Conversa(s) sobre Banda Desenhada – 4ª sessão: 14 de Outubro 2017

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Conversa(s) sobre Banda Desenhada (com Jorge Magalhães e Catherine Labey) – 4

JORGE MAGALHÃES (2)

No campo editorial, coordenou ainda livros como “O Mosquito – 60º Aniversário” (1996) e “Vasco Granja – Uma Vida, 1000 Imagens” (2003) e colaborou em jornais como Tintin, Jornal da BD e Jornal do Exército, além de ter sido chefe de redacção das Selecções BD (2ª série), entre 1998 e 2001. Escreveu também um livro com o título “O Príncipe Olaf”, publicado em 1975 na colecção juvenil Galo de Ouro (Portugal Press), a par de conceituados novelistas como Raul Correia, José Padinha e Orlando Marques.

Juntamente com Augusto Trigo (um dos desenhadores com quem mais trabalhou nos anos 80: “Luz do Oriente”, “Kumalo”, “Excalibur”, “Wakantanka”), foi autor do álbum “A Moura Cassima” (Lendas de Portugal em BD, Edições Asa), distinguido em 1992 com o prémio de melhor álbum português, criado nesse mesmo ano pelo Festival Internacional da Amadora. Voltou a colaborar com Augusto Trigo e Catherine Labey no álbum colectivo “Lenda da Moura Salúquia”, publicado no Salão Moura BD em 2009.

Foi galardoado cinco vezes com o Troféu O Mosquito do Clube Português de Banda Desenhada para melhor argumentista, entre 1981 e 1993. Em 1999, recebeu o Troféu de Honra do Festival da  Amadora (que no ano seguinte coube a Augusto Trigo) e em 2002 o Troféu Balanito Especial, atribuído pelo Salão Moura BD. A Câmara Municipal de Moura publicou estudos seus sobre vários temas:

“Carros e Motos na BD” (2001); BD e Ficção Científica – As Madrugadas do Futuro” (2005);O Western na BD portuguesa” (2007); Vítor Péon e o Western” (2010); Franco Caprioli – No Centenário do Desenhador Poeta” (2012)**

** Esta obra teve também edição em formato digital (e-book), pelo GICAV – Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu.

Actualmente, com assistência de Catherine Labey, coordena cinco blogues, que abordam desde a banda desenhada, o “western” e a aventura histórica à literatura popular e ao cinema.  O primeiro, O Gato Alfarrabista, nasceu em 2013.

Conversa(s) sobre Banda Desenhada (com Jorge Magalhães e Catherine Labey) – 3

JORGE MAGALHÃES

Jorge Magalhães nasceu no Porto em 22 de Março de 1938. Entre 1959 e 1961, iniciou transitoriamente a sua carreira na Banda Desenhada, escrevendo contos para o Mundo de Aventuras e para O Mosquito (2ª série), editado por José Ruy e Ezequiel Carradinha. Anos depois (1970), publicou também um conto no último número de Pisca-Pisca, revista da MP dirigida por Álvaro Parreira.

Em Maio de 1974, dez meses após regressar de Angola, onde era funcionário público (tendo colaborado também, entre 1967 e 1972, em vários jornais e revistas, como A Província de Angola, TrópicoABC e O Comércio), concretizou um sonho de juventude ao ingressar na Agência Portuguesa de Revistas, onde assumiu a coordenação do Mundo de Aventuras (2ª série), MA Especial e Selecções do MA, entre outros títulos de menor importância, permanecendo naquela empresa durante 13 anos, até ao seu encerramento.

Em 1976, estreou-se como argumentista no Mundo de Aventuras com uma história desenhada por Baptista Mendes, “A Lenda de Gaia”, tendo depois assinado numerosos argumentos para revistas e álbuns (individuais e colectivos), ilustrados por alguns dos principais desenhadores portugueses, como Augusto Trigo, Carlos Alberto, Carlos Roque, Catherine Labey, Eugénio Silva, Fernando Bento, João Amaral, José Abrantes, José Carlos Fernandes, José Garcês, José Pires, José Ruy, Pedro Massano, Rui Lacas, Vítor Péon e outros. Também colaborou com jovens desenhadores que trocaram a BD por outras carreiras, como Irene Trigo, João Mendonça, José Projecto, Ricardo Cabrita e Zenetto. 

Foi fundador e membro directivo do Clube Português de Banda Desenhada, criado em 1976, e coordenou outras revistas de BD como TV Júnior, Intrépido, AventureiroHeróis da Marvel, O Mosquito (5ª série), Almanaque O Mosquito, Heróis Inesquecíveis, etc. Também editou e dirigiu fanzines como os Cadernos de Banda Desenhada (com três séries) e a Colecção Audácia. Traduziu muitas histórias de BD, escreveu artigos de investigação e análise crítica para vários livros, revistas, catálogos, fanzines e suplementos de jornais, e dirigiu colecções da Editorial Futura como Antologia da BD Portuguesa, Antologia da BD Clássica, Colecção Aventura, Tarzan, Torpedo, etc.

(continua)

Conversa(s) sobre Banda Desenhada (com Jorge Magalhães e Catherine Labey) – 2

CATHERINE LABEY

Nascida a 8 de Setembro de 1945, em Évreux (França), de pais franceses, naturalizou-se portuguesa em 1975.

