Concurso dos 12 Meses (Diabrete) – 12

Nesta página, ilustrada pelo magnífico traço de Cambraia e referente ao mês de Maio, o Diabrete celebrava, com um mês de atraso, a descoberta da terra de Vera Cruz, ocorrida em 22 de Abril de 1500, quando o navegador Pedro Álvares Cabral, em rota para as Índias, chegou, pela primeira vez, às costas de um novo continente — mais ao sul da região atingida, em 1498, por Cristóvão Colombo —, onde mais tarde os colonos portugueses se fixariam também, levando aos indígenas a espada da conquista e a cruz do Evangelho.

Terra de Vera Cruz, assim baptizada em honra da fé cristã, e posteriormente conhecida pelo nome de Brasil, quando os primeiros colonos (ou bandeirantes) começaram a explorar as suas imensas riquezas, incluindo a preciosa madeira de uma árvore de cor esbrazeada, que crescia em abundância no luxuriante território e a que deram o nome de “pau-brasil”.

Esta página do Diabrete, alusiva ao último mês do seu grande concurso, foi dada à estampa no nº 806, de 21/3/1951. Noutras edições, correspondentes aos nºs 804, de 14/3/1951, e 805, de 17/3/1951, surgiram mais informações sobre a origem histórica do nome dos meses, que tanta curiosidade pareciam despertar aos leitores do “grande camaradão”.

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Concurso dos 12 Meses (Diabrete) – 11

Foi muito antes das celebrações da Páscoa que o Diabrete apresentou no nº 798, de 21 de Fevereiro de 1951, esta bela ilustração de José Cambraia, acompanhada pelos versos de Adolfo Simões Müller, cujo suave lirismo tinha também profundo eco nos espíritos juvenis, moldados naquele tempo, de austero e doutrinário regime, pelo culto da religião, da pátria e da família.

No mesmo número do Diabrete saíram mais curiosidades sobre a origem do calendário e do nome dos meses, decerto com o louvável propósito de que todos os amigos do “grande camaradão” fizessem boa figura nas aulas de História e nos serões familiares. Recordemos que nessa época, em que o aparelho de rádio ocupava o lugar do televisor, o ambiente dos lares domésticos era animado por outros sons e pelo lúdico, salutar convívio entre os mais novos e os mais velhos.

Concurso dos 12 Meses (Diabrete) – 10

Quase a chegarmos ao fim deste concurso do Diabrete, composto por doze magníficas ilustrações de José Cambraia — com que o “grande camaradão” quis celebrar as estações e as fases mais importantes do ano, o grande ciclo da natureza e da vida que o tempo renova, a memória regista e a tradição consagra nos ritos festivos —, apresentamos agora a página dedicada à Primavera, ao renascimento do impulso vital que todos os anos, nesta época, faz florir a beleza, o amor, a juventude, a felicidade, a alegria, a esperança, o que de melhor está adormecido na natureza e em quase todos nós.

Além desta página, com o esfuziante e “primaveril” traço de Cambraia, publicada no nº 805, de 17/3/1951, o Diabrete, no salutar intuito de satisfazer a curiosidade e aumentar a cultura dos seus jovens e dedicados leitores, divulgou mais alguns interessantes factos sobre o tempo e a origem do nome dos meses, que fomos respigar ao nº 803, de 10/3/1951.

Concurso dos 12 Meses (Diabrete) – 9

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Na marcha imparável do tempo e do calendário (que resume em doze meses o ciclo completo da vida humana), os anos, que em Janeiro só gatinham, em Fevereiro já dão passos titubeantes e começam a chilrear as primeiras palavras, para alegria do papá Inverno e da mamã Natureza.

Há 66 anos, nenhum leitor do Diabrete se enganou decerto na resposta ao Concurso dos 12 Meses, associando a ilustração de Cambraia e os versos publicados no nº 800 (28/2/1951) do “grande camaradão”, aos folguedos do Rei Momo celebrados nesse mesmo mês de Fevereiro.

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No mesmo número, saiu outra página com interessantes e instrutivas curiosi- dades sobre o tempo, referentes ao mês em questão, cujo tema carnavalesco José Cambraia tão sugestiva e inspiradamente retratou na sua imagem.

