Amadora BD 2016 (Programação)

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A 27ª edição do Amadora BD, organizada pela Câmara Municipal da Amadora, decorre entre 21 de Outubro e 6 de Novembro de 2016.

O núcleo central das exposições acontece, como vem sendo habitual, no Fórum Luís de Camões, e a programação satélite tem lugar na Bedeteca da Amadora, na Galeria Municipal Artur Bual e na Casa da Cerca. A par das exposições, a programação inclui sessões de autógrafos, apresentações e lançamentos, sessões de cinema e workshops.

Paralelamente, no âmbito da Trienal de Arquitetura, decorrerá a expo- sição “Limites da Paisagem”, na Casa Roque Gameiro, na Amadora.

O tema da exposição central deste ano é “O Espaço e o Tempo na Banda Desenhada”. Esta exposição procura explorar o conceito de Espaço e Tempo na BD na sua relação com as outras artes, especialmente a Arquitetura, onde existe um primado do Espaço, com desenhos, modelos e construções; e o Cinema, onde existe o primado do Tempo, com o tempo da filmagem e especialmente o tempo da projeção a determinar o tempo da narrativa.

O autor em destaque é Marco Mendes, vencedor do Prémio de Melhor Álbum Português de Banda Desenhada 2015, com o álbum “Zombie” (ed. Mundo Fantasma/Associação Turbina). “Zombie” consiste numa banda desenhada com ilustração e argumento de Marco Mendes, com texto de Samuel Buton e design de Virgínia Valente (Not-Wolf). A obra debruça-se sobre o tema da juventude, tendo como pano de fundo o contexto social nacional e a sua problemática.

A par destes destaques, o Festival associa-se às comemorações dos 70 anos de Lucky Luke, com uma exposição evocativa. Tex, outro famoso herói do Oeste, e a BD de Pasquale Frisenda, autor de “Patagónia” (Polvo Editora), estão também em evidência.

Ver toda a informação em https://amadorabd.com/

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Livros que guardo na memória – 7

OS DEUSES SANGRENTOS (por Jean d’Esme)

Os deuses sangrentos511Foi um dos primeiros livros que li na ecléctica colecção da Livraria Clássica Editora Os Melhores Romances de Aventuras (livro que ainda possuo na minha biblioteca), e ficou-me para sempre na memória, por causa do seu enredo estranho e exótico, do seu dramatismo singular, do cenário misto de aventura e tragédia em que mergulhei irresistivelmente, ao ponto de não poder largar a leitura enquanto não cheguei à última página. Mais do que um romance de aventuras é um livro épico e fascinante, em que perpassa a evocação de um país longínquo e de raças cuja origem se perde na bruma dos tempos; e também de uma época em que o colonialismo era o símbolo do poderio europeu, do homem branco, deixando um rasto de conquistas e de civilização, coroadas por glórias efémeras, com os seus heróis, os seus mártires e as suas vítimas.

Jean d’Esme — nome com que ficou conhecido Jean Marie Henri d’Esménard — foi um dos maiores mestres nesse género literário, reflexo da história colonial, nomeadamente a da epopeia francesa na Indochina, à qual dedicou várias obras romanescas que resistiram ao veredicto e à usura do tempo, como Les Dieux Rouges (1924), apesar das grandes transformações ocorridas durante o século XX em todo o Extremo Oriente.

Jean d'Esme em viagemNascido também nessas paragens asiáticas (Xangai, 1894), foi posto muito cedo em contacto com outros povos de tradições milenares e costumes primitivos (aos olhos dos europeus), pois seu pai viveu e trabalhou na Indochina como funcionário das Alfândegas. Os laços com a França não tinham, porém, sido cortados e foi em Paris que Jean fez os primeiros estudos, ingressando depois na Escola Colonial, em vésperas da Primeira Grande Guerra.

