Uma nova exposição de pintura de Nina Govedarica

Nina Govedarica, artista de origem croata e esposa do saudoso Fernando Relvas, falecido em Novembro de 2017, inaugura no próximo sábado, dia 7 de Julho, às 17h00, uma nova exposição de pintura, com o título “Quietude”, na Livraria e Galeria Leituria, sita na Rua Dona Estefânia, 123-A, Lisboa.

À Nina, as nossas felicitações pela obra pictórica que tem realizado, com temas que despertam sempre a atenção, expondo-a ao público com frequência.

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Morreu Fernando Relvas, um dos maiores criadores da moderna BD portuguesa

O autor de banda desenhada (BD) Fernando Relvas morreu [ontem] de madrugada na Amadora, onde vivia, revelou o director do Amadora BD, Nelson Dona, que o recordou como um dos “autores-chave da BD contemporânea portuguesa”.

Fernando Relvas, de 63 anos, morreu no Hospital Amadora- -Sintra e até ao início da tarde ainda não tinham sido marcadas as cerimónias fúnebres.

Fernando Relvas, que nasceu em Lisboa em [20 de Setembro] 1954, começou a publicar os primeiros trabalhos aos 20 anos, em meados da década de 1970, somando colaborações em várias publicações da imprensa portuguesa, nomeadamente as revistas Fungagá da Bicharada, Tintin e Mundo de Aventuras, o semanário Se7e, a revista Sábado e o Diário de Notícias.

Algumas das histórias e pranchas publicadas na imprensa foram depois reunidas em álbum, como “Karlos Starkiller”, “Çufo”, “Em Desgraça”, “As Aventuras do Pirilau: o Nosso Primo em Bruxelas” e “L123 – seguido de Cevadilha Speed”.

Mais recentemente, saiu o álbum “Sangue Violeta e Outros Contos”, que reúne as histórias “Sangue Violeta”, “Taxi Driver” e “Sabina”, publicadas no Se7e, premiado como clássico da Nona Arte no Festival de BD da Amadora.

Para o director do Amadora BD, “faleceu um dos autores-chave da BD contemporânea portuguesa, que trabalhou em todo o tipo de BD, com registos gráficos brilhantes muito diferentes, e também em narrativas diferentes, da infantil até à só para adultos”.

A “obra extensíssima” de Fernando Relvas foi “apresentada várias vezes na sua cidade, a Amadora”. Entre Janeiro e Abril deste ano, a Bedeteca da Amadora acolheu a exposição retrospectiva “Horizonte, Azul Tranquilo”, dedicada a Fernando Relvas, que o responsável da mostra, Pedro Moura, descreveu como “um verdadeiro sismógrafo da sociedade portuguesa e global das últimas décadas”. A exposição mostrava trabalhos publicados em fanzines, em auto-edição, em revistas de banda desenhada, como a Tintin, e outra imprensa, como o semanário Se7e.

“A lavra de Fernando Relvas é uma obra maior no panorama nacional, ainda que sob muitos aspectos fragmentária”, reconheceu o programador na altura da inauguração, em declarações à Lusa. Pedro Moura falava de um “percurso nervoso por entre géneros e humores, métodos e técnicas, veículos de publicação e modos de produção e circulação, que servirá de retrato de uma incessante e intranquila busca pela expressividade própria da banda desenhada”.

Artigo reproduzido do DN Artes online (21/11/2017)

Mais uma grande perda para a BD portuguesa, no espaço de um ano assinalado também pelo desaparecimento de Carlos Alberto Santos (Novembro 2016), Mascarenhas Barreto e Maria Isabel de Mendonça Soares (Janeiro 2017).

Este blogue, em nome de Jorge Magalhães e Catherine Labey, apresenta os seus sentidos pêsames à família enlutada e, em particular, à sua esposa Anica Govedarica. Ainda recentemente estivemos na inauguração de uma belíssima mostra de pintura desta artista croata, patente até há poucas semanas na livraria Ler Devagar (LX Factory), e ficámos consternados por ver Fernando Relvas num estado de grande debilidade física. Seguiu-se o internamento, devido a duas quedas, no hospital Egas Moniz, onde foi sujeito a uma operação à coluna, e depois a transferência para o Amadora-Sintra, onde acabou por falecer ontem de madrugada, vítima de pneumonia.

O seu corpo estará em velório, para quem lhe quiser prestar as últimas homenagens, na antiga Galeria Municipal, edifício da Câmara da Amadora, a partir da tarde de quinta-feira, dia 23 de Novembro.

Recordamos com saudade e com muito afecto a nossa longa amizade, desde que o conhecemos pessoalmente — a Catherine ainda nos seus tempos de juventude, quando ambos colaboravam no Fungagá da Bicharada, e eu no Mundo de Aventuras, onde Relvas chegou a publicar alguns trabalhos inéditos, colaboração que se estendeu também a outras revistas que coordenei, como O Mosquito (5ª série) e Selecções BD (2ª série). Uma dessas histórias irá ser reeditada brevemente no blogue O Voo d’O Mosquito.

A título também de homenagem, relembramos a exposição “Fernando Relvas e a Revista Tintin”, inaugurada em 16/5/2014 no extinto CNBDI (Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem), onde hoje se localiza a sede do CPBD (Clube Português de Banda Desenhada). Essa mostra assinalou a entrada da obra de Fernando Relvas, artista locatário da Amadora e Prémio Nacional Amadora BD 2012, na importante e vasta colecção de originais da CMA/CNBDI, actualmente depositada na Bedeteca da Amadora.

Em finais de Outubro p.p., Relvas teve ainda a satisfação de assistir à abertura da sua nova mostra, na Galeria Artur Bual, integrada no 28º Festival Amadora BD, com uma abordagem retrospectiva (e não só) da sua obra, organizada por João Miguel Lameiras. 

Exposição de Anica Govedarica na Livraria Ler Devagar (LX Factory)

Originária da Croácia, Anica Govedarica, que forma com Fernando Relvas um casal de artistas, é uma pintora e ilustradora já com apreciável currículo, cuja obra mais recente está exposta na Livraria Ler Devagar (sita na rua principal da LX Factory — uma antiga fábrica de grandes dimensões que se transformou num dos sítios mais concor- ridos de Alcântara, conjugando comércio, cultura e diversão).

Vale a pena uma demorada visita, até ao próximo dia 23 de Novembro, tanto à livraria, cujas imponentes estantes sobem até aos tectos altos, como à exposição de Anica, patente no 1º andar, onde pairam gaivotas habitantes de lugares urbanos que coexistem, harmonicamente, com outras realidades que desconhecemos. Os quadros e a original inspiração de Anica são a chave desses “Mundos Alternativos”.

A Montra dos Livros e os Gatos, Gatinhos e Gatarrões, da Catherine Labey (que também gostam de gaivotas), ficaram encantados.

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