70 Anos de Tex no CPBD: convite e programação

Uma grande exposição a não perder, organizada pelo Clube Português de Banda Desenhada e pelo Clube Tex Portugal, com o patrocínio da Sergio Bonelli Editore, cuja inauguração terá lugar no próximo sábado, dia 29 de Setembro, às 15h30, com a presença dos autores italianos Bruno Ramella e Moreno Burattini.

Esta exposição, como já informámos no nosso blogue Era uma vez o Oeste (clicar no título), é composta por 30 pranchas de vários autores que deram vida, desde a sua criação, em 1948, às trepidantes aventuras de Tex Willer — a série western de cariz realista que detém o recorde de longevidade e de episódios publicados, com milhares de páginas assinadas por alguns dos maiores mestres da BD mundial, numa contínua cadeia de produção assente em bases sólidas. 

Um sucesso sem precedentes, que há 70 anos era de todo impensável para os seus criadores — os míticos Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini —, mesmo no auge das histórias aos quadradinhos (ou fumetti) com aventuras de cowboys. E o Oeste Selvagem de Tex Willer reserva-nos, decerto, ainda muitas surpresas!

Os dois cartazes da exposição, realizados por Bruno Ramella

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Cartazes da 5ª Mostra do Clube Tex Portugal

Cartaz da 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, da autoria de Alessandro Bocci

Por José Carlos Francisco

Nos próximos dias 28 e 29 de Abril, realizar-se-á na cidade de Anadia, capital da Bairrada, a 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, onde obviamente não deixará de estar presente em grande destaque a personagem Tex Willer, não só pelas duas exposições associadas ao Ranger, mas também pela presença dos conceituados desenhadores italianos Alessandro Nespolino e Alessandro Bocci.

Esboço de Alessandro Nespolino para o seu cartaz da 5ª Mostra do Clube Tex Portugal

Como forma de agradecimento por este convite português e tendo em conta que o evento se realizará no Museu do Vinho Bairrada, Alessandro Nespolino desenhou, numa típica adega portuguesa, o engenheiro Tavares da Silva (corria o ano de 1890) a servir uma taça de espumante a Tex Willer.

A produção de vinhos espumantes iniciou-se na Bairrada em 1890, por iniciativa de José Maria Tavares da Silva, director da Escola Prática de Viticultura e Pomologia da Bairrada, a actual Estação Vitivinícola da Bairrada. Tavares da Silva é figura icónica de Anadia e da Bairrada, precisamente por ser considerado o “pai” do espumante português. O engenheiro Tavares da Silva foi o seu primeiro director, tendo-se revelado o seu desempenho decisivo para o desenvolvimento da viticultura e enologia. Das várias tentativas realizadas em Portugal para a elaboração de vinhos espumantes pelo método champanhês, foi este devotado engenheiro que protagonizou, em 1890, em Anadia, os resultados mais notáveis na preparação destes, sendo um dos pioneiros do seu fabrico em Portugal.

Arte final a tinta-da-china por Alessandro Nespolino. Todos os objectos da adega são retratados ao ínfimo pormenor.

Alessandro Nespolino foi ao mais ínfimo pormenor para retratar Tex Willer com o engenheiro Tavares da Silva, como se pode constatar por exemplo pelo formato da taça à época: a Taça Maria Antonieta nas mãos de Tex. Na ilustração também podemos ver, dentro da adega, uma pupitre (suporte para garrafas de espumante) da época.

Com esta especial arte, que irá directamente para a ala de Tex no Museu do Vinho Bairrada, Alessandro Nespolino torna, assim, esta quinta presença do Ranger na capital da Bairrada, uma região rica e afamada pelo seu leitão, mas também pela produção de apreciados espumantes, muito mais especial, como demonstram as ilustrações deste texto [reproduzidas do Tex Willer Blog], desde o esboço inicial ao desenho (colorido pelo próprio autor) já impresso no cartaz que mostramos mais abaixo, e que os nossos leitores [por amabilidade de José Carlos Francisco e do seu consagrado blogue] podem também comparar com a arte a tinta-da-china para os amantes do preto & branco!

Cartaz da 5ª. Mostra do Clube Tex Portugal, da autoria de Alessandro Nespolino

Anadia em festa pela 4ª vez com o regresso de Tex (acompanhado por Kit Carson)

O Clube Tex Portugal, único Clube no nosso país dedicado exclusivamente a um herói de Banda Desenhada e o primeiro Clube oficial de Tex no mundo, trará este ano, novamente, dois conceituados desenhadores italianos a Portugal.

