Exposição sobre personagens históricas da Amadora

 

No próximo sábado, 14 de Abril, pelas 16:00 horas, inaugura-se na Casa Roque Gameiro a exposição intitulada “Gente da Amadora – História e Memória Ilustradas”, uma curiosa mostra sobre personagens históricas da cidade da Amadora (a capital portuguesa da BD), produzida a partir das ilustrações de Nuno Saraiva que serviram de tema à aplaudida imagem gráfica da última edição (Outubro/Novembro de 2017) do Festival Internacional Amadora BD.

Entre as personagens representadas, figuram cinco indelevelmente ligadas ao mundo da 9ª Arte: Stuart Carvalhais, António Cardoso Lopes Jr. (Tiotónio), José Garcês, José Ruy e Vasco Granja, todos eles moradores ou naturais da Amadora (e os quatro primeiros colaboradores de uma emblemática revista nascida também nesta cidade: O Mosquito).

A organização é da Câmara Municipal da Amadora, com entrada livre. A Casa Roque Gameiro — um dos seus edifícios históricos de mais artísticas tradições — está situada na Praceta 1º de Dezembro, nº 2, Venteira-Amadora, e abre todos os dias, excepto às segundas-feiras e aos feriados.

Contactos: 21 436 90 58 / http://www.cm-amadora.pt

(Nota: texto adaptado do blogue BDBD).

Morreu Fernando Relvas, um dos maiores criadores da moderna BD portuguesa

O autor de banda desenhada (BD) Fernando Relvas morreu [ontem] de madrugada na Amadora, onde vivia, revelou o director do Amadora BD, Nelson Dona, que o recordou como um dos “autores-chave da BD contemporânea portuguesa”.

Fernando Relvas, de 63 anos, morreu no Hospital Amadora- -Sintra e até ao início da tarde ainda não tinham sido marcadas as cerimónias fúnebres.

Fernando Relvas, que nasceu em Lisboa em [20 de Setembro] 1954, começou a publicar os primeiros trabalhos aos 20 anos, em meados da década de 1970, somando colaborações em várias publicações da imprensa portuguesa, nomeadamente as revistas Fungagá da Bicharada, Tintin e Mundo de Aventuras, o semanário Se7e, a revista Sábado e o Diário de Notícias.

Algumas das histórias e pranchas publicadas na imprensa foram depois reunidas em álbum, como “Karlos Starkiller”, “Çufo”, “Em Desgraça”, “As Aventuras do Pirilau: o Nosso Primo em Bruxelas” e “L123 – seguido de Cevadilha Speed”.

Mais recentemente, saiu o álbum “Sangue Violeta e Outros Contos”, que reúne as histórias “Sangue Violeta”, “Taxi Driver” e “Sabina”, publicadas no Se7e, premiado como clássico da Nona Arte no Festival de BD da Amadora.

Para o director do Amadora BD, “faleceu um dos autores-chave da BD contemporânea portuguesa, que trabalhou em todo o tipo de BD, com registos gráficos brilhantes muito diferentes, e também em narrativas diferentes, da infantil até à só para adultos”.

A “obra extensíssima” de Fernando Relvas foi “apresentada várias vezes na sua cidade, a Amadora”. Entre Janeiro e Abril deste ano, a Bedeteca da Amadora acolheu a exposição retrospectiva “Horizonte, Azul Tranquilo”, dedicada a Fernando Relvas, que o responsável da mostra, Pedro Moura, descreveu como “um verdadeiro sismógrafo da sociedade portuguesa e global das últimas décadas”. A exposição mostrava trabalhos publicados em fanzines, em auto-edição, em revistas de banda desenhada, como a Tintin, e outra imprensa, como o semanário Se7e.

“A lavra de Fernando Relvas é uma obra maior no panorama nacional, ainda que sob muitos aspectos fragmentária”, reconheceu o programador na altura da inauguração, em declarações à Lusa. Pedro Moura falava de um “percurso nervoso por entre géneros e humores, métodos e técnicas, veículos de publicação e modos de produção e circulação, que servirá de retrato de uma incessante e intranquila busca pela expressividade própria da banda desenhada”.

Artigo reproduzido do DN Artes online (21/11/2017)

Mais uma grande perda para a BD portuguesa, no espaço de um ano assinalado também pelo desaparecimento de Carlos Alberto Santos (Novembro 2016), Mascarenhas Barreto e Maria Isabel de Mendonça Soares (Janeiro 2017).

