De banca em banca – 4

MULHERZINHAS (2) – por LOUISA MAY ALCOTT

mulherzinhas-1A título de curiosidade (e no intuito de sermos tão abrangentes quanto possível), queremos mostrar- -vos outras edições de “Mulherzinhas” — a primeira publicada em meados dos anos 80 na Colecção Azul, da Editorial Publica (e também editada, mas sem numeração, pelo Círculo de Leitores). As capas dessa colecção eram de José Antunes, desenhador infelizmente já desapa- recido, com obra digna de registo no campo da ilustração e da banda desenhada. O referido volu- me tem várias ilustrações interiores, realizadas por João Pedro Cochofel, num traço fino e harmo- nioso, cuja qualidade importa também realçar.

homenzinhosEscritora muito popular em todo o mundo, que advogava os bons sentimentos, a união familiar e o amor conjugal — embora tivesse ficado solteira —, Louisa May Alcott dedicou outras obras ao público feminino e juvenil, algumas relacionadas, como já referimos, com as personagens de “Mulherzinhas”, o seu livro de maior sucesso. Na Colecção Azul surgiram também os se- guintes títulos: “Boas Esposas” (Good Wives), “Homenzinhos” (Little Men), “Oito Primos”  (Eight Cousins) e “Rosa em Flor” (Rose in Bloom), três dos quais figuram na minha biblioteca (não se pode ter tudo… é o que é!).

boas-esposas1Há a destacar, também, outra interessante edição de “Mulherzinhas”, numa colecção que obteve grande sucesso na década de 60, publicada em simultâneo por duas editoras muito activas, nessa época, em relação à BD: a Bertrand e a Íbis. Ostentando numa vistosa sobrecapa o título Colecção Histórias — como a sua congénere espanhola da Editorial Bruguera, de onde era oriunda —, dava primazia aos clássicos da literatura juvenil e distinguia-se pela particu- laridade de juntar ao texto a respectiva adaptação em quadradinhos, oferecendo assim aos leitores duas versões distintas do romance, em páginas autónomas, já que a parte ilustrada obedecia às regras elementares da BD moderna, com poucas legendas e muitos balões.

Oito primos - Publica 210Essa popular colecção, que contou cerca de 60 volumes publicados em Portugal, alguns dos quais foram reeditados várias vezes, estava dividida em duas séries, com obras para rapazes e raparigas, embora a numeração fosse consecutiva. A realização gráfica de “Mulherzinhas” (12º volume da edição portuguesa), era devida a Jaime Juez, um dos maiores especialistas espanhóis nesse género de adaptações literárias, com um estilo que revela, além da elegância do traço, uma atenta observação da época, dos ambientes, da indumentária, e particularmente dotado na definição das personagens.

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