Postais ilustrados de outros tempos – 10

QUERES SABER COMO ÉS?

VÊ O MÊS EM QUE NASCESTE…

Começamos hoje a apresentar duas novas colecções de postais que, além de raras, têm um significado especial: o de serem destinadas aos mais jovens, indicando (como num “horóscopo”) as qualidades naturais de ambos os sexos, fruto, segundo os sábios, da influência astrológica dos meses de nascimento.

As ilustrações são de dois nomes ilustres da nossa BD (então chamada, em gíria infantil, histórias aos quadradinhos): Júlio Gil, que se distinguiu, como versátil grafista, na 1ª e 2ª séries do Camarada, revista para rapazes editada pela Mocidade Portuguesa, e Carlos Roque, uma das maiores revelações da 2ª série, como desenhador humorístico.

O traço vivo e airoso, de expressiva delicadeza, que caracterizava o estilo de Júlio Gil, está patente nos dois primeiros postais, dedicados às raparigas. Referente aos mesmos meses de Janeiro e Fevereiro, a série seguinte, dirigida aos rapazes, ostenta a assinatura e o traço pitoresco de Carlos Roque, então no início de uma brilhante carreira (anos 1960).

Com edição da Pórtico, nome ligado também às actividades culturais da Mocidade Portuguesa, estas duas colecções juvenis de postais têm um inegável encanto gráfico, realçado pelo colorido e pela harmonia e inspiração das imagens de dois saudosos mestres da BD portuguesa.

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Histórias dos Velhos Deuses (por Marcelo de Morais) – 2

hc3a9rcules-1-1481Surge hoje no nosso blogue o 2º episódio desta série ilustrada por Marcelo de Morais, que o Diabrete publicou entre os nºs 794, de 7/2/1951, e 806, de 21/3/1951.

Tal como o cinema, numa recente produção com um musculoso actor cujo nome não fixámos — e que nunca conseguirá ofuscar a imagem do mítico Steve Reeves, protagonista de vários peplums italianos de boa memória realizados nos anos 50 do século passado —, também a BD evocou em múltiplas edições, com o selo de populares editoras como a Charlton Comics, o célebre herói da mitologia grega, cujas façanhas quase se assemelham, ironicamente, aos traba- lhos que o actual governo helénico tem enfrentado, também de forma hercúlea, para conseguir a ajuda dos seus parceiros europeus, evitando que os efeitos da austeridade se façam sentir de forma ainda mais dramática no seu país.

Trabalhos de Hércules - 7“Histórias dos Velhos Deuses” foi, como já referimos, um dos melhores trabalhos de um novo colaborador do Diabrete, na época 1949-51, que já se distinguira no Camarada, a revista da Mocidade Portuguesa, extinta em 1950, cuja vida curta foi uma espécie de “farol” no panorama dos quadradinhos nacionais, pela renovação que operou em termos gráficos, estéticos e temáticos.

Essa “lufada de ar fresco” — apesar de toda a carga ideológica da Mocidade Portuguesa, organização criada pelo governo de Salazar para promover a educação física e cultural da juventude, e a sua integração no seio do novo regime político — teve em Marcelo de Morais, jovem artista formado pelas Belas Artes, admirador da escola belga e do estilo de Hergé, um dos seus maiores expoentes.

Como continuou a demonstrar no Diabrete, onde lhe coube a honrosa tarefa de fazer equipa, no plano gráfico, com Fernando Bento e Fernandes Silva, outro talentoso recém-chegado às páginas do “grande camaradão”, que também contribuiu em larga escala para o progressivo desenvolvimento, em termos mais modernistas, da 9ª Arte portuguesa.

Trabalhos de Hércules - 8 E 9

Trabalhos de Hércules - 10 e 11

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