“A Asa Quebrada” de Kim e Antonio Altarriba, em edição portuguesa

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Novela Gráfica (2ª série) – Vol. 14

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Mestre Fernando Bento – Uma memória sempre viva

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Ilustrador, pintor, caricaturista, figurinista, cenógrafo (e muito mais), Fernando Bento foi um autor versátil, polivalente, que deu vida e colorido a algumas das mais belas páginas publicadas em jornais infanto-juvenis, como Diabrete, Pim-Pam-Pum, Cavaleiro Andante, O PajemJoão Ratão, na fase mais criativa e original de uma longa e esplendorosa carreira.

Assinalando o 20º aniversário da sua morte (14 de Setembro de 1996) — como fez, com a oportunidade e o primor habituais, o nosso colega Largo dos Correios, cujos posts diários consideramos de consulta obrigatória —, queremos também recordar uma entrevista do saudoso Mestre, que o semanário de actualidades O Século Ilustrado (então, muito em voga) publicou no nº 961, de 2 de Junho de 1956.

Sob o título “No Banco dos Réus”, esse tipo de entrevista consistia num singelo questionário, que pouco tinha de particular no tocante a aspectos de índole profissional, cingindo-se a temas mais genéricos e banais, a que os entrevistados deveriam responder com ligeireza (temperada de ironia) e bom-humor. Fernando Bento não fugiu à regra, entrando no “jogo” sem reticências, mesmo que uma das suas respostas possa suscitar alguma surpresa.

Mas convém não esquecer a época e o seu contexto…

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Livros que deram filmes – 3

“BEN-HUR” (por Lewis Wallace)

A propósito de uma nova versão cinematográfica do célebre romance de Lewis Wallace, rejeitada pela crítica — e sobre a qual não nos podemos pronunciar enquanto não sair o DVD, pois já há muito que perdemos a vontade de ir ao cinema —, queremos recordar neste artigo outros remakes dessa história, que apaixonou sucessivas gerações desde a sua primeira publicação no ano de 1880.

lewis-wallaceComo tributo a uma grande obra literária — cujo primeiro contacto, independentemente dos filmes e das leituras de BD, nos foi proporcionado pela excelente edição portuguesa da Romano Torres, com prefácio de Gentil Marques e tradução de José Rosado, na sua popular e volumosa colecção Obras Escolhidas de Autores Escolhidos —, aqui ficam também as capas desse livro, com o figurino original, idêntico aos dos tomos precedentes (só as cores variam), e a sobrecapa da edição especial, alusiva à épica versão de Ben-Hur produzida em 1959.

Além de escritor, Wallace (1827-1905) foi também diplomata e oficial do Exército, tendo atingido o posto de general e governado, durante algum tempo, o Território do Novo México (diz-se que com mão de ferro, numa época turbulenta em que teve de lidar com outlaws como o famigerado Billy the Kid). Ao seu gosto pelas histórias bíblicas, aliava um profundo romantismo e um estilo literário popular que o tornaram um dos escritores de maior sucesso do seu tempo, muito antes ainda de ser filmada a primeira grande versão de Ben-Hur, saída dos estúdios da Metro-Goldwin-Mayer, em 1925, com o lendário actor mexicano Ramon Novarro como protagonista.

Dirigido por Fred Niblo, este filme veio, aliás, na esteira de um êxito teatral da Broadway, em que não faltou, para espanto do público, a célebre corrida de quadrigas, magistralmente encenada em palco, com o auxílio de cabos atrelados à traseira dos veículos, para impedir que saíssem dos carris onde circulavam!

ben-hur-teatro-e-1925

ben-hur-poster-2A segunda maior versão cinematográfica só surgiu três décadas depois, noutra faustosa produção da Metro-Goldwin- -Mayer, com direcção do experiente William Wyler e interpretações marcantes de Charlton Heston, Stephen Boyd, Jack Hawkins, Haya Harareet, Hugh Grifitth e outros actores que integraram um casting destinado à “glória eterna”, pois o filme foi um dos que arrecadaram até hoje maior número de Óscars (onze, em todas as categorias principais, incluindo a de melhor filme). Será muito difícil, por isso, que a mais recente versão, dirigida por Timur Bekmambetov, com grande alarde de meios digitais, possa superar ou sequer igualar o ilustre vencedor, em 1959, do mais cobiçado troféu de Hollywood!

