Colecção 25 Anos Vertigo – Vol. 3: “100 Balas” (Brian Azzarello e Eduardo Risso)

Artigo de João Miguel Lameiras, reproduzido do jornal Público, edição de 25/08/2018.

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Exposição de homenagem a José Garcês na Bedeteca da Amadora

Decano da BD portuguesa, JOSÉ GARCÊS será alvo, no próximo sábado, dia 8 de Setembro, às 16h00, de merecida homenagem pelos seus 90 anos de idade e mais de 70 de carreira, numa louvável iniciativa da Bedeteca da Amadora e do Clube Português de Banda Desenhada. Parabéns, MESTRE GARCÊS!

Colecção 25 Anos Vertigo – Vol. 2: “Morte” (Neil Gaiman)

Artigo de João Miguel Lameiras, reproduzido do jornal Público, edição de 18/08/2018.

Postais ilustrados de outros tempos – 14

ALBERTO DE SOUSA E O PORTUGAL DESAPARECIDO (1)

Na série de postais que têm preenchido esta rubrica, voltamos hoje a uma temática muito popular: os trajos típicos regionais. Depois de alguns exemplos peculiares, da lavra de artistas bem conhecidos, como Vítor Péon e Alfredo de Morais, fomos buscar uma colecção assinada por outro mestre das artes gráficas e plásticas portuguesas, cujo renome também ultrapassou os umbrais do seu tempo, inscrevendo-se a “letras de ouro” na história da pintura e da ilustração do século XX: Alberto Augusto de Sousa (1880-1961).

Mestre incontestado de um estilo pictórico com raízes profundas no classicismo da forma e na apurada estética da cor, sem a aura romântica dos seus antecessores, foi discípulo de outro conceituado artista, Alfredo Roque Gameiro, com quem aprendeu os rudimentos da técnica de pintura — e teve uma carreira de grande longevidade, assinalada por um notável percurso como ilustrador e autor de obras que fizeram história, nomeadamente a que tem por título O Trajo Popular em Portugal nos Séculos XVI a XIX, em dois volumes, ainda hoje muito apreciada por estudiosos, artistas e coleccionadores… e de grande raridade.

Nesta série de trajos típicos, reproduzidos em postais sem data de publicação, nem indicação de editor, destacam-se a diversidade e o colorido das figuras populares que compõem uma realista panóplia de “retratos de época”, com os seus vistosos e garridos adornos em que se perpetuam usos, costumes e indumentárias que a implacável marcha do progresso fez desaparecer de muitas regiões de Portugal ou transformou numa esmaecida cópia do seu antigo e pitoresco esplendor.

Aqui têm, ilustrando esta breve introdução, os seis primeiros postais da nossa série (provavelmente ainda incompleta), assinados pelo mestre Alberto de Sousa, com trajes do Alentejo, Avintes, Barcelos, Beira Alta e Ovar (os dois últimos).

Colecção Novela Gráfica IV – Vols. 11 e 12: “O Último Recreio” e “Novembro”

 

Artigos de João Miguel Lameiras, reproduzidos do jornal Público, de 11 e 18 de Agosto de 2018. Com estes dois volumes (de que destacamos a obra-prima de Horacio Altuna e Carlos Trillo, O Último Recreio), encerrou-se a 4ª série da colecção Novela Gráfica, cujo regresso, em 2019, aguardamos com renovada expectativa.

Colecção 25 Anos Vertigo – Vol. 1: “Hellblazer – Na Prisão”

Texto de João Miguel Lameiras, reproduzido do jornal Público, edição de 11 de Agosto de 2018.

Colecção Vertigo – 25 anos

Uma nova colecção Público-Levoir (celebrando o 25º aniversário de uma editora que renovou a BD norte-americana), cujo 1º volume já está nas bancas: Hellblazer, com desenhos de Richard Corben.

