Mais uma homenagem do “Público” ao cinema (e aos grandes realizadores)

Gaumont 120 anos

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No Aniversário de Roussado Pinto

Ross Pinto - eu, ross pynn

Nota: A capa com que abrimos este post é de um livro quase biográfico que Frank Gold, pseudónimo de Luís Campos (outro escritor policial português), dedicou a Roussado Pinto, metendo-se na pele de um dos seus heterónimos, para o encarnar como “autor, personagem e mito”, e fingindo ser o herói da sua própria história.

Kansas nº 9 (Ibis)Roussado Pinto nasceu em 14 de Julho de 1926. Se fosse ainda vivo, estaria hoje a celebrar o seu 89º aniversário. Os homens passam e as obras ficam. Por isso, cabe-nos a nós, seus leitores, admiradores e amigos, evocar essa efeméride, honrando a sua memória e o seu nome, através de uma das realidades mais marcantes da sua existência: a obra incomensurável que nos legou, como escritor, jornalista e editor (dando primazia, nesta função, ao público juvenil e às revistas de banda desenhada).

Honrar o seu nome significa inevitavelmente recordar alguns dos pseudónimos que o celebri- zaram, como Edgar Caygill e Ross Pynn. Usou-os em muitas obras, de maior ou menor importância na sua carreira, não porque quisesse passar, à força, por um escritor estrangeiro, mas porque sabia, com a sua profunda intuição literária, que esses nomes possuíam uma carga onírica que não se desvaneceria com o tempo, dando-lhe assim uma espécie de passaporte para a imortalidade.

Geralmente, na literatura policial (mas não só), os pseudónimos cristalizam-se como nomes reais, definitivos, fazendo esquecer os de baptismo. É assim também no cinema e noutras artes onde florescem a imaginação, o onirismo e a fantasia. Actores e artistas perduram e mitificam-se na pele das personagens que criaram e dos nomes que adoptaram… às vezes, como no cinema, por imposição alheia.

Quanto a Roussado Pinto, sabemos que esse fenómeno de transfiguração não “matou” a identidade do criador — antes pelo contrário, tornou-a indissociável dos seus outros nomes, fundindo-os num mesmo corpus literário, que nenhum dos seus leitores desconhece. A fama e a forte personalidade do autor operaram automaticamente (e voluntariamente) essa simbiose. Mas nem todos os seus heterónimos tiveram vida longa.

Homenageamos hoje, na data do seu aniversário (como já fizemos noutras ocasiões), a memória deste lendário e infatigável novelista popular, autêntico trabalhador da “oficina do imaginário” — que dispersou humildemente a sua veia literária por uma enorme variedade de géneros —,Ross Pinto - Vasco duro  345 dando a conhecer um artigo biográfico de Raul Ribeiro, extraído de uma publicação quase esquecida: o Xys Maga- zine, edição do saudoso Sete de Espadas, outro grande nome da literatura (ou melhor) da problemística policiária portuguesa.

Apresentamos também algumas capas das inúmeras obras que Roussado Pinto escreveu com os seus dois pseudónimos mais famosos e com o seu próprio nome… por vezes, num registo neo-realista, bem diferente daquele a que nos habituou, como autor de romances e antologias policiais ou de novelas de aventuras. Sem esquecer que foi também argumentista de histórias aos quadradinhos e que criou e dirigiu alguns dos títulos mais emblemáticos da BD portuguesa, como O Pluto, Titã, Flecha, Valente, Zakarella, GriloJaguar e Jornal do Cuto.

No jornalismo, a sua coroa de glória foi, sem dúvida, o Jornal do Incrível, cujos destinos dirigiu com mão de mestre até ao dia em que o coração, mais uma vez, lhe falhou. E sem esperança de retorno… apesar de ter apenas 58 anos. Partiu o homem, mas ficou a lenda que há muito começara a tomar forma. E que ainda hoje povoa o imaginário dos que leram as obras de um tal Ross Pynn — personagem que, na realidade, nunca existiu!

Ross Pinto - Artigo 1 e 2Ross Pinto - artigo 3344

 

Poirot, Miss Marple & companhia – 5

Poirot, Marple a cia 5

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O Regresso da Velha Senhora (vol. 5)

Regresso da velha senhora 5

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Os Gatos e o Crime (5) – Agatha Christie

Agatha ChristieAgatha Mary Clarissa Miller nasceu a 15 de Setembro de 1890 em Torquay, no coração da Riviera inglesa. Passou uma infância feliz, no ambiente aconchegado de uma família abastada, e desenvolveu muito cedo um gosto pelos mistérios, graças à sua imaginação particularmente fértil. Encorajada pela mãe a escrever, Agatha arranjou o «marido ideal» na pessoa de Archibald Christie, garboso aviador pertencente ao Royal Flying Corps. Ela tinha 22 anos e ele 23, e a 1ª Guerra Mundial estava prestes a rebentar. Com o seu noivo chamado a participar no conflito, a jovem Agatha alistou-se como enfermeira voluntária no centro hospitalar de Torquay, onde adquiriu um súbito interesse por venenos.