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Concurso dos 12 Meses (Diabrete) – 8

Esta página do grande Concurso dos 12 Meses, ilustrada por José Cambraia, com versos de Adolfo Simões Müller, tinha um mote tão fácil que todos os concorrentes devem tê-lo adivinhado só de olhar para a imagem. Era essa uma das características do concurso, pois mesmo sem a ajuda dos pais ou dos avós (ou dos manos mais velhos), qualquer garoto que ainda andasse na escola primária podia decifrar de uma assentada os nomes dos meses que era preciso inscrever nas legendas respectivas. E quem se enganaria ao ver a figura sorridente, com os traços estilizados de Cambraia, que posa sobre um calendário, nesta página publicada pelo Diabrete no seu nº 803, de 10 de Março de 1951?

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Aliás, o interesse maior deste concurso, se bem me lembro (porque, nesse tempo, também lia o “grande camaradão”), não eram os prémios, apesar de aliciantes, mas o prazer de admirar os desenhos e as alegorias de Cambraia, um artista que já chamara a atenção da miudagem com as graciosas ilustrações que realizara para O Livro das Fábulas, escrito por Adolfo Simões Müller.

No nº 799, de 24 de Fevereiro de 1951, o Diabrete publicou mais uma página informativa sobre o regulamento do concurso e com curiosidades sobre o “Avô Tempo” e os seus diversos ciclos, para ensinamento dos mais pequenos… mas que muitos graúdos ainda hoje ignoram. Esta era referente ao mês de Janeiro.

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Concurso dos 12 Meses (Diabrete) – 7

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A página que hoje apresentamos de um dos mais populares concursos realizados pelo Diabrete, com ilustrações de José Cambraia e duas quadras que contêm uma espécie de adivinha sobre o nome de cada mês, que era preciso escrever numa legenda em rodapé — tarefa bastante fácil, aliás, mesmo sem ler os versos, graças à inspiração artística e às alegres imagens de Cambraia —, esta página, dizíamos nós, merecia ter sido publicada na solene e festiva data que o seu conteúdo evoca: a noite da Consoada, das grandes reuniões familiares, dos risos, do prazer e da emoção infantil, na expectativa de que o Pai Natal desça outra vez, noite alta, pela chaminé, com o seu saco carregado de prendas. Um ente real, na mente das crianças, mas “invisível”, que nunca se deixa surpreender durante o cumprimento da sua nobre missão, na noite mais bela do ano.

Em vez disso, esta página saiu no Diabrete nº 804, de 14 de Março de 1951, muitos meses antes da data tão ansiada, apenas como mais uma etapa de um concurso que também estava recheado de presentes (ou prémios) valiosos. Tantos anos depois, quis o nosso blogue dar-lhe o lugar que merece, apresentando-a nesta noite tão especial, com a fé de que alguns jovens desse tempo (hoje, já de cabelos brancos e rodeados de filhos e netos) que nos honrarem com a sua companhia, não tenham ainda esquecido o Diabrete nem, quiçá, o grandioso Concurso dos 12 Meses (desdobrado em três), que tanto alvoroço provocou entre os milhares de leitores do maior “camaradão” da juventude portuguesa.

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Tudo começou com o Rato Mickey!

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Reza a lenda que Walt Disney, artista pobre, sem esperança de triunfar no meio cinematográfico, onde era um ilustre desconhecido, foi “ajudado” por um rato que lhe fazia companhia no seu estúdio e que ele, certo dia, resolveu desenhar, baptizando-o com o nome de Mickey, num assomo de genial inspiração.

Depois, a lenda transformou-se em história, onde ficaram gravados com letras de ouro os nomes de Disney, de Mickey e de outras célebres personagens criadas (ou revividas) pelo seu fabuloso e mágico mundo dos desenhos animados: Pinóquio, Branca de Neve, DumboDonald, Peter Pan, Cinderela e muitas mais.

Um mundo onde o real se confunde com a fantasia e o sonho transporta o espírito dos espectadores de todas as idades nas suas asas douradas. Walt Disney morreu há 50 anos, rico como Crésus, mas nunca esqueceu o ratinho que lhe deu alento e esperança quando o seu estúdio não passava de um humilde apartamento.

Em homenagem à memória do maior mago do cinema, apresentamos um trabalho que lhe foi dedicado pelo Diabrete, no seu nº 790, de 24/1/1951, com o traço de outro consagrado humorista, o excelente desenhador português Marcelo de Moraes.