Este blogue, em nome de Jorge Magalhães e Catherine Labey, apresenta os seus sentidos pêsames à família enlutada e, em particular, à sua esposa Anica Govedarica. Ainda recentemente estivemos na inauguração de uma belíssima mostra de pintura desta artista croata, patente até há poucas semanas na livraria Ler Devagar (LX Factory), e ficámos consternados por ver Fernando Relvas num estado de grande debilidade física. Seguiu-se o internamento, devido a duas quedas, no hospital Egas Moniz, onde foi sujeito a uma operação à coluna, e depois a transferência para o Amadora-Sintra, onde acabou por falecer ontem de madrugada, vítima de pneumonia.

O seu corpo estará em velório, para quem lhe quiser prestar as últimas homenagens, na antiga Galeria Municipal, edifício da Câmara da Amadora, a partir da tarde de quinta-feira, dia 23 de Novembro.

Recordamos com saudade e com muito afecto a nossa longa amizade, desde que o conhecemos pessoalmente — a Catherine ainda nos seus tempos de juventude, quando ambos colaboravam no Fungagá da Bicharada, e eu no Mundo de Aventuras, onde Relvas chegou a publicar alguns trabalhos inéditos, colaboração que se estendeu também a outras revistas que coordenei, como O Mosquito (5ª série) e Selecções BD (2ª série). Uma dessas histórias irá ser reeditada brevemente no blogue O Voo d’O Mosquito.

A título também de homenagem, relembramos a exposição “Fernando Relvas e a Revista Tintin”, inaugurada em 16/5/2014 no extinto CNBDI (Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem), onde hoje se localiza a sede do CPBD (Clube Português de Banda Desenhada). Essa mostra assinalou a entrada da obra de Fernando Relvas, artista locatário da Amadora e Prémio Nacional Amadora BD 2012, na importante e vasta colecção de originais da CMA/CNBDI, actualmente depositada na Bedeteca da Amadora.

Em finais de Outubro p.p., Relvas teve ainda a satisfação de assistir à abertura da sua nova mostra, na Galeria Artur Bual, integrada no 28º Festival Amadora BD, com uma abordagem retrospectiva (e não só) da sua obra, organizada por João Miguel Lameiras. 

Clube Português de Banda Desenhada – Assembleia Geral e 4 novas exposições

Por António Martinó de Azevedo Coutinho (Largo dos Correios)

O Clube Português de Banda Desenhada convocou os seus associados para participarem numa Assembleia Geral, que se irá realizar no próximo dia 14 de Outubro (sábado), pelas 16h00, nas instalações da sede, sita na Avenida do Brasil, 52A – Falagueira – 2700-134 Amadora. A referida Assembleia terá como ordem de trabalhos a eleição dos elementos constantes de uma lista, conhecida e divulgada, candidata aos Órgãos Sociais do CPBD para o novo mandato de 2017/2019.

Os nomes propostos confirmam, na prática, os responsáveis pela corrente gestão do Clube, autores de uma obra a todos os títulos notável. Creio, por isso e dada a unanimidade reconhecida, que a continuação do excelente trabalho realizado está amplamente assegurada (…) e a qualidade/quantidade da obra é tanto mais válida quanto se deve reconhecer que este exuberante período se seguiu a décadas em que o Clube apenas sobreviveu dada a militância de uma meia dúzia de apaixonados pelos quadradinhos que nunca deixou morrer uma chama “sagrada” mínima.

A sede disponibilizada pela autarquia da Amadora, capital nacional da BD, proporcionou um local que tem sido constantemente dinamizado com diversas realizações, para além das intervenções do Clube noutros locais como, por exemplo, a Bedeteca da Amadora ou a Biblioteca Nacional de Lisboa.

No próprio dia da Assembleia Geral do Clube Português de Banda Desenhada, a nossa sede vai ser local de abertura de mais quatro (!) exposições públicas, cujos [primeiros] convites se anexam. Como exemplo de esclarecida, permanente e coerente intervenção em defesa da causa dos quadradinhos, dificilmente se poderia exigir mais…

Tenho orgulho em pertencer a uma associação tão dinâmica e tão bem dirigida, crescentemente merecedora de reconhecimento cultural público.

(Nota: texto reproduzido, com a devida vénia, do blogue “Largo dos Correios”, administrado por António Martinó de Azevedo Coutinho).

Gala dos Prémios do Amadora BD 2016

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Encerrou no primeiro domingo de Novembro o Amadora BD 2016, ao cabo de três fins-de-semana em que a animação foi a nota dominante, com a presença de muito público e de autores nacionais e estrangeiros que participaram em concorridas sessões de autógrafos.