Foi durante a guerra que escreveu um primeiro romance, que não chegou a ser publicado. Como a sua irmã a desafiara a construir uma intriga que não se conseguisse desvendar antes das últimas páginas, ela começou um segundo romance: O Misterioso Caso de Styles, cujo herói, um detective amaneirado e perspicaz, respondia pelo nome de Hercule Poirot. cat+pigeonsDurante quinze dias, como já não conseguia trabalhar, desertou do centro hospitalar de Torquay para escrever na sua máquina portátil, num quarto de hotel. O manuscrito, enviado a quatro editores, só foi publicado em 1920; mas o seu caminho estava traçado. Agatha Christie não mais parou de escrever. A sua teimosia e a sua imaginação iam torná-la célebre.

De livro em livro, soube afinar os subtis encantos do romance policial, alcançando, poucos anos depois, recordes mundiais de tiragens. Em 1926, no mesmo ano do seu primeiro sucesso, a vida de Agatha quase se desmoronou, como num dos seus romances. Na verdade, nem tudo ia bem: a sua mãe falecera recentemente, o romance encetado não avançava, a infidelidade do seu marido não era segredo … já era tempo de dar um pouco de picante a esse penoso inverno. Maq_gatoA 3 de Dezembro, Agatha Christie desapareceu. No dia seguinte, o seu carro foi encontrado abandonado junto de um lago, com o seu casaco de peles e os seus documentos…

A polícia dragou o lago, os jornais publicaram a sua foto e prometeram recompensas por informações sobre o seu paradeiro. Foi encontrada onze dias mais tarde no hotel de uma estação balnear em voga, onde se tinha registado com o nome da amante do marido! Agatha pretendeu não se lembrar de nada e, de propósito ou não, manteve esse esque- cimento até à sua morte.

Divorciada, partiu sozinha numa viagem a bordo do Orient Express e conheceu em Bagdad um arqueólogo quinze anos mais novo do que ela: Max Mallowan. Coup de foudre: passaria com ele o resto da sua vida. Depois das suas segundas núpcias, Agatha Mallowan tornou-se uma mulher de letras, autora de numerosos romances policiais, que lhe valeram a alcunha de «rainha do crime». O seu nome ficou associado a dois heróis recorrentes: Hercule Poirot, detective profissional, e Miss Marple, detective amadora. Também escreveu novelas com histórias sentimentais, usando o pseudónimo de Mary Westmacott. Em 1971, a rainha Isabel II agraciou-a e ela passou a ser Dame Agatha Christie.

Le chat et les pigeonsAgatha Christie é uma das escritoras mais famosas do mundo e a crítica considera-a o autor inglês mais lido depois de William Shakespeare. Publicou 66 romances, 154 novelas e 20 peças de teatro, traduzidos no mundo inteiro. Uma grande parte dos seus mistérios policiais desenrola-se em ambiente fechado, o que permite ao leitor tentar adivinhar quem é o culpado, antes do fim da narrativa.

Muitos dos seus romances e novelas foram adaptados ao cinema ou à televisão, nomeadamente Um Crime no Expresso do Oriente, Convite para a Morte, Morte no Nilo, Os Crimes do ABC e O Assassinato de Roger Ackroyd. Em Portugal, coube a duas populares colecções de bolso, a Vampiro e a Xis, em particular, a grande divulgação das suas obras, nas décadas de 40 a 60 do século passado. A Livros do Brasil e a Asa também lhe consagraram colecções completas, em épocas mais recentes. E o jornal Público, de parceria com a Asa, patrocinou uma série de oito novelas — ainda em publicação, como temos noticiado —, em que figuram as suas personagens mais conhecidas: Hercule Poirot, Miss Marple e Tommy & Tuppence.

Um Gato entre os Pombos (1959)no original: Cat among the pigeons —,  é o único título de Agatha Christie que alude a estes felinos… embora não haja qualquer gato no enredo, como acontece em muitos livros policiais. É uma expressão figurada, como a do “lobo no redil”.

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Colecção “Os Piores Inimigos de Ric Hochet” – 6

Ric Hochet - público 6

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Poirot, Miss Marple & companhia – 4

Poirot,Miss Marple e cia 4

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O Regresso da Velha Senhora (vol. 4)

Agatha Christie - público 4

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Colecção “Os Piores Inimigos de Ric Hochet” – 5

Ric Hochey - Público 5

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Poirot, Miss Marple & companhia – 3

Agatha Christie público 3

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