seu estilo e a sua preferência (nessa época) por temas exóticos e enredos dramáticos… além do acerto com que desenhava sugestivas figuras femininas, cunho que manteve para sempre.

A Montra dos Livros endereça também a José Garcês as melhores felicitações pelo seu aniversário e por uma memorável carreira, com mais de 70 anos, ao serviço da ilustração, da pintura, da banda desenhada e do seu ensino… em suma, da cultura, das artes portuguesas e das gerações mais jovens, que, ao longo deste incansável percurso, durante várias décadas, muito lhe ficaram a dever.

Parabéns, Mestre José Garcês, e que conte ainda muitos anos de vida!

Nota: as fichas que aqui apresentamos foram publicadas no Mundo de Aventuras nºs 487 e 585, de 10/2/1983 e 1/11/1986, respectivamente. As duas últimas (239 e 240) dizem respeito às primeiras histórias de José Garcês, estreadas n’O Mosquito.

Memórias cinéfilas: “Blade Runner”

Na sua 5ª série, iniciada em Outubro de 1973, o Mundo de Aventuras publicou vários artigos sobre cinema, a exemplo do que faziam outras revistas de banda desenhada, mormente o Tintin belga, que também dedicava especial atenção à 7ª Arte e aos filmes de maior actualidade, sobretudo àqueles cujos temas interessavam particularmente à juventude.

Foi assim que no Mundo de Aventuras (5ª série) surgiram também rubricas especializadas, como Cinema Insólito, a cargo de Luiz Beira, e Visor e Cinematógrapho, orientadas por José de Matos-Cruz, a par de Cinema Fantástico, coordenada pela redacção da revista, rubricas onde os clássicos tinham lugar de destaque, inclusive os dos primórdios do cinema português.

Mas sempre que um filme de grande espectáculo se estreava nas telas, o Mundo de Aventuras, pela pena geralmente de José de Matos-Cruz, já nessa época um dos nossos maiores especialistas de assuntos cinematográficos — e que viria a tornar-se elemento destacado da Cinemateca Portuguesa —, dedicava-lhe um artigo… às vezes, até, com honras de capa, como no caso de Blade Runner.

Vem este desfiar de (gratas) memórias a propósito do texto que se segue, da autoria de José de Matos-Cruz, em que este recordou a relação entre cinema e BD, assinalando que alguns dos filmes de maior êxito dessa época, como Flash Gordon A Guerra das Estrelas (2º episódio), tinham sido adaptados por um dos mais notáveis artistas dos comics norte-americanos: Al Williamson.

Blade Runner, a insólita realização de Ridley Scott (baseada numa história do consagrado novelista Philip K. Dick, vencedor do Prémio Hugo, com o título “Sonham os Andróides com Carneiros Eléctricos?”), que abriu um novo capítulo na linhagem dos filmes de ficção científica, acabou por ter o mesmo destino, indo parar também às mãos de Al Williamson.

Verdade se diga que qualquer dessas adaptações foi um êxito, pois Williamson, grande fã de FC, já dera sobejas provas do seu talento (e da sua admiração por Alex Raymond, de cuja mestria gráfica era discípulo) ao desenhar, anos antes, alguns números de um comic book dedicado a Flash Gordon e ao renovar por completo, sucedendo a Bob Lewis (Lubbers), as tiras diárias do célebre Agente Secreto X-9 (criado por Raymond e Dashiell Hammett, em 1933), onde surpreendeu os leitores com algumas incursões em plenos domínios do fantástico e da Ficção Científica.

Numa próxima oportunidade, voltaremos ao assunto, pois tanto o filme de Ridley Scott (que já deu origem a uma sequela), como a BD de Al Williamson, pertencem definitivamente à memória dos clássicos. E continuaremos também a publicar artigos de José de Matos-Cruz e de outros autores, reproduzidos do Mundo de Aventuras e de diversas revistas.   (J. M.)                                                                      

Curiosidades do passado: Corto Maltese e o projecto de levar “A Balada do Mar Salgado” ao cinema

Artigo publicado no Mundo de Aventuras nº 161 – 2ª série (28-10-1976). Tradução de José de Matos-Cruz.

Um conto da Páscoa: “As Três Moedas”

Nota prévia (J.M.) — O conto que se segue, reproduzido do Mundo de Aventuras nºs 340 e 341 (Abril de 198o), foi originalmente publicado, em 1975, num volume da colecção Galo de Ouro, editada pela Portugal Press, de Roussado Pinto. Por esse original, com o título “O Príncipe Olaf”, recebi a quantia de 2.500$00 (o que, na altura, não foi nada mau, pois equivalia a um terço do meu vencimento mensal na Agência Portuguesa de Revistas).

