Um rosto cinéfilo: Joan Fontaine

JOAN FONTAINE (1917-2013)

A grande actriz de Rebecca (1940) e Suspicion (1941), desaparecida em 15 de Dezembro de 2013.joan-fontaine

Foto publicada em separata na revista juvenil Flecha nº 4, de 18/11/1954.

Actriz de seráfica beleza e grandes recursos dramáticos, como provou nos dois filmes realizados por Alfred Hitchcock, em que teve como pares Laurence Olivier e Cary Grant, era irmã de outra actriz famosa, Olívia de Havilland (ainda viva e já centenária), com a qual sempre manteve uma acesa rivalidade.

Ganhou o Óscar de melhor actriz uma única vez, pelo seu desempenho em Suspeita. Os amantes de filmes históricos e de aventuras também não a esqueceram, como a Lady Rowena de Ivanhoe (1952).

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Memórias do Holocausto – 1

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Livros que deram filmes – 1

AS COLINAS DA IRA e ÊXODUS (por Leon Uris)

Exodus (capa do livro)Em 1955, três anos antes do estrondoso êxito editorial de Êxodus, obra de ecos profundos e quase bíblicos, adaptada ao cinema, em 1960, com idêntico sucesso, por Otto Preminger — que descrevia a ocupação da Palestina, depois da 2ª Guerra Mundial, por milhares de refugiados judeus, sobreviventes do Holocausto, e as consequências desse êxodo na relação com os árabes e os ingleses, estes representando a potência que administrava ainda o território —, Leon Uris (1924-2003) escreveu outro livro de temática bélica e política, associada também ao maior conflito internacional do século XX e à tragédia que os ventos de guerra fizeram soprar sobre a Grécia, vítima da brutal ocupação nazi e das dissidências que lavravam entre o seu próprio povo.

As colinas da ira 366Numa paleta de cores em que os tons cinzentos e as pinceladas cruas predominam sobre a luminosa serenidade de uma outra Grécia, bela e mitológica, perdida no tempo, As Colinas da Ira (The Angry Hills) é um livro que nos faz também reflectir sobre as prováveis analogias desse drama com a época actual, em que a Grécia está de novo sob o jugo (político e económico) de potências estrangeiras, orquestradas por um colosso renascido, cada vez e sempre mais forte, que, sob a capa de uma união monetária, pretende continuar a dirigir os destinos da velha Europa.

Leon Uris em IsraelA tradução portuguesa deste livro, da lavra de Mário- -Henrique Leiria (de cuja escrita guardo também grata memória), foi publicada pela Portugália Editora, nos anos 60; mas deve-se à Europa-América a difusão na nossa língua das principais obras do consagrado autor americano, especialista em temas bélicos, como Grito de Batalha (1953), Êxodus (1958), Myla 18 (1961), Armagedão (1963), A Passagem de Mitla (1988) e Um Deus em Ruínas (1999).

Leon Uris, esforçado veterano da 2ª Guerra Mundial, experiência que esteve na origem da sua carreira de escritor, foi também argumentista cinematográfico, tendo escrito a adaptação de Battle Cry, a sua primeira novela de guerra, e a versão original de um clássico do western, dirigido por John Sturges: “Duelo de Fogo” (Gunfight at OK’s Corral), trabalhos que lhe renderam ainda maiores créditos e dividendos.

The Angry Hills+Exodus film

Entre as adaptações das suas obras para o grande ecrã, aplaudidas por plateias de todo o mundo, destaca-se ainda, além de Êxodus e de As Colinas da Ira (que teve direcção de Robert Aldrich, em 1959, com Robert Mitchum no protagonista), um intrincado thriller sobre a Guerra Fria, realizado por Alfred Hitchcock, em 1969: Topázio. Conta-se que o mestre do suspense queria contratar o já famoso Sean Connery, mas o papel principal foi entregue, à sua revelia, a um actor desconhecido (cuja carreira em Hollywood não teve futuro). Além disso, a produção exigiu a Hitchcock que fizesse três finais diferentes, acabando por escolher o que menos agradava ao realizador.

Deve ter sido uma experiência pouco agradável para o célebre cineasta, habituado a ter liberdade absoluta dentro dos estúdios e dotado de um infalível instinto na escolha dos seus actores. Ao contrário dos que financiaram esse filme…

Topaz (cartaz do filme)

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