Como habitualmente, o momento mais solene e de maior repercussão mediática foi a tradicional gala de entrega dos prémios, amadores e profissionais, que se realizou no passado dia 27 de Outubro, atraindo mais uma vez ao amplo salão dos Recreios da Amadora muitas pessoas, sobretudo jovens, que assistiram interessadas a um espectáculo de música, dança e poesia, que primou pela coordenação e pelo bom desempenho dos artistas convidados, com relevo para o declamador e poeta Napoleão Mira.

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Premiados dos concursos de BD e “Cartoon”

nuno-saraiva-tudo-isto-e-fadoNa atribuição de prémios profissionais, por categorias, os principais destaques vão para os de Melhor Álbum, que coube a “Tudo Isto é Fado!” (Nuno Saraiva), Museu do Fado; Melhor Argumento para Álbum Português: “Fósseis das Almas Belas” (Mário Freitas), Kingpin Books; Melhor Desenho para Álbum Português: “Tormenta” (João Sequeira), Polvo; Melhor Álbum em Língua Estrangeira: “Sleepy Hollow” (Jorge Coelho e Marguerite Bennett), Boom!; Melhor Álbum de Autor Estrangeiro: “Presas Fáceis” (Miguelanxo Prado), Levoir; Melhor Álbum de Tiras Humorísticas: “Seu Nome Próprio… Maria! Seu Apelido, Lisboa!” (Henrique Magalhães), Polvo; Clássicos da 9ª Arte: “Revisão – Bandas Desenhadas dos Anos 70” (colectânea), Chili com Carne, e “V de Vingança” (Alan Moore e David Lloyd), Levoir; Melhor Fanzine: “Shock” (homenagem ao saudoso Estrompa), El Pep.

Nuno Saraiva, prémio do Melhor Álbum Português: "Tudo Isto é Fado!"

Nuno Saraiva, prémio do Melhor Álbum Português

A notícia mais aguardada, no entanto — sobretudo entre os veteranos que assistem, desde 1990, a este evento que transformou a cidade da Amadora na capital portuguesa da BD —, era a do laureado com o Troféu Honra “Zé Pacóvio e Grilinho”, o maior galardão atribuído pela Câmara Municipal da Amadora, no âmbito do Festival, que continua ainda hoje a consagrar personalidades de reconhecido mérito na área da BD lusa.

E desta vez a escolha recaiu sobre um desses veteranos, sobejamente popular no meio, sobretudo pela sua intensa actividade como repórter fotográfico (de que este blogue tem sido um dos beneficiários, como atestam as imagens supra), e pela estreita ligação ao Clube Português de Banda Desenhada, onde ocupa o lugar de presidente da Mesa da Assembleia Geral. Mas o currículo de Dâmaso Afonso, pois é dele que estamos a falar, engloba outras facetas, que ao longo dos anos lhe deram especial renome.

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Aqui fica um breve apontamento biográfico e respectivas fotos, extraídos, com a devida vénia, do magnífico e sempre actualizado blogue Largo dos Correios.

damaso-afonso«António José Dâmaso Afonso, alen- tejano, nasceu em Évora a 11 de Janeiro de 1931. Cursou a Escola Industrial e Comercial Gabriel Pereira, na sua cidade, e começou a carreira profissional como escriturário, convertendo-se mais tarde em desenhador na Direcção de Estradas do Distrito de Lisboa, depois num gabinete de Arquitectura e finalmente na Sorefame. Entretanto, publicou anedotas ilustradas no Sempre Fixe (1951), assim como em O Mundo Ri, assinando aqui também com o pseudónimo “Tony”.

Colaborou também no jornal Democracia do Sul (1955) e em Itine- rário (Boletim da Casa do Pessoal da Junta Autónoma de Estradas), no Boletim Informativo do Clube Sorefame e em D. Quixote, suplemento literário inicialmente do Jornal de Évora e depois do Diário do Sul. Ilustrou uma história para o jornal da J.O.C. e, para o Exército Português, forneceu muitos desenhos respeitantes a ginástica, atletismo, luta livre, lançamento de granadas, etc., destinados a ilustrar livros dos cursos de sargentos e oficiais, a partir de 1959.

É coordenador e redactor do suplemento e rubrica ocasionais sobre BD no Diário do Sul, com a epígrafe O Cuco, desde 1994. Foi recentemente eleito presidente da Assembleia Geral do Clube Português de Banda Desenhada [vulgo CPBD], associação que há muito acompanha de perto. Costuma elaborar os cartazes anunciadores dos frequentes eventos culturais do Clube».

