Um rosto cinéfilo: Michèle Morgan

MICHÈLE MORGAN (1920-2016)

Foto publicada em separata na revista juvenil Flecha nº 2, de 4 de Novembro de 1954.

Uma das mais populares actrizes da época dourada do cinema francês (anos 1940-50), que ganhou fama mundial em filmes como Cais das Brumas (com Jean Gabin), Joana de Paris (com Paul Henreid), Passagem para Marselha (com Humphrey Bogart), Sinfonia Pastoral (prémio de melhor actriz no Festival de Cannes), O Ídolo Caído (com Ralph Richardson), Fabíola (com Henri Vidal, seu segundo marido) e As Grandes Manobras (com Gérard Philipe).

Era dona de um sorriso irresistível e conservou sempre o predicado que a tornou única na história do cinema: os olhos azuis esverdeados mais belos do mundo… consagração que lhe adveio da célebre frase de Gabin, em Cais das Brumas: “Tens uns belos olhos, sabes…”.

Na manhã de ontem, 21 de Dezembro, esses olhos “puros e sedutores”, num rosto de radiosa beleza, fecharam-se para sempre. Excepto nas imagens dos seus filmes, onde continuarão a encantar e a seduzir, como um vívido reflexo de eternidade, enquanto o fascínio e a magia da 7ª Arte não desaparecerem do imaginário colectivo.

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Um rosto cinéfilo: Joan Fontaine

JOAN FONTAINE (1917-2013)

A grande actriz de Rebecca (1940) e Suspicion (1941), desaparecida em 15 de Dezembro de 2013.joan-fontaine

Foto publicada em separata na revista juvenil Flecha nº 4, de 18/11/1954.

Actriz de seráfica beleza e grandes recursos dramáticos, como provou nos dois filmes realizados por Alfred Hitchcock, em que teve como pares Laurence Olivier e Cary Grant, era irmã de outra actriz famosa, Olívia de Havilland (ainda viva e já centenária), com a qual sempre manteve uma acesa rivalidade.

Ganhou o Óscar de melhor actriz uma única vez, pelo seu desempenho em Suspeita. Os amantes de filmes históricos e de aventuras também não a esqueceram, como a Lady Rowena de Ivanhoe (1952).

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Um rosto cinéfilo: Eleanor Parker

ELEANOR PARKER (1922-2013)

A grande actriz de Scaramouche (1952) e Melodia Interrompida (1955), desaparecida em 9/12/2013.eleanor-parker359

Foto publicada em separata na revista juvenil Flecha nº 16, de 18/3/1955.

Actriz dramática por excelência, Eleanor Parker ficou célebre pelos seus papéis, mesmo na categoria de intérprete secundária, em filmes como Música no Coração (The Sound of Music), com Julie Andrews e Christopher Plummer, e O Homem do Braço de Ouro (The Man with the Golden Arm), com Kim Novak e Frank Sinatra.

Na minha memória cinéfila, guardo dois filmes de cenário exótico que vi na juventude e em que ela surgia mais esplendorosa do que nunca: O Vale dos Reis (Valley of the Kings), com Robert Taylor, e Marabunta (The Naked Jungle), com Charlton Heston.eleanor-parker-marabunta

Um rosto cinéfilo: Audrey Hepburn

A INGÉNUA SEDUTORAaudrey-hepburns-85th-birthday-5167261899816960-hp

Hoje, dia do aniversário de Audrey Hepburn, prestamos homenagem — como fez o Google, há um ano, com este magnífico “doodle” (cabeçalho) — à famosa e aristocrática actriz, nascida em 4 de Maio de 1929, na Bélgica, e falecida em 20 de Janeiro de 1993, na Suiça

Os cinéfilos recordá-la-ão sempre como a versátil intérprete de alguns dos mais sublimes papéis femininos de Hollywood: a Natasha Rostova de Guerra e Paz (War and Peace), a Holly Golightly de Boneca de Luxo (Breakfast at Tiffany’s), a Sabrina Fairchild de Sabrina, a Eliza Doolittle de My Fair Lady, ou a princesa Anya de Férias em Roma (Roman Holiday), o seu primeiro filme. Estreia triunfante, que lhe valeu em 1954 três cobiçados troféus: o Óscar, o Globo de Ouro e o Bafta, como melhor actriz principal.

Roman Holiday - Sabrina e Funny Face

Breakfast at Tiffanys, Charade e My Fair lady

Ícone da moda e do espectáculo, eleita pelo American Film Institute uma das maiores “estrelas” cinematográficas de todos os tempos, Audrey Hepburn ganhou também direito à admiração de todo o mundo pelas suas acções humanitárias como embaixatriz da Unicef. Uma vida plena de sofisticação, de elegância e de beleza, mas também de espiritualidade e de amor ao próximo, sobretudo às crianças dos países mais pobres do globo.

Tal como o Google em 2014, prestamos uma singela homenagem à sua memória, oferecendo aos nossos leitores uma foto publicada em separata na revista Flecha nº 6, de 2/12/1954. Mas, para os bedéfilos, a sua “funny face”, a sua aparência delicada, ingénua e sexy, transparecem também na figura da sósia Júlia Kendall, célebre heroína dos fumetti, criada pelo argumentista Giancarlo Berardi e publicada, em Itália, pela Sergio Bonelli Editore.

Audrey separata Flecha nº6 e poster Júlia

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