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As exposições do CPBD: Fernando Bento

Nota: O artigo seguinte, da autoria de Carlos Gonçalves, membro da actual direcção do Clube Português de Banda Desenhada, foi reproduzido da “folha de sala” dedicada à exposição de originais de Mestre Fernando Bento (com vários e magníficos exemplos da sua arte incomparável), que continua patente, até ao final do ano, na sede do CPBD, sita na Avenida do Brasil, 52 A, Reboleira (Amadora), podendo ser visitada todos os sábados, das 15 às 18 horas.

img_5763FERNANDO BENTO: UM CONTRIBUTO INESGOTÁVEL DE ARTE

Sabemos que no nosso país pouco ou quase nada distinguimos as pessoas pelas suas qualidades, sejam de que tipo forem e muito menos na Banda Desenhada. Dar valor ao nosso vizinho mortal, está fora de questão. É preciso lembrar muitas vezes o seu contributo e, mesmo assim, só passados vários anos é que é fixada na mente das pessoas a realidade do seu valor e da existência desse prodígio. Temos vindo a considerar Eduardo Teixeira Coelho, ainda que perfeitamente legítimo, como a elite dos nossos desenhadores. É claro que a banda desenhada é um campo muito vasto e ainda que os estilos dos vários desenhadores possam ser muito diferentes, o resultado final e prático é que conta.
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Ao longo destas últimas décadas e naquelas onde a Banda Desenhada se evidenciou mais, as que poderemos considerar como o período áureo das histórias aos quadradinhos foram a década de vinte do século passado com o aparecimento da revista ”ABC-zinho”, com trabalhos de Cotinelli Telmo e Rocha Vieira, a década de trinta com a publicação da revista “O Papagaio”, com trabalhos de José de Lemos, Arcindo Madeira, Rudy, Ruy Manso, Tom, Meco, etc, e “O Mosquito” com Tiotónio, E. T. Coelho, José Garcês, José Ruy, Servais Tiago, Jayme Cortez, etc, a década de quarenta com a edição do “Diabrete”, com trabalhos de Fernando Bento, os anos cinquenta com a remodelação do “Mundo de Aventuras”, com Vítor Péon, Carlos Alberto Santos, José Batista, José Antunes, etc, e o lançamento do “Cavaleiro Andante” com histórias de Fernando Bento outra vez, E. T. Coelho também, e finalmente a década de sessenta com a publicação da revista “Tintin”, nesta última fase já com a introdução de uma nova escola na Banda Desenhada, a franco-belga, até aqui pouco conhecida dos leitores nacionais.

Quanto aos desenhadores portugueses, o leque já era muito pequeno, tirando o José Ruy, o Vítor Péon, o Fernando Relvas e pouco mais. Em todas estas décadas distinguiram-se muitos desenhadores portugueses e, de uma maneira geral, de uma forma bastante positiva. Alguns deles têm sido mais distinguidos, outros menos. Pensamos que seria agora a oportunidade de engrandecer Fernando Bento, através de uma amostra bastante significativa dos trabalhos deste desenhador no campo das capas, cuja produção se aproxima dos duzentos trabalhos, todos eles de invulgar beleza, embora nem todos pudessem ser escolhidos, como é óbvio.

A sua produção é infindável, quer nas capas quer nas histórias aos quadradinhos, e sempre com uma qualidade de que dificilmente o artista abdicou, ainda que poucas vezes, principalmente já nos últimos anos do “Cavaleiro Andante”, algumas histórias de “Emílio e os Detectives” e as aventuras de “Sherlock Holmes” tenham sido produzidas de uma forma mais prática e com uma simplificação de alguns pormenores e cenários, não prejudicando de qualquer dos modos a sua qualidade, mas oferecendo aos leitores um novo formato e um novo estilo, fruto da sua maturidade. Muitos desenhadores e pintores, depois de uma vida intensa e criativa, optam por desenhar e pintar de uma forma diferente, abarcando até alguns estilos menos marcantes e mais experimentais.