O evento a realizar nos próximos dias 29 e 30 de Abril, em plena capital da Bairrada (Anadia), para além da presença dos consagrados desenhadores italianos Leomacs (pseudónimo de Massimiliano Leonardo) e Andrea Venturi, contará também com duas mostras pessoais destes autores, constituídas por várias pranchas das suas histórias de Tex.

Pelo quarto ano consecutivo a Mostra vai realizar-se em Anadia, devido ao interesse e apoio da autarquia bairradina, que disponibilizou novamente o Museu do Vinho Bairrada para a realização de mais esta Exposição Texiana. Cada um dos autores italianos, como forma de agradecimento pelo convite, fez uma magnífica ilustração exclusiva para o evento de Anadia, numa tradição já famosa e que ocorre sempre que um autor de Tex nos visita, de modo a registar condignamente a sua passagem por Portugal.

Leomacs optou por desenhar Tex num duelo na Main Street (rua principal) de Anadia, mas em pleno século XIX, dando assim um cunho ainda mais tradicional a esta quarta presença do carismático Ranger na capital da Bairrada.

Por sua vez, Andrea Venturi (que já conhece um pouco do nosso país) desenhou Tex e Kit Carson junto ao Monumento dos Mortos da Grande Guerra, na Praça Visconde Seabra, em Anadia, e com o edifício da Câmara Municipal ao fundo.

Outros distintos convidados marcarão também presença em Anadia, como o editor Dorival Vítor Lopes e o cronista e tradutor Júlio Schneider, vindos expressamente do Brasil.

A inauguração da Mostra ocorrerá amanhã, dia 29, pelas 15 horas, no Auditório do Museu do Vinho Bairrada e na presença das mais altas personalidades políticas do Município, em especial a Presidente da Câmara Municipal de Anadia e o seu Vice-Presidente, aguardando-se, como nos anos anteriores, grande afluência de público.

Serão mais dois dias de intensa e aprazível Tertúlia Texiana, e mais uma vez haverá o tradicional jantar/convívio a realizar no Restaurante Nova Casa dos Leitões, com a presença dos dois autores italianos e dos restantes convidados. O preço é o mesmo do ano passado: 25 euros, com comida e bebida à discrição.

Do programa deste evento constam ainda grandes novidades, como tem sido divulgado pelo blogue português do Tex (http://texwillerblog.com/wordpress/), cuja consulta recomendamos a quem quiser estar a par de todas as notícias referentes à 4ª grandiosa Mostra do Clube Tex Portugal.  

Andrea Venturi e Leomacs estarão presentes na 4ª Mostra do Clube Tex Portugal

ANADIA, A CAPITAL PORTUGUESA DE TEX, RECEBE MAIS DOIS ILUSTRES ARTISTAS ITALIANOS

Texto de Mário João Marques

Andrea Venturi estará em Anadia, a 29 e 30 de Abril, para deleite dos fãs de Tex e Dylan Dog

Depois de ter frequentado o Liceu Artístico e a Academia de Belas Artes de Bolonha, trabalhado em publicidade e no estúdio de Bruno Bozzetto, Andrea Venturi (nascido em Bolonha em 1963) chega à banda desenhada em 1989, estreando-se na revista Mostri. Entre 1992 e 1996 desenha quatro aventuras para Dylan Dog, com destaque para Jonhy Freask, considerada como uma das melhores de sempre da série. Estreia-se em Tex, desenhando L’uccisore di indiani, aventura escrita por Claudio Nizzi e publicada no Almanacco del West 1996, o que lhe valeu ter sido escolhido para desenhar as capas de Magico Vento, trabalho que realizou até ao n. 31 desta série, regressando em definitivo a Tex, onde se vai estrear na série mensal em 1998 com Oppio.

Simpático e humilde, Venturi recolhe a adesão dos leitores e os favores da crítica, permane- cendo até hoje como um dos baluartes de Tex, onde já teve oportunidade de assinar grandes trabalhos como Le Foreste dell’Oregon, Documento d’Accusa ou L’Artiglio della Tigre, sempre com Claudio Nizzi, assim como I Pionnieri, escrito por Mauro Boselli, a justa consagração deste notável desenhador, onde o autor consegue captar a essência dos grandes westerns, revelando uma visão ampla e grandiosa que poucos conseguem transmitir, através do seu traço potente e dinâmico e um cuidado reverencial à qualidade geral de cada prancha, a que a alternância de enquadramentos confere uma profundidade ímpar.