Após os estudos secundários, frequentou as Belas-Artes de Paris. Sempre em Paris, trabalhou em publicidade como grafista e depois emigrou, primeiro para Coimbra (1970), depois para Lisboa, onde foi capista na Editora Estúdios Cor.

Em 1974, foi a Moçambique, onde voltou a trabalhar em publicidade, mas só lá ficou de Janeiro a finais de Agosto daquele ano.

De regresso a Portugal, já naturalizada portuguesa, trabalhou como ilustradora e grafista para várias editoras (Plátano, Pública, a revista Fungágá da Bicharada, onde teve o seu primeiro contacto directo com a BD, e mais tarde Editorial Futura e Meribérica).

Fez banda desenhada publicada no Fungagá, no Mundo de Aventuras da APR, em álbuns juvenis na ASA do Porto, com argumentos de Jorge Magalhães (Contos Tradicionais Portugueses e Contos Para a Infância: de Guerra Junqueiro, de Andersen, de Grimm e das 1001 Noites), entre 1989 e 1992.

Fez muitas traduções de banda desenhada para a APR, Meribérica-Liber, ASA, e de texto para vários editores, tanto do francês como do espanhol e do inglês, assim como letragem de BDs.

Foi galardoada em 1995 com o troféu de Autor do Ano, no Salão de BD da Sobreda da Caparica, e com o Balanito Especial do Salão de Moura, em 2007.

Voltou a publicar na ASA, do grupo Leya, em 2012 («Provérbios… com Gatos»).

Tem dois livros na gaveta, escritos e ilustrados por si («Os Bichinhos da Minha Vida», «Memórias de uma Gata»), e uma nova colecção infantil de 6 livros, com tema versando as plantas medicinais e seu uso, através das peripécias do gato Serafim e da feiticeira Margolina.

É contra o novo Acordo Ortográfico.

 

Conversa(s) sobre Banda Desenhada (com Jorge Magalhães e Catherine Labey) – 1

No passado dia 8 de Julho, como oportunamente informámos, teve lugar na Bedeteca José de Matos-Cruz (ala da Biblioteca Municipal de Cascais, em S. Domingos de Rana), a 3ª Conversa sobre BD moderada pelo próprio José de Matos-Cruz, especialista e crítico de cinema, com vasta obra publicada, historiador, coleccionador e divulgador pioneiro da Banda Desenhada em Portugal (Copra, Ploc!, Mundo de Aventuras, Boomovimento, etc).

Desta feita, os convidados foram o casal formado pelo escritor/argumentista Jorge Magalhães e pela desenhadora e artista plástica Catherine Labey, ambos profissionais de BD desde a década de 1970, nas mais diversas áreas, e que continuam a alimentar o seu gosto pela 9ª Arte, dedicando-se ludicamente, na idade da reforma, à actividade de bloggers

Perante um público assíduo — entre o qual tivemos a grata surpresa de ver, além de Mestre José Garcês e esposa, e do desenhador João Amaral e esposa, uma bela “embaixada” da família de Jorge Magalhães, com a filha Maria José Pereira (editora da Babel) e o genro, dois netos e duas bisnetas —, falaram ambos das suas carreiras (muitas vezes em comum), apoiados por uma apresentação em Powerpoint de obras que consideram as mais representativas dessa colaboração mútua ou com outros autores.

Na sua intervenção, Jorge Magalhães, autor multifacetado, dissertou também sobre o seu longo percurso nas revistas e editoras onde trabalhou, desde o Mundo de Aventuras (APR) às Selecções BD (Meribérica), passando por muitas outras, como IntrépidoAventureiro e TV Júnior (Campo Verde), Heróis da Marvel (Distri) e O Mosquito (Editorial Futura).

Aqui fica, para memória fotográfica dessa sessão, uma breve reportagem que nos foi enviada por João Camacho, técnico superior da Câmara Municipal de Cascais, a quem publicamente agradecemos.

Seguir-se-á, em próximos posts de “A Montra dos Livros”, a apresentação das biografias destes autores e de uma galeria de imagens das suas obras, extraídas dos dois powerpoints, cujo arranjo gráfico esteve a cargo de Catherine Labey.

Conversa(s) sobre Banda Desenhada

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Palestra com João Mascarenhas na Bedeteca José de Matos-Cruz

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17 de Setembro: colóquio com José Ruy na Bedeteca José de Matos-Cruz

bedeteca-s-domingos-de-rana

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Bedeteca Cascaense José de Matos-Cruz

CONVITE

O concelho de Cascais enriquece-se culturalmente com a Bedeteca José de Matos-Cruz, que será inaugurada depois de amanhã, dia 20 de Novembro, na Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana. Bem a propósito, foi baptizada com o nome de um autor, crítico e divulgador residente no concelho e fervoroso apreciador da 9ª Arte, entre outras.

Parabéns e longa vida à Bedeteca!

Le chat dans tous ses états - Gatos... gatinhos e gatarrões! de Catherine Labey

Pour les fans de chats e de tous les animaux en général - Para os amantes de gatos e de todos os animais em geral

largodoscorreios

Largo dos Correios, Portalegre

Interesting Literature

A Library of Literary Interestingness

almanaque silva

histórias da ilustração portuguesa