Fernando Bento foi um dos desenhadores portugueses que, em paralelo com Eduardo Teixeira Coelho, adaptaria mais obras literárias à banda desenhada. O primeiro iria buscar aos romances dos nossos escritores Eça de Queiroz e Alexandre Herculano, com arranjos de Raul Correia, temas para criar os seus trabalhos e Fernando Bento a Júlio Verne, de parceria com Adolfo Simões Müller. Fernando Bento era acima de tudo um desenhador de aventuras e emoções. Era natural a sua escolha do escritor francês. Estamos quase certos ao afirmar que, tanto quanto conhecemos da sua obra e da de outros desenhadores estrangeiros, o nosso artista foi, sem dúvida alguma, o que mais títulos das obras de Júlio Verne aproveitaria para as suas criações. 

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Mas claro que não seria só a sua escolha preferida, a par dos grandes feitos, grandes viagens e muita aventura. A arte de Fernando Bento na execução de ilustrações e capas era também destinada aos leitores mais jovens, com histórias adaptadas de contos escritos por Adolfo Simões Müller ou por outros autores de renome, como Alice Ogando, Maria de Figueiredo, Emília de Sousa Costa, etc.

UMA VIDA DE ARTISTA

Fernando Bento nasceu a 26 de Outubro de 1910 e veio a falecer no dia 14 de Setembro de 1996. Do mesmo modo que alguns outros artistas, começaria muito novo a dominar o lápis e a borracha e, como era usual na época, viria a criar o tal chamado jornalinho que era emprestado, alugado ou copiado (quando tal era possível), para ser vendido aos amigos e colegas de turma.

Na década de trinta já o encontramos como desenhador activo, colaborando numa série de jornais e revistas, tais como “Os Sports”, “Diário de Lisboa”, “A República”, “O Século”, “A Capital”, etc, com reportagens sobre Teatro e a desenhar caricaturas, além de se ocupar de reportagens sobre outros temas. Cinco anos depois, tinha também abraçado o teatro como figurinista e maquetista, desempenhando as respectivas tarefas em vários teatros da época: Variedades, Nacional, Apolo, Avenida e Maria Vitória.

OS SEUS TRABALHOS NA REVISTA “DIABRETE”

A grande reviravolta na sua vida artística dá-se a partir de 4 de Janeiro de 1941, quando se inicia como colaborador da revista “Diabrete” a partir do seu nº. 1, com a criação das personagens “Béquinhas, Beiçudo e Barbaças”. Depois, é uma criação contínua nas páginas desta revista, onde se mantém durante uma década como desenhador de serviço, criando personagens e ocupando-se da parte gráfica da publicação, com principal incidência nas obras de Júlio Verne:

“Dois Anos de Férias” (Diabrete nºs. 33/74); “Volta ao Mundo em 80 Dias” (Diabrete nºs. 75/100); “Miguel Strogoff” (Diabrete nºs. 101/138); “Robur, o Conquistador” (Diabrete nºs. 139/161); “Viagem ao Centro da Terra” (Diabrete nºs. 187/216); “Da Terra à Lua” (Diabrete nºs. 217/236); “À Roda da Lua” (Diabrete nºs. 237/256); “Um Herói de Quinze Anos” (Diabrete nºs. 257/311); “Cinco Semanas em Balão” (Diabrete nºs. 312/356); “Vinte Mil Léguas Submarinas” (Diabrete nºs. 357/415); “A Ilha Misteriosa” (Diabrete nºs. 416/510) e “Matias Sandorf” (Diabrete nºs. 512/644).

Doze obras estavam, pois, adaptadas à banda desenhada em mais de 500 páginas e capas. Mais tarde, começa a adaptar obras infantis para a revista e a contar as vidas de figuras históricas portuguesas, destacando os seus feitos de forma inesquecível. Ao mesmo tempo, criava várias personagens, “Zuca”, “Zé Quitolas”, ”Bicudo e Bochechas”, etc, todas elas em paralelo com as suas atividades profissionais. E ainda desenhava “As Mil e Uma Noites”…3-imagens-bento-2

A SUA PRODUÇÃO NA REVISTA “CAVALEIRO ANDANTE”