O regresso de Beowulf à Banda Desenhada

Sem grande aparato, mas posicionando-se já como uma válida aposta no meio editorial português de Banda Desenhada, a novel editora Ala dos Livros anuncia o seu 1º lançamento, aproveitando a vinda ao próximo COMIC CON, a realizar em Lisboa, nos dias 6 a 9 de Setembro, do autor galego David Rubín.

Trata-se de um dos mais destacados elementos da pujante escola contemporânea espanhola, que tem dado cartas na BD mundial e começa também a ser devidamente apreciada pelos leitores portugueses. Na sua estreia entre nós, David Rubín apresenta-se com uma obra de ressonâncias épicas, magnificamente ilustrada e colorida, cujo imaginário se inspira num dos mais prodigiosos heróis da mitologia escandinava: Beowulf, o exterminador de monstros e outras criaturas malignas que povoam as fantásticas e milenares lendas dos povos nórdicos.

Aliás, é tal, ainda hoje, a celebridade de Beowulf que já foi foi objecto de várias versões cinematográficas, a mais recente (2007) realizada por Robert Zemeckis, com uma panóplia de efeitos especiais que rivaliza com as mais ambiciosas produções do género [imagem supra]. Nos anos 1970, Beowulf foi tema, também, de revistas de BD, das quais se destaca um título homónimo editado pela DC Comics, com desenhos de Ricardo Villamonte; outra artística versão é a do mestre italiano Franco Caprioli, publicada na revista inglesa Look and Learn e, em Portugal, no Mundo de Aventuras (1975).

A obra de David Rubín, com um cunho de acentuada modernidade, é digna de ombrear com estas criações, não só pela concepção plástica e narrativa, como pelo vigor formal de um estilo que cativa irresistivelmente o olhar dos leitores, tendo- -lhe valido a nomeação para os cobiçados Prémios Eisner do corrente ano.

Nota do Editor: SANTIAGO GARCÍA e DAVID RUBÍN uniram os seus talentos para recriar o mito de Beowulf, o qual, inspirado num poema épico com o mesmo título, sobreviveu durante mais de mil anos e se tornou um dos pilares da literatura inglesa, tendo influenciado várias gerações de autores, desde J. R. R. Tolkien e Seamus Heaney a inúmeros argumentistas de Hollywood.

O poema narra as aventuras de BEOWULF, um herói escandinavo com força sobre-humana, por terras que actualmente pertencem à Dinamarca e à Suécia. Um monstro, Grendel, atemoriza durante mais de uma década o reino dos Daneses, devorando homens e mulheres até à chegada de Beowulf, que se propõe salvá-los.

A versão que García e Rubín nos apresentam segue fielmente o argumento e a estrutura em três actos do texto original, não pretendendo ser revisionista, irónica ou pós-moderna, mas captando o ambiente e os detalhes mais importantes, transmitindo a poderosa ressonância épica e melancólica dos versos originais, através dos recursos formais da banda desenhada contemporânea.

Os autores pegam, pois, numa história milenar, dando-lhe uma perspectiva moderna, mas mantendo-a respeitosamente fiel à fonte original.

Colecção Novela Gráfica IV – Vols. 9 e 10: “Gente de Dublin” e “O Jogador de Xadrez”

Artigos de João Miguel Lameiras reproduzidos do jornal Público, edições de 28 de Julho e 4 de Agosto de 2018 .

Calendários Ilustrados – 7

Mais uma magnífica ilustração do grande aguarelista Mário Costa (1902-1975), realizada para um dos calendários editados pela Empresa  Fabril do Norte, nos anos 50 do século passado. O tema versa, desta feita, a evolução do traje nas classes nobres, englobando várias épocas da nossa História, mas não sabemos, infelizmente, precisar o ano e o mês em que esta estampa foi publicada. Temos ainda outra para apresentar aos nossos leitores, numa próxima oportunidade.

Além da beleza da ilustração, no seu todo, aprecie-se o requinte das cores, dos trajes, dos adereços (os colares, as jóias, o leque, a espada) e até do cenário, com os vitrais a reflectirem a luz que ilumina um verdadeiro quadro de época.

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