Sentinelles de l'Empire (Jean d'Esme)Viajante incansável, cineasta e jornalista, ao serviço de grandes periódicos como Je Sais Tout, L’Intransigeant e Le Matin, membro da Academia das Ciências Ultramarinas, presidente da So- ciedade de Escritores Coloniais, Jean d’Esme foi uma das figuras literárias mais notáveis do seu tempo, deixando obra extensa e variada, em que às biografias de grandes vultos militares (De Gaulle, Leclerc, Foch, De Lattre) se juntam as novelas históricas — como Les Chercheurs de Mondes, dedicada à saga dos navegadores portugueses dos séculos XV e XVI, pois foi também um grande admirador do nosso país e da nossa História —, os livros para a juventude e, sobretudo, as narrativas coloniais desenroladas em paragens exóticas, com destaque para a África Sahariana (Les Chevaliers sans Éperons), onde viveu várias experiências aventurosas, e para a Indochina, que se tornou o seu cenário mítico, o seu país asiático de eleição — paradigma de paixões proibidas, de mistérios e segredos indecifráveis, e expoente máximo da França como potência colonial.

Les chercheurs du monde + D'Héroisme et de gloire

Tal como Les Dieux Rouges (com o carismático título de Os Deuses Sangrentos, na tradução portuguesa), outros romances indochineses, inspirados nas recordações da sua juventude, como Thi Ba, Fille d’Annam, são ainda hoje considerados autênticas «pérolas» da literatura colonial francesa. Algumas obras de índole mais juvenil, como Les Maitres de la Brousse, foram também apresentadas, com grande sucesso, na célebre colecção Marabout Junior, bem conhecida dos leitores portugueses (Marabu Júnior, editora Ulisseia).

Les maîtres de la brousse +Thi-Ba

Les Dieux Rouges 2 516Os Deuses Sangrentos é a única obra de Jean d’Esme que figura na colecção Os Melhores Romances de Aventuras, cujos volumes, como já disse, rechearam de muitas emoções e fantasias o meu imaginário juvenil, deixando nele um lastro de fascínio por este género literário. Lembro-me de que este livro me foi oferecido por altura do meu aniversário (devia ter uns 12 ou 13 anos), e a sua leitura absorveu-me e entusiasmou-me de tal forma, apesar do tema ser mais indicado para adultos, que logo me tornei um leitor assíduo da colecção da Clássica Editora — na qual, de facto, fazendo jus ao seu nome, se publicavam os melhores romances de aventuras da época, com boas traduções integrais e sugestivas capas baseadas, na sua maioria, em motivos fotográficos.

Les Dieux Rouges 3O título foi inspirado no de uma colecção francesa com os mesmos moldes (mas cujas capas eram diferentes), de onde saíram muitos volumes que o público português recebeu com agrado, como prova a longevidade desta colecção e o número de obras traduzidas, tanto do francês como do inglês, às quais se juntaram alguns originais portugueses — nomeadamente do prolífico Pedro de Sagunto (pseudónimo usado por Pedro A. de Carvalho).

Os Deuses Sangrentos (5º volume da colecção), um drama estraLes dieux rougesnho, sombrio e de mistério, cujo enredo começa pelo epílogo, narra a trágica odisseia de Pierre de Lursac, um jovem administrador civil recentemente chegado de França e colocado no famoso Posto 32, «o pior local de todo o Alto Laos», a fim de organizar na zona uma vasta operação de policiamento contra as aguerridas tribos moïs. Ao embre- nhar-se profundamente nessa região selvática, De Lursac caminhava ao encontro de uma fan- tástica aventura, entre um povo ignoto e fabu- loso de homens pré-históricos, cujos sangrentos costumes acabariam por ser-lhe fatais!

Espero que esta breve descrição vos tenha despertado a curiosidade por um dos mais fantásticos romances de aventuras escritos até hoje — e não julguem que estou a exagerar! —, cuja leitura obviamente recomendo a todos, entre os 17 e os 87 anos, que apreciem ambientes exóticos e emoções fortes. E se não tiverem a boa fortuna de descobri-lo nalgum dos poucos alfarrabistas que ainda conseguem resistir à crise, sugiro que procurem na internet as versões originais que aqui apresentámos, pois, embora antigas, conseguem ser mais acessíveis do que as edições portuguesas de 1934 e 1944.  Boa leitura!

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O regresso de Dick Haskins – 4

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4º volume da colecção policial “Dick Haskins – O Mestre do Policial Português”, distribuído com a revista Sábado (edição de 13/10/2016). Preço de capa: 50 cêntimos.