Mas foi no “Cavaleiro Andante” que o seu apogeu se verificou, devido às grandes obras que viria a criar para as páginas da publicação. Algumas serão sempre inesquecíveis, tais como “Quintino Durward”, “Beau Geste”, talvez a mais significativa, “O Anel da Rainha de Sabá” e “A Torre das 7 Luzes”. Nesta publicação as adaptações da obra de Júlio Verne continuam a encantá-lo, pois “Uma Cidade Flutuante” (Cavaleiro Andante nºs. 253/289) irá divertir os leitores. Outra adaptação cheia de interesse foram as aventuras de “Emílio e os Detectives”, assim como os belos quadros que nos deixou nas páginas do “Cavaleiro Andante”, evocando “Os Lusíadas” de Luís de Camões, na comemoração do dia do poeta. Algumas das suas obras viriam a ser, mais tarde, publicadas em álbum: “Béquinhas, Beiçudo e Barbaças”, “34 Macacos e Eu”, “Diabruras da Prima Zuca”, “A Ilha do Tesouro” (uma edição pelas Iniciativas Editoriais e outra pela Asa), “As Mil e Uma Noites”, “Beau Geste”, “O Anel da Rainha de Sabá”, “Com a Pena e Com a Espada”, “Um Campeão Chamado Joaquim Agostinho”, “Regresso à Ilha do Tesouro”, etc.

OUTRAS PUBLICAÇÕES COM TRABALHOS DO DESENHADOR

Sempre que nos debruçamos sobre a vida de qualquer desenhador português e perante a vasta produção de cada um deles, sem esquecer que quase todos não puderam exercer em pleno a sua vocação a nível profissional, pois era necessário ter em paralelo um emprego fixo, perguntamos como era possível dedicar tanto tempo à banda desenhada, sem prejuízo de outras tarefas e da sua vida particular.
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Mas, na verdade, assim acontecia e além das duas revistas principais em que Fernando Bento colaborou, de que já falámos, há outras onde o artista deixaria a sua arte indelével. A primeira foi “República – Secção Infantil”, suplemento infantil do jornal “A República”, entre 1938 e 1939, “Pim-Pam-Pum”, suplemento infantil do jornal “O Século”, onde colaborou de 1941 a 1959, “Norte Infantil”, suplemento infantil do jornal “Diário do Norte”, com trabalhos seus de 1951/1952, revista “Mundo de Aventuras” em 1980, “Quadradinhos – Suplemento infantil do jornal “A Capital”, em 1980/1982, etc. Depois há vários trabalhos esporádicos espalhados pelo “Bip-Bip”, “Nau Catrineta”, “O Pajem” (suplemento infantil do “Cavaleiro Andante”), livros infantis e outros. Estava, pois, cumprida uma missão inesquecível de um artista que, durante mais de 40 anos, nos deixou ter acesso a obras excepcionais que nos acompanharam nos nossos períodos lúdicos.

                                             Carlos Gonçalves

Concurso dos 12 Meses (Diabrete) – 6

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“Quentes e boas!… Quentes e boas!…” Os miúdos de há 65 anos acorriam ao ouvir este pregão e as castanhas a estalar, saídas da assadeira a troco de alguns tostões, saltavam-lhes nas mãos, ainda em brasa, pitéu apetecido nos primeiros dias chuvosos e frios de Novembro, quando o Outono já parecia prestes a despedir-se.

Esta página ilustrada pelo traço pitoresco de José Cambraia, que tantos admiradores teve nessa fase do Diabrete, pelo menos durante a publicação do Concurso dos 12 Meses, foi dada à estampa no nº 797, de 17/2/1951.

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No mesmo número, o Diabrete resolveu publicar uma página informativa, explicando aos seus leitores algumas curiosidades acerca do tempo e das suas etapas, com o intuito de ensinar enquanto divertia. Uma boa prática desses tempos, comum a algumas revistas infanto-juvenis… que a miudagem lia efusivamente, com gosto e proveito.

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Concurso dos 12 Meses (Diabrete) – 5

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Aqui têm mais duas peripécias do Pimpão, um cachorro de aspecto quase humano, que também gostava de ir ao cinema… mas, como tantos homens e crianças, não sabia comportar-se devidamente em locais públicos.

Tal como as que já apresentámos nesta rubrica — que não se importa de ter o Pimpão como convidado —, as presentes tiras foram publicadas, em 1949, na secção infantil “República dos Miúdos” do jornal República, e reproduzimo-las, com a devida vénia, da página de José Cambraia no Facebook.

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Como ainda estamos em Outubro — que antigamente era o mês do adeus às férias grandes e do regresso às aulas —, surge hoje na nossa galeria a respectiva página, publicada no Diabrete nº 802, de 7 de Março de 1951, onde o Concurso dos 12 Meses, ilustrado por Cambraia, com versos de Adolfo Simões Müller, continuava a ser um êxito.

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