Muitos anos depois, ofereci esse livro a E.T. Coelho, numa das suas últimas visitas a Portugal. O grande artista, homenageado várias vezes pelo Festival da Amadora e pelo Clube Português de Banda Desenhada, gostou deste conto e decidiu adaptá-lo, numa história de BD com 10 páginas que ainda hoje permanece inédita.

No Mundo de Aventuras, que eu então coordenava, as ilustrações foram de outro grande artista, Augusto Trigo, que começou a colaborar no MA em 1980, pouco tempo depois de ter trocado a Guiné, onde nasceu, por Portugal, onde passara parte da sua infância e juventude. A nossa parceria em Banda Desenhada, que ainda dura, começou também nesse memorável ano de 1980. 

 

Fanzines de José Pires: “FandClassics”

Com um ritmo imparável, de impressionante regularidade, para quem publica três fanzines mensais — FandClassics, Fandaventuras e Fandwestern —, José Pires continua a editar a magnífica série “Terry e os Piratas”, de Milton Caniff, da qual somente os primeiros episódios eram conhecidos em versões portuguesas, graças ao Mundo de Aventuras (5ª série) e ao jornal Público.

Ou seja, a totalidade da série é agora, pela primeira vez, posta à disposição dos bedéfilos portugueses, em álbuns de formato à italiana, com cerca de 70 páginas cada, impressos em papel de boa gramagem. Uma edição que os fanáticos desta série — e sabemos que são ainda muitos em Portugal — não devem logicamente perder! 

Recordamos, mais uma vez, que esta série teve a sua estreia n’O Mosquito, em 1952, quando já era desenhada por George Wunder, substituto de Milton Caniff, que procurou imitar sem grande sucesso o estilo do seu ilustre mentor (mas diga-se de passagem que o período apresentado n’O Mosquito é um dos mais abonatórios do trabalho de Wunder, que também tem os seus méritos).

Em 1946, Milton Caniff decidiu pôr de lado “Terry e os Piratas” para se dedicar à sua nova série de aviação, com um herói chamado Steve Canyon (baptizado em Portugal com o bizarro nome de Luís Ciclone), que se tornou ainda mais popular do que a primogénita, apesar do seu conteúdo fortemente bélico e apologista da política externa dos Estados Unidos, mormente nas guerras da Coreia e do Vietname.

Quanto a “Terry e os Piratas” prosseguiu a sua carreira, nas mãos de George Wunder, até 1973, tendo transitado, durante breves períodos, por outras revistas portuguesas, como o Titã e o Mundo de Aventuras. Nesta última até mudou de nome, como era hábito nessa época, em que a censura pressionava sem tréguas os editores para nacionalizarem todos os personagens estrangeiros.

E assim “Terry e os Piratas” ficou conhecida, entre os leitores do Mundo de Aventuras (que fez questão de seguir à risca essa norma), pelo título de “Trovão e os Piratas”. Outro nome bizarro (pobre Terry!), embora Trovão Ciclone tenham a mesma raiz “meteorológica”. Uma mania que parecia perseguir os editores do Mundo de Aventuras, se nos lembrarmos também de João Tempestade (Johnny Hazard)!

Os fanzines aqui apresentados são respeitantes aos meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro últimos. Em Março sairá, portanto, o 15º volume desta colecção, que terá 25 fascículos, com todos os episódios da série.

Os pedidos, incluindo os de números atrasados, podem ser feitos directamente ao faneditor, através do e-mail  gussy.pires@sapo.pt

Recordações do “Mundo de Aventuras”: os Policiaristas da “Távola Rectangular” no Convívio de Viseu (1978)

Comentário de Jorge Magalhães

Tive o gosto de receber há poucos dias uma “Jarturada” — ou seja, uma produção do meu bom Amigo João Artur Mamede (mais conhecido por Jartur, nome incontornável da Problemística Policiária portuguesa) —, recordando, talvez com nostalgia, um convívio do Mundo de Aventuras e do Mistério… Policiário realizado em 23 e 24 de Setembro de 1978 na histórica cidade de Viseu, com mais de duas dezenas de “ferrenhos” participantes oriundos de diversas localidades do país, encabeçados pelo saudoso Sete de Espadas, mestre dos mestres dos policiaristas portugueses (que, para não delegar em mãos alheias a sua “missão” de repórter fotográfico, ficou ausente nas imagens).