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PARABÉNS E MUITAS FELICIDADES, DÂMASO AFONSO!

Novo álbum de José Ruy

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Amadora BD 2016: entrega dos prémios

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Amadora BD 2016: homenagens (Morris, Hergé, Pratt, Moebius) e retrospectivas

Artigo publicado no jornal Público, edição de 21/10/2016, de onde o reproduzimos com a devida vénia ao seu autor.

Amadora BD 2016 (Programação)

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A 27ª edição do Amadora BD, organizada pela Câmara Municipal da Amadora, decorre entre 21 de Outubro e 6 de Novembro de 2016.

O núcleo central das exposições acontece, como vem sendo habitual, no Fórum Luís de Camões, e a programação satélite tem lugar na Bedeteca da Amadora, na Galeria Municipal Artur Bual e na Casa da Cerca. A par das exposições, a programação inclui sessões de autógrafos, apresentações e lançamentos, sessões de cinema e workshops.

Paralelamente, no âmbito da Trienal de Arquitetura, decorrerá a expo- sição “Limites da Paisagem”, na Casa Roque Gameiro, na Amadora.

O tema da exposição central deste ano é “O Espaço e o Tempo na Banda Desenhada”. Esta exposição procura explorar o conceito de Espaço e Tempo na BD na sua relação com as outras artes, especialmente a Arquitetura, onde existe um primado do Espaço, com desenhos, modelos e construções; e o Cinema, onde existe o primado do Tempo, com o tempo da filmagem e especialmente o tempo da projeção a determinar o tempo da narrativa.

O autor em destaque é Marco Mendes, vencedor do Prémio de Melhor Álbum Português de Banda Desenhada 2015, com o álbum “Zombie” (ed. Mundo Fantasma/Associação Turbina). “Zombie” consiste numa banda desenhada com ilustração e argumento de Marco Mendes, com texto de Samuel Buton e design de Virgínia Valente (Not-Wolf). A obra debruça-se sobre o tema da juventude, tendo como pano de fundo o contexto social nacional e a sua problemática.

A par destes destaques, o Festival associa-se às comemorações dos 70 anos de Lucky Luke, com uma exposição evocativa. Tex, outro famoso herói do Oeste, e a BD de Pasquale Frisenda, autor de “Patagónia” (Polvo Editora), estão também em evidência.

Ver toda a informação em https://amadorabd.com/

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Fernando Bento e o “ABCzinho” homenageados pelo Clube Português de Banda Desenhada

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Nota: no mesmo dia, 15 de Outubro, às 16h00, como já anunciámos, realiza-se uma palestra com a presença de um ilustre convidado, o Dr. António Mega Ferreira, que abordará o tema “Eu e a BD”. Esta palestra integra-se no ciclo Personalidades Ilustres da Vida Social, Política e Cultural Falam de Banda Desenhada, iniciado em Julho do corrente ano com o Dr. Guilherme de Oliveira Martins.

Finda a palestra, às 17h30, será inaugurada outra exposição patente nas novas e espaçosas instalações do CPBD, sobre o universo multimédia da famosa saga Star Wars, em que figuram revistas, cartazes, cromos, cards, etc, cedidos na sua maioria pelas Bedetecas de Beja e da Amadora. Outra exposição que merece a pena ser visitada, sobretudo pelos fãs desta mítica série.

O Clube Português de Banda Desenhada atinge, assim, o ponto mais alto da sua recente actividade, coincidindo com o 1º aniversário da inauguração da nova sede, em Novembro de 2015, após um protocolo firmado com a Câmara Municipal da Amadora.

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Dia 15: Palestra do Dr. António Mega Ferreira no CPBD

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Nota: no mesmo dia, 15 de Outubro, a partir das 15h30, serão inauguradas no CPBD três exposições sobre os temas ABCzinho – 95 anosHomenagem a Fernando Bento Star Wars (esta depois do colóquio aqui anunciado, que terminará cerca das 17h30).

Um ponto alto nas celebrações de mais uma data festiva do honroso historial do Clube Português de Banda Desenhada, que em Novembro do ano passado inaugurou a sua nova sede, nas espaçosas instalações cedidas pela Câmara Municipal da Amadora.

Fazendo o balanço de todo o trabalho abnegadamente realizado durante este período (pois o Clube vive apenas da quotização dos seus sócios), não hesitamos em dar os parabéns ao CPBD e à sua actual direcção, especialmente na pessoa dos três membros mais activos: Carlos Gonçalves, Carlos Moreno e Geraldes Lino.

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