“Os Pioneiros”, a justa consagração do notável desenhador Andrea Venturi

Leomacs, pseudónimo artístico de Massimiliano Leonardo, nasceu em Roma em 1972, tendo iniciado a sua carreira em 1993 na série Dark Side de Roberto Recchioni, autor que vai acompanhar noutras séries como Napoli Ground Zero, Detective Dante e Battaglia. Depois de ter realizado Fax Palle in Canna, uma sátira a Tex, chega à Sergio Bonelli Editore em 2003, desenhando uma aventura de Nick Raider e trabalhando sucessivamente em Magico Vento e Volto Nascosto, séries idealizadas e escritas por Gianfranco Manfredi, assim como recentemente teve oportunidade de desenhar uma história para Dylan Dog Color Fest. A sua entrada em Tex ocorre no Almanacco del West 2009, terminando a aventura Capitan Blanco que Manfred Sommer, entretanto falecido em 2007, havia iniciado. Estreia-se na série principal dois anos mais tarde, desenhando Mondego il Killer, aventura escrita por Mauro Boselli e onde é notória a evolução do traço do autor, mais à vontade com personagens e ambientes e com uma composição de Tex influenciada pelo modelo do mestre Claudio Villa.

Oro Nero, o mais recente trabalho de Leomacs, vem revelar um desenhador de traço expressivo e detalhado, atencioso na construção das personagens, muito dinâmico nos enquadramentos e no desenvolvimento imprimido à narração, apresentando diversas pranchas onde alguns desenhos libertam-se para além dos limites tradicionalmente impostos pelos quadrados, revelando ser um valor seguro entre os novos autores de Tex.

Na 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, Leomacs fará alguns desenhos para gáudio do público

(Artigo e fotos reproduzidos, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique duas vezes sobre as mesmas).

“Cowboys” e vampiros nos colóquios do Clube Português de Banda Desenhada

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Como o nosso título parece sugerir, este deve ter sido um dos encontros mais estranhos promovidos pelo Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), apesar de não ter decorrido numa sexta-feira 13, nem ter aberto a caça aos bandidos no Far-West americano.

Mas do título à realidade vai um grande salto, porque a magna reunião do CPBD realizada no passado sábado, dia 11 de Junho, não teve nada de insólito, antes pelo contrário… Foi até bem animada e divertida, com a presença do desenhador argentino Juan Cavia e do argumentista Filipe Melo, os dois autores convidados para o primeiro colóquio deste encontro, que apresentaram a sua nova obra “Os Vampiros”, uma novela gráfica cujo tema confirma o talento desta dinâmica dupla, já com honrosa projecção internacional.

As apresentações da praxe foram feitas por Pedro Mota, presidente da direcção do Clube Português de Banda Desenhada.

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No segundo colóquio, que começou cerca de uma hora depois, o tema em debate foi o célebre personagem do western italiano Tex Willer, cuja crescente popularidade em Portugal deu origem à criação de um Clube que ostenta o seu nome, edita uma revista semestral e realiza anualmente, em Anadia (região da Bairrada), uma Mostra de BD que já vai na 3ª edição e tem contado sempre com a presença de ilustres autores italianos da editora Bonneli, a “fonte” de onde brotam todas as aventuras de Tex.

Esse animado colóquio — que durou cerca de duas horas, assinalando a primeira e frutuosa colaboração entre o CPBD e o novel Clube Tex Portugal — foi orientado por três grandes fãs texianos, fundadores e membros da direcção do referido Clube: José Carlos Francisco (ao centro), Mário João Marques (à sua esquerda) e Carlos Moreira.

Para todos os presentes, foi um prazer ouvi-los dissertar sobre as suas vivências como leitores e admiradores fanáticos de uma série de culto, cujas idiossincrasias os marcaram profundamente, abrindo-lhes as portas de um vasto e fascinante universo, criado há quase 68 anos por dois “gigantes” da BD italiana: Gian Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini.

Como vêem, pelo que atrás ficou descrito, cowboys e “vampiros” conseguiram coexistir sem problemas, em colóquios separados, mas que mantiveram sempre vivo o interesse da assistência.

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(Nota: as fotos que ilustram esta reportagem são da autoria de outro membro do CPBD e nosso amigo de longa data, Dâmaso Afonso, a quem agradecemos a sempre pronta e valiosa colaboração).

11 de Junho: dois novos colóquios no Clube Português de Banda Desenhada

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