A propósito desse texto do Jartur — que logo teve eco noutros membros da comunidade policiária, felizmente ainda vivos e na plena posse das suas “células cinzentas”, como é o caso do LP (Luís Pessoa), coordenador há 25 anos (!) de uma rubrica policiária no jornal Público —, pareceu-me oportuno, já que pertenço à mesma confraria, reviver também, resgatando-a religiosamente dos arquivos do passado, a reportagem desse animado convívio, publicada no Mundo de Aventuras nº 292, de 10/5/1979, e da autoria de um certo Mycroft Holmes (não confundir com o irmão de Sherlock Holmes).

Com um abraço de amizade ao Jartur, ao LP, ao (rei não coroado) e a todos os outros convivas de Viseu que ainda por cá andam. Em 1978, não fui a Viseu, com o Sete e a Lau, meus colegas de redacção no MA, porque, nessa altura, estava em Paris a gozar férias!

Foi num destes encontros mensais — que tantas recordações suscitam ainda! — que Jartur (sem poder precisar a data certa) teve a feliz ideia de exibir os seus dotes poéticos, recitando perante os outros convivas, depois de um lauto almoço, os seguintes versos da sua lavra, com uma expressiva homenagem ao “jovem” veterano Sete de Espadas, o homem que, em 1976, deu nova vida ao Policiário:

Louro e Simões no “Mundo de Aventuras”

Luís Louro e Tozé Simões são hoje dois nomes incontornáveis da BD portuguesa, formando  uma prestigiada e inseparável dupla, com uma carreira semeada de êxitos que lhes proporcionaram uma aura de autores neoclássicos, sobretudo por causa da sua série fetiche Jim del Monaco, onde a aventura e o exotismo, à maneira dos anos trinta, se revestiram de um humor escatológico, desafiando todas as regras de “bom comportamento” dos heróis e das heroínas da BD portuguesa, até essa data.

A propósito de uma recente entrevista que estes dois autores (hoje com mais de cinquenta anos, mas ainda jovens de espírito) concederam ao Diário de Notícias no passado dia 21 de Agosto — entrevista que o nosso blogue reproduziu na íntegra —, queremos recordar aqui a sua estreia, em 1985, no Mundo de Aventuras, que lhes publicou as primeiras histórias, dedicando-lhes no nº 548, de 1 de Abril desse ano, um artigo assinado por Luiz Beira, onde os dois valorosos principiantes já davam sinais, pela forma como encaravam o seu trabalho, de que não brincavam em serviço, preparando-se diligente- mente, com o zelo de verdadeiros profissionais, para uma carreira a sério na BD. E o êxito não tardou a chegar, pouco tempo depois, com a criação da genial e emblemática série que hoje é unanimemente considerada um clássico, embora este termo, há 30 anos, fosse substituído pelo de vanguardista, como Louro e Simões fazem questão de frisar. Sinal do tempo que passa e do prestígio alcançado por uma das raras séries da BD portuguesa dos últimos decénios que soube conquistar o espaço mítico do imaginário colectivo.

Mas voltando ao Mundo de Aventuras… A revista que os acolheu sem grandes pompas mas lhes proporcionou um auspicioso início de carreira, mostrou-os também, à luz da publicidade, ainda muito jovens (ambos com 19 anos), nesse artigo que gostosamente reproduzimos, assim como a capa de outro número com uma das suas histórias, “Führer”, que deu a Luís Louro a honra de figurar entre os melhores ilustradores do MA.

QuadriculografiaHistórias de Louro e Simões publicadas no Mundo de Aventuras (2ª série): 548 (1 Abril 1985) – “Estupiditia 2” (6 págs.); 556 (1 Agosto 1985) – “Führer” (8 págs.); 565 (15 Dezembro 1985) – “Game Over” (4 págs.).

Em Outubro de 1985, o ano que lhes abriu as portas do êxito, Louro e Simões viram o primeiro episódio de Jim del Monaco publicado no Diário Popular, transitando a série logo de seguida para O Mosquito, da Editorial Futura (nºs 10 e 12, Novembro 1985 e Janeiro 1986), que também lhe dedicou uma colectânea com quatro álbuns, publicando outra história no Almanaque O Mosquito 1987 (Dezembro 1986).