Neil Gaiman, o autor que resgatou o Sonho na BD – 1

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Colecção Sandman (de Neil Gaiman) – vol. 2: “Casa de Bonecas”

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Fernando Bento e o “ABCzinho” homenageados pelo Clube Português de Banda Desenhada

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Nota: no mesmo dia, 15 de Outubro, às 16h00, como já anunciámos, realiza-se uma palestra com a presença de um ilustre convidado, o Dr. António Mega Ferreira, que abordará o tema “Eu e a BD”. Esta palestra integra-se no ciclo Personalidades Ilustres da Vida Social, Política e Cultural Falam de Banda Desenhada, iniciado em Julho do corrente ano com o Dr. Guilherme de Oliveira Martins.

Finda a palestra, às 17h30, será inaugurada outra exposição patente nas novas e espaçosas instalações do CPBD, sobre o universo multimédia da famosa saga Star Wars, em que figuram revistas, cartazes, cromos, cards, etc, cedidos na sua maioria pelas Bedetecas de Beja e da Amadora. Outra exposição que merece a pena ser visitada, sobretudo pelos fãs desta mítica série.

O Clube Português de Banda Desenhada atinge, assim, o ponto mais alto da sua recente actividade, coincidindo com o 1º aniversário da inauguração da nova sede, em Novembro de 2015, após um protocolo firmado com a Câmara Municipal da Amadora.

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Dia 15: Palestra do Dr. António Mega Ferreira no CPBD

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Nota: no mesmo dia, 15 de Outubro, a partir das 15h30, serão inauguradas no CPBD três exposições sobre os temas ABCzinho – 95 anosHomenagem a Fernando Bento Star Wars (esta depois do colóquio aqui anunciado, que terminará cerca das 17h30).

Um ponto alto nas celebrações de mais uma data festiva do honroso historial do Clube Português de Banda Desenhada, que em Novembro do ano passado inaugurou a sua nova sede, nas espaçosas instalações cedidas pela Câmara Municipal da Amadora.

Fazendo o balanço de todo o trabalho abnegadamente realizado durante este período (pois o Clube vive apenas da quotização dos seus sócios), não hesitamos em dar os parabéns ao CPBD e à sua actual direcção, especialmente na pessoa dos três membros mais activos: Carlos Gonçalves, Carlos Moreno e Geraldes Lino.

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Mais uma homenagem a José Garcês

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Num ano assinalado por vários eventos comemorativos dos 70 anos de carreira artística de um dos maiores autores e ilustradores portugueses — como a exposição que esteve patente na Biblioteca Nacional, durante os meses de Março e Abril, numa parceria desta instituição com o Clube Português de Banda Desenhada —, José Garcês, ilustre veterano de uma lúdica forma de Arte que tanto ajudou a  prestigiar, vai ser novamente homenageado, desta vez pela Associação Portuguesa de Psicogeron- tologia, que lhe atribuiu o prémio Drª. Maria Raquel Ribeiro. A cerimónia, em que serão também distinguidas outras personalidades, realiza-se no próximo dia 11 de Outubro, a partir das 14H30, no Auditório do Montepio, sito na Rua do Ouro nºs. 219/241 – Lisboa.

Este prémio (instituído no dia 1 de Outubro de 2012, Dia Internacional das Pessoas Idosas, com o apoio da Fundação Montepio e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa) visa dignificar o envelhecimento activo e promover uma imagem positiva das pessoas com mais de 80 anos que se mantêm activas e participativas, dentro da sua área cívica ou profissional, prestando, assim, um contributo relevante à sociedade portuguesa. José Garcês foi agraciado na Categoria Arte e Espectáculo, juntando-se a outros ilustres homenageados, nas anteriores atribuições de tão honorífico galardão: Eunice Munoz (2012), Ruy de Carvalho (2013), Carmen Dolores (2014) e Glória de Matos (2015).

PARABÉNS, MESTRE JOSÉ GARCÊS!

O regresso de Dick Haskins – 3

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3º volume da colecção policial “Dick Haskins – O Mestre do Policial Português”, distribuído com a revista Sábado (edição de 6/10/2016). Preço de capa: 50 cêntimos.

Colecção Sandman (de Neil Gaiman) – vol. 1: “Prelúdios e Nocturnos”

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