O memorável romance de Lewis Wallace — em que o aristocrático Judá Ben-Hur sofre as piores sevícias dos romanos, por causa da perfídia do seu amigo de infância Messala, de quem se vinga, como um justiceiro regressado das galés, na triunfal corrida do circo — teve uma sequela, O Filho de Ben-Hur (1963), escrita por Roger Bourgeon, autor francês nascido em 1924, e que a Editorial Romano Torres também publicou, com tradução de Mário Domingues.

Em 1979, foi reeditada, num volume cartonado, pelo Círculo de Leitores. Mas essa sequela, recheada de alusões aos primeiros tempos do cristianismo — quando em Roma reinava o despótico Nero, obrigando os cristãos a refugiarem-se nas catacumbas —, nunca a veremos, certamente, nas telas de cinema.

17 de Setembro: colóquio com José Ruy na Bedeteca José de Matos-Cruz

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“O Inverno do Desenhador” de Paco Roca, em edição portuguesa

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Novela Gráfica (2ª série) – Vol. 13

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Festa do Livro da Amadora e colóquio na Bedeteca, dia 11 de Setembro

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Nuno Duarte, argumentista de BD, e a Bedeteca da Amadora convidam os bedéfilos para uma conversa, no dia 11 de Setembro, pelas 20,30 horas, sobre o novo projecto “O Outro Lado de Z.” e o que distingue um livro de BD, também na perspectiva do editor. Com o Nuno Duarte estarão a desenhadora Mosi e o editor Mário Freitas
É mais uma parceria da Câmara Municipal da Amadora com o Clube Português de Banda Desenhada. Marquem na agenda!
“O Outro Lado  de Z. – Um percurso de um livro de BD” | Com  Mosi,  Mário Freitas e Nuno Duarte | Moderação: Pedro Mota
“O Outro Lado de Z.” e o seu caminho entre a ideia até ao livro impresso. Vamos acompanhar a história desta produção contada por cada interveniente — desenhadora, argumentista e editor. A colaboração entre os autores, a relação com o editor, a construção da história e as opções de design, legendagem, impressão, divulgação e promoção (e outros detalhes) até o livro chegar à sua mão.

José Ruy e Baptista Mendes homenageados pelo Gicav, em Viseu

josé ruy-viseu-2016

infante-d-henrique-viseu-2016No âmbito da exposição sobre a figura do Infante D. Henrique na Banda Desenhada, inaugurada em Viseu em 28 de Agosto último, no Pavilhão Multiusos da famosa Feira de S. Mateus, onde estão patentes ilustrações de vários autores, queremos assinalar, mais uma vez, a homenagem prestada a José Ruy e Baptista Mendes, dois veteranos da BD portuguesa cuja longa e prestigiosa carreira ficou indelevelmente ligada aos personagens e às narrativas de índole histórica, género em que ostentam, com inteiro merecimento, o insigne título de Mestres.

infante-d-henrique-c3a1lbum-gicavPor iniciativa do Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu (Gicav), organizador da referida exposição, com o apoio da Câmara Municipal daquela cidade, da Viseu Marca e do Instituto Português do Desporto e Juventude, foi editado um álbum com duas histórias dos autores homena- geados, alusivas ao Ínclito Infante, ambas extraídas de publicações dos anos 1960.

Aqui ao lado reproduzimos a capa desse álbum, com sinceras felicitações a Baptista Mendes, José Ruy (na foto supra, com Luiz Beira) e ao dinâmico grupo cultural Gicav, de Viseu, promotor de uma meritória inicia- tiva que, nos últimos anos, tem posto em destaque os mestres da BD portuguesa e os profundos laços da sua obra artística com as maiores figuras do nosso património cultural e histórico. Bem hajam e continuem!

Propomos a todos os interessados que façam uma visita ao excelente blogue BDBD, orientado por Carlos Rico e Luiz Beira, onde está patente uma reportagem alusiva ao acto inaugural deste evento, que teve, como noutros anos, grande afluência de público. Aqui fica o link: http://bloguedebd.blogspot.pt/2016/09/o-infante-d-henrique-em-viseu.html

“Fogos e Murmúrio” de Lorenzo Mattotti, em edição portuguesa

Novela Gráfica 12

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