Em cima: duas páginas da história “Estupiditia 2”, publicada no Mundo de Aventuras 548, de 1/4/1985; em baixo: à esquerda, página da história “Führer”, e à direita, página da história “Game Over”, publicadas respectivamente no Mundo de Aventuras nºs 556, de 1/8/1985, e 565, de 15/12/1985.

Celebrando mais um aniversário do “Mundo de Aventuras” (desaparecido há 30 anos)

Nascido em 18/8/1949, o Mundo de Aventuras — um dos títulos mais emblemáticos da nossa imprensa juvenil — teve publicação ininterrupta durante cerca de 38 anos, até 15/1/1987. Um autêntico recorde de longevidade que nenhuma outra revista periódica de banda desenhada logrou sequer almejar, pois todas ficaram a grande distância dessa meta, mesmo as que no seu tempo foram tão populares como o Mundo de Aventuras.

Essa longa carreira, abruptamente interrompida pela crise da APR, que acabou também pouco tempo depois, foi assinalada, como é óbvio, por várias fases de maior e menor êxito, em que o MA mudou não só de periodicidade, de formato e de aspecto gráfico, como de sede, de oficinas, de director e de colaboradores.

Transcrevemos, a propósito, um pará- grafo da bela dedicatória “Em cada quinta-feira um novo mundo”, que o nosso amigo Professor António Martinó colocou, há três anos, no seu blogue Largo dos Correios, onde reluz o dom da palavra e da escrita de um mestre conceituado:

(…) Confrontando-se durante uma parte da sua longa vida com uma concorrência de peso, a revista conseguiu subsistir e atravessar diversas fases editoriais e modelos/formatos distintos. Mudando mesmo a sua filosofia, das histórias de continuação para as histórias completas, prenunciou o fim irreversível dessa saudosa fase onde aguardávamos com impaciência cada 5ª feira que nos fornecia o episódio seguinte de aventuras movimentadas, aptas a preencher um pouco da nossa própria vida.

Sobrevivemos sem “play-stations” e sem telemóveis, sem brinquedos sofisticados, até mesmo, imagine-se, sem televisão e, obviamente, desprovidos de acesso à internet… Sobrevivemos, sem traumas nem stresses, e isso deve-se em boa parte aos diabretes, aos mosquitos, aos mundos de aventuras e quejandos…”

A última série, iniciada em 4/10/1973, sob a direcção de Vitoriano Rosa, que sucedeu a José de Oliveira Cosme, falecido pouco tempo antes, teve também vários formatos e periodicidades, além de uma controversa interrupção cronológica, como se de uma nova revista se tratasse, com a numeração a voltar ao ponto de partida, após 1252 semanas de presença contínua nas bancas. O segundo director dessa série foi António Verde, que se manteve no cargo até ao último número (589), sempre coadjuvado pelo chefe de redacção (coordenador) Jorge Magalhães.

Mas o nascimento do Mundo de Aventuras está ligado a um facto pitoresco que poucos bedéfilos conhecem… a história de dois “mundos”, como a baptizou Orlando Marques (consagrado novelista e colaborador de longa data do MA), que foi um dos seus protagonistas.

Reproduzimos seguidamente um artigo publicado no nº 559 (15/9/1985), em que, pelo punho de Orlando Marques, se relata esse pitoresco episódio, cujo desfecho quase ia arruinando a sua carreira literária.

Homenagem ao “Sete de Espadas”

Uma bela homenagem ao saudoso “Sete de Espadas”, nome mítico do Policiário português, inserida no jornal Público (edição do passado dia 23 de Julho), de onde a reproduzimos, com a devida vénia ao seu autor, Luís Pessoa, outra destacada figura das lides policiárias. “Sete de Espadas” faleceu em 10 de Dezembro de 2008.

Associamo-nos também a esta homenagem à sua memória, recordando com emoção os tempos felizes dos convívios do Mundo de Aventuras e do “Mistério… Policiário”, realizados mensalmente em todo o país, que relançaram a carreira do “Sete” como orientador de rubricas da especialidade (praticamente suspensas desde finais dos anos 1950), e criaram uma ponte entre gerações que ainda hoje perdura.

Dupla página de “Mistério… Policiário” publicada no “Mundo de Aventuras” nº 77, de 20/3/1975. O cabeçalho foi desenhado por Jorge Mendonça.

Previous Older Entries

WordPress.com Apps

Apps for any screen

Le chat dans tous ses états - Gatos... gatinhos e gatarrões! de Catherine Labey

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

largodoscorreios

Largo dos Correios, Portalegre

almanaque silva

histórias da